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Novembro e Novembrinho Azul – Mês de conscientização sobre a saúde do homem e de meninos de até 15 anos de idade

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Consulta Pública – Classificação de Risco e Tramitação de Protocolos e Emendas de Pesquisa com Seres Humanos no âmbito do Sinep

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Consulta Pública – Procedimentos para Recursos Administrativos no âmbito do Sinep e da Inaep

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ENCEP 2026!!!

Notícias 28-10-2026 Lilian Russo

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Exame de sangue que detecta câncer chega a laboratórios em poucos anos

examesangueTestada em 127 voluntários, biópsia líquida acusa a ocorrência de tumor nos pulmões em diferentes estágios, do inicial ao avançado. Segundo pesquisadores americanos, a abordagem chegará aos laboratórios em poucos anos

Em poucos anos, um simples exame de sangue, realizado em laboratório, poderá detectar o câncer de pulmão em fase inicial, antes mesmo que ele possa ser visto em imagem.

O anúncio foi feito durante o encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), neste mês, em Chicago. Uma pesquisa ainda em curso, apresentada na sessão plenária do congresso, aponta que a análise de fragmentos de DNA flutuando no plasma sanguíneo é capaz de encontrar precocemente esses tumores.

oGeoffrey R. Oxnard, autor líder do estudo Atlas das Células Circulantes Genoma Livre (CCGA, para a sigla em inglês) e professor de medicina do Instituto do Câncer Dana-Farber e da Escola de Medicina de Harvard, de Boston, mostrou-se animado com os resultados iniciais. “Existe uma demanda global por testes de detecção precoce de câncer de pulmão que possam ser facilmente implementados pelos sistemas de saúde pública”, justificou a importância da descoberta.

O câncer de pulmão é um dos que mais matam no mundo. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que, a cada ano, a incidência mundial da doença aumenta em 2%. No Brasil, há uma estimativa de 31.270 casos para este ano, sendo 18.740 em homens e 12.530 em mulheres. De acordo com os médicos que participaram do estudo, as taxas de sobrevivência são significativamente maiores quando o tumor de pulmão é detectado cedo — o que não ocorre com frequência. Geralmente, ele só é descoberto quando são apresentados os primeiros sintomas, ou seja, em estágio avançado.
A análise de DNA circulante no sangue é adotada para ajudar a escolher terapias direcionadas, mas esse tipo de biópsia líquida é utilizado apenas para pessoas em estágios avançados da doença. Até recentemente, havia evidência limitada de que a análise do DNA circulante pudesse ser utilizada para a detecção precoce do câncer de pulmão.

A equipe do CCGA avaliou a capacidade de três protótipos de exame de sequenciamento em 127 pessoas com a doença nos estágios I a IV. Entre esses pacientes, o marcador biológico para o câncer de pulmão foi detectado em todos os testes, e a intensidade do marcador aumentou com a evolução do estágio do carcinoma.

Outros tumores
Para Eduardo Medeiros, oncologista clínico da Rede D’Or, o estudo representa uma revolução no diagnóstico não só do câncer de pulmão, mas de todos os outros tipos de tumores. “Pulmão hoje é importante porque você tem um grupo de medicamentos que consegue fazer o teste pela biópsia líquida”, justifica.

Na pesquisa atual, 20 tipos de câncer, em todos os estágios de desenvolvimento, foram incluídos. Os três protótipos de exame foram utilizados em amostras de sangue de aproximadamente 1.700 participantes. Resultados iniciais indicaram ainda que, das 580 amostras de controle (voluntários que não tinham a doença), cinco obtiveram indicação de tumor nos três testes. Desses, dois foram, posteriormente, diagnosticados com a doença — uma com câncer ovariano de estágio III e outra com estágio II de câncer do endométrio —, confirmando o potencial desse tipo de teste para detectar cânceres em estágio inicial.

Eduardo Medeiros explica que, apesar de a biópsia líquida ainda não ser usada para a realização de diagnósticos, há uma grande expectativa nesse sentido. “E não só isso. Pense no seguinte: eu tratei um paciente e o deixei sem doença. Mas como eu vou saber se ele realmente está curado? Eu vou tentar ver se, no sangue, ele não tem nenhuma evidência de doença. Ou seja, a biópsia líquida vai servir para diagnóstico, acompanhamento e tratamento”, explica.

Os autores do estudo explicam que, antes que o exame de rastreamento genético possa ser amplamente adotado, é necessária uma validação adicional do procedimento por meio de amostragens maiores e estudos com pessoas que ainda não tiveram diagnóstico de câncer.

“Pense no seguinte: eu tratei um paciente e o deixei sem doença. Mas como eu vou saber se ele realmente está curado? (…) A biópsia líquida vai servir para diagnóstico, acompanhamento e tratamento”
Eduardo Medeiros, oncologista clínico da Rede D’Or

Por Sibele Negromonte
Correio Braziliense

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