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1º a 7/11 – Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal 2026

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Celebrada anualmente no período de 1º a 7 de novembro, a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal foi instituída pela Lei nº 13.230/2015.

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Novembro e Novembrinho Azul – Mês de conscientização sobre a saúde do homem e de meninos de até 15 anos de idade

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Novembro Azul é uma campanha destinada a sensibilizar homens, gestores e profissionais de saúde sobre o autocuidado e cuidado integral da saúde, considerando os fatores socioculturais relacionados à masculinidade e ao adoecimento.

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Consulta Pública – Classificação de Risco e Tramitação de Protocolos e Emendas de Pesquisa com Seres Humanos no âmbito do Sinep

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Consulta Pública – Procedimentos para Recursos Administrativos no âmbito do Sinep e da Inaep

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ENCEP 2026!!!

Notícias 28-10-2026 Lilian Russo

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Gengibre combate náuseas em grávidas e pacientes em quimioterapia

gengibreA gastroenterite aguda é uma das doenças que mais afetam crianças. A condição, caracterizada pela inflamação do trato gastrointestinal, pode levar à desidratação e provocar a internação dos pequenos, em casos graves. Mas um grupo de pesquisadores italianos conseguiu amenizar o problema com um ingrediente bastante popular: o gengibre. O estudo foi apresentado na 51ª Reunião Anual da Sociedade Europeia de Gastroenterologia Pediátrica Hepatologia e Nutrição (ESPGHAN, sigla em inglês), que acontece até o

domingo,

em Genebra, na Suíça.

De acordo com os pesquisadores, o consumo da raiz reduziu um dos principais sintomas da inflamação: as intensas crises de vômito. Para eles, inclusive, o gengibre tem potencial para tratar esse incômodo independentemente da causa, o que ampliaria seu uso. “Há muitos anos, nossa equipe está envolvida na investigação das melhores abordagens terapêuticas para doenças gastrointestinais pediátricas. O vômito é um sintoma muito comum em crianças em todo o mundo”, explica ao Correio Roberto Berni Canani, pesquisador da Universidade de Nápoles, na Itália, e autor principal da pesquisa.

Berni Canani afirma que a falta de pesquisas sobre o tema na população infantil foi a grande motivação da equipe. “Hoje em dia, não há recomendação de medicamentos antieméticos para essa condição. O gengibre é comumente usado para o manejo de incômodos na gravidez, das náuseas pós-quimioterapia ou do vômito pós-operatório em pacientes adultos. Mas, incrivelmente, a planta nunca foi investigada em crianças”, destaca.

Os pesquisadores desenvolveram um estudo duplo-cego — quando nem o paciente nem o médico sabem quem tomou o medicamento — com 141 crianças de 1 a 10 anos, que sofriam com gastroenterite aguda. Todas receberam uma garrafa de água e uma essência de placebo ou de gengibre durante o tratamento. Os pequenos pacientes foram orientados a consumir 20 gotas do produto, diluído em meio copo de água, a cada oito horas, ou quando sentissem que fosse necessário. Os resultados mostraram que, durante as 72 horas de tratamento, os episódios de vômitos foram 20% menores no grupo tratado com gengibre. Além disso, o número de crianças que faltaram às aulas por pelo menos um dia foi 28% menor entre aquelas que utilizaram a planta.

Os pesquisadores ressaltam que as conclusões da pesquisa, somadas a estudos anteriores que apontaram a planta como um recurso eficaz no tratamento de vômitos em adultos, reforçam o valor do ingrediente como arma terapêutica. “Os resultados positivos obtidos no ensaio vão abrir caminho para uma investigação mais aprofundada nessa área. É altamente provável que o gengibre seja capaz de tratar vômitos de qualquer tipo”, frisa o autor.

Aplicação
Os cientistas pretendem dar continuidade à pesquisa, e uma das questões que devem ser mais estudadas, segundo eles, é a quantidade específica de gengibre que precisa ser usada para tratar as crises de vômito. “Estamos trabalhando na definição de melhor dose e rotas de administração do gengibre. Em particular, em uma nova formulação dessa planta como spray, com o objetivo de facilitar o tratamento em crianças”, adianta Berni Canani.

Hermes Aguiar Júnior, gastroenterologista do Hospital Santa Lúcia Norte e membro titular da Sociedade Brasileira de Gastroenterologia (SBG), destaca que a pesquisa italiana é importante, porém é preciso analisar um número maior de pacientes e também entender a quantidade de gengibre necessária para tratar o vômito. “Apesar de ser um estudo inicial, vemos que o gengibre agiu em receptores gastrointestinais importantes, chamados de 5HT3 e 5HT4. Seria interessante dar continuidade, entender também qual é a dose necessária para o efeito visto, que não ficou bem estabelecido. Acredito que essa pesquisa é mais um pontapé inicial sobre o tema”, destaca o especialista.

O médico também ressalta que o trabalho explora uma questão que já é bastante popular. “No Brasil, buscamos muito o uso de raízes para tratar o enjoo, como as famosas garrafadas. Acredito que os autores escolheram um tema que é conhecido na crença popular e buscaram dar validade científica, assim como ocorreu com a berinjela anteriormente. Desconfiávamos que ela reduziria o colesterol e estudos mostraram que o vegetal realmente mostrou que tem efeito, mesmo que pequeno”, assinala.

"Os resultados positivos obtidos no ensaio vão abrir caminho para uma investigação mais aprofundada nessa área. É altamente provável que o gengibre seja capaz de tratar vômitos de qualquer tipo”
Roberto Berni Canani, pesquisador da Universidade de Nápoles, na Itália, e autor principal da pesquisa

Por Vilhena Soares
Correio Braziliense

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