O homem que duplicava
Cardiologista italiano acumula retratações por publicar um mesmo conteúdo em revistas diferentes
Subiu para 17 o número de artigos do cardiologista italiano Renato De Vecchis que sofreram retratação, ou seja, que foram considerados inválidos por indícios de erros ou má conduta. As três retratações mais recentes foram anunciadas pelo Journal of Clinical Medicine Research (JCMR) e envolvem artigos que repetiam conteúdos idênticos aos de estudos publicados por De Vecchis em outros periódicos. Um dos papers, de 2015, trazia praticamente o mesmo texto,





O Quadro Nacional de Classificação Institucional (Nirf), um ranking de universidades da Índia divulgado todos os anos pelo Ministério da Educação do país, vai tirar pontos de instituições cujos pesquisadores tiveram um número exagerado de artigos que sofreram retratação por má conduta, ou seja, que foram invalidados devido à ocorrência de plágio, adulteração de dados ou fraudes.
Em 1º de janeiro de 1953, quando a cidade do Rio de Janeiro vivia a maior epidemia de poliomielite registrada até então no país, o Correio da Manhã noticiava: “Não há epidemia de paralisia infantil no Rio”. Os casos se multiplicavam – eram já 450, com 27 mortes, desde junho do ano anterior –, mas o Departamento de Higiene da prefeitura garantia que estavam “rigorosamente dentro da incidência habitual”. Em 23 de janeiro, o jornal voltava a negar a epidemia e, de forma jocosa, argumentava ser a poliomielite uma “doença do frio”, “elemento epidemiológico” inexistente no verão carioca.
A editora Taylor & Francis anunciou que um de seus periódicos, a revista Bioengineered, deixará temporariamente de receber e avaliar artigos para publicação. Durante a pausa, a empresa vai investigar denúncias de que mais de mil trabalhos divulgados pela publicação contêm resultados falsos ou imagens manipuladas. Evidências de que um grande volume de artigos da revista tem problemas foram