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1º a 7/11 – Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal 2026

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Celebrada anualmente no período de 1º a 7 de novembro, a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal foi instituída pela Lei nº 13.230/2015.

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Novembro e Novembrinho Azul – Mês de conscientização sobre a saúde do homem e de meninos de até 15 anos de idade

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Novembro Azul é uma campanha destinada a sensibilizar homens, gestores e profissionais de saúde sobre o autocuidado e cuidado integral da saúde, considerando os fatores socioculturais relacionados à masculinidade e ao adoecimento.

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Consulta Pública – Classificação de Risco e Tramitação de Protocolos e Emendas de Pesquisa com Seres Humanos no âmbito do Sinep

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Consulta Pública – Procedimentos para Recursos Administrativos no âmbito do Sinep e da Inaep

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ENCEP 2026!!!

Notícias 28-10-2026 Lilian Russo

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O ENCEP 2026 será um espaço de diálogo, formação e troca de experiências sobre ética em pesquisa com seres humanos. O Encontro Nacional de Comitês de Ética em Pesquisa terá duas etapas: • 24 de novembro: oficinas e palestras on-line, com transmissão das palestras pelo canal da Inaep no YouTube.&bu...

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Cientistas descobrem remédio que ameniza deficit social em autistas

medicamentos5O transtorno do espectro do autismo tem como uma das principais características a dificuldade de interação social. Em busca de uma abordagem para amenizar esse problema, pesquisadores americanos resolveram testar, em ratos manipulados para ter o transtorno, um medicamento que interfere na expressão de genes. A substância, já prescrita para o tratamento de cânceres, surtiu resultados positivos, mantendo a melhora dos sintomas das cobaias por um período equivalente “a vários anos em humanos”, segundo os autores.

“Descobrimos um pequeno composto molecular que mostra um efeito profundo e prolongado sobre os deficits sociais semelhantes aos do autismo sem efeitos colaterais óbvios, enquanto muitos compostos usados atualmente para tratar uma variedade de doenças psiquiátricas falharam em demonstrar a eficácia terapêutica para esse sintoma central do autismo”, ressalta Zhen Yan, pesquisadora do Departamento de Fisiologia e Biofísica da Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas de Jacobs, na Universidade de Buf-falo, e principal autora do estudo, publicado na revista Nature Neuroscience.

Segundo Zhen Yan, estudos de rastreamento genético humano anteriores mostraram que muitos genes interrompidos no autismo são semelhantes aos relacionados a tumores. Por isso a escolha de um composto anticancerígeno para conduzir o experimento. “Existe uma ampla sobreposição nos genes de risco para o autismo e para o câncer, muitos dos quais são fatores de remodelação da cromatina (núcleo do DNA) importantes para a manutenção do genoma e para a sua regulação. Nos apoiamos na especulação de que é possível reutilizar medicamentos anticancerígenos como tratamentos direcionados para o autismo”, detalha.

Os pesquisadores utilizaram uma dose bastante baixa de romidepsina em roedores que sofreram alterações no gene Shank 3, considerado um forte fator de risco para o autismo. Um trabalho anterior da mesma equipe, em 2015, revelou que a perda do Shank 3 interrompe as comunicações neurais, afetando a função do receptor NMDA, um ator crítico na regulação da cognição e da emoção, levando a deficits sociais.

Nas cobaias, o medicamento rendeu resultados positivos após três dias de aplicação, e o efeito durou três semanas. Segundo Zhen Yan, o período abrangeu da fase juvenil à adolescência tardia das cobaias, um estágio crítico de desenvolvimento para habilidades sociais e de comunicação, e é equivalente a vários anos em seres humanos. A constatação, ressalta a cientista, sugere que os efeitos de um tratamento similar poderiam ser duradouros. “O resultado mais espantoso foi o efeito dramático e duradouro da romidepsina sobre os deficits sociais autistas. Nenhum outro composto tem tais efeitos terapêuticos”, destaca.

Além disso, a romidepsina restaurou mais de 200 genes que foram reprimidos nos animais manipulados para ter o transtorno. “O autismo envolve a perda de muitos genes. Para resgatar os deficits sociais, um composto tem que afetar uma série de genes envolvidos na comunicação neuronal”, explica Yan. “A vantagem de poder ajustar um conjunto de genes identificados como fatores-chave de risco para o autismo pode explicar a eficácia forte e duradoura desse agente terapêutico.”

Segundo Ana Kariny, neurologista do Hospital Anchieta, em Brasília, o trabalho americano tem resultados interessantes, mas é preciso ponderação na hora de interpretá-los. “Os dados são bem explicados e argumentados. Porém, temos que ter cuidado para que ninguém pense que se trata da cura do autismo, porque ainda é uma pesquisa inicial, feita com ratos”, ressalta.

A médica explica que o deficit de comportamento e de comunicação, dependendo do grau de comprometimento, pode limitar o tratamento. O surgimento de novas abordagens medicamentosas, portanto, é importante para médicos, pacientes e familiares. “Os medicamentos antipsicóticos precisam ser usados com cuidado. Principalmente para as famílias, ter uma nova opção seria uma luz no fim do túnel.” Antes disso, reforça Ana Kariny, são necessários novos estudos. “Acredito que, nas próximas etapas, seria interessante fazer testes mais voltados para a população humana que também consigam mostrar se os benefícios serão mantidos a médio e longo prazo”, sugere.

A pesquisadora Zhen Yan conta que a equipe pretende se aprofundar no estudo do uso da romidepsina e de outros compostos semelhantes. “O próximo passo da nossa pesquisa é encontrar mais e melhores agentes terapêuticos para tratar os principais sintomas do autismo, especialmente aqueles que não só funcionam em estágios de desenvolvimento, mas também aqueles que têm efeitos crônicos na idade adulta com administrações repetidas”, adianta.

“O resultado mais espantoso foi o efeito dramático e duradouro da romidepsina sobre os deficits sociais autistas. Nenhum outro composto tem tais efeitos terapêuticos”
Zhen Yan, pesquisadora da Universidade de Buffalo e principal autora do estudo

Por Vilhena Soares
Correio Braziliense

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