Há muitos anos, já descrita por Hipócrates, se sabia que havia uma enfermidade capaz de provocar febre contínua com pele fria e sensação intermitente de calor e sede e o que popularmente se conhece como infecção generalizada, hoje chamamos de Sepse. Para que houvesse uma uniformização dos conceitos com a finalidade de obter dados mais fidedignos, vários consensos foram escritos até o mais atual, obtido em 2016. Definindo então a Sepse com disfunção orgânica devido à uma resposta inadequada do hospedeiro frente a um patógeno.
Há cerca de 420 mil casos por ano de Sepse no Brasil, cerca de 30% dos leitos de UTI são ocupados por pacientes sépticos e, apesar dos avanços terapêuticos, a mortalidade é de mais ou menos 50% em nossas unidades de tratamento intensivo. O acesso facilitado as unidades de saúde, o envelhecimento da população e o uso indiscriminado de antibióticos,