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SUS terá três novos medicamentos para câncer de pulmão

Notícias 01-09-2026 Lilian Russo

SUS terá três novos medicamentos para câncer de pulmão

Três novos medicamentos para o tratamento de câncer de pulmão serão disponibilizados a pacientes em tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de outubro. São eles o brigatinibe, o gefitinibe e o durvalumabe.De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 1,9 mil pacientes devem ser atendidos. Consideradas medi...

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Fita elástica adesiva pode contribuir com o tratamento de sintomas causados por DPOC

Notícias 31-08-2026 Lilian Russo

Fita elástica adesiva pode contribuir com o tratamento de sintomas causados por DPOC

Pesquisadores do Laboratório de Investigação em Fisioterapia e Exercício (LIFFE) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) investigam o uso complementar de fitas elásticas adesivas no abdome e tórax de pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) para aliviar sintomas como falta d...

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Farmacovigilância de medicamentos GLP-1 enfrenta desafios diante de produtos manipulados e falsificados

Notícias 26-08-2026 Lilian Russo

Farmacovigilância de medicamentos GLP-1 enfrenta desafios diante de produtos manipulados e falsificados

A crescente utilização de medicamentos agonistas de GLP-1 para o tratamento do diabetes e da obesidade trouxe também novos desafios para a farmacovigilância no Brasil. Além dos medicamentos regularizados, encontram-se no mercado produtos manipulados, falsificados, contrabandeados ou adquiridos por canais sem procedência conhecida, o que d...

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Anvisa padroniza solicitações na área de cosméticos

Notícias 24-08-2026 Lilian Russo

Anvisa padroniza solicitações na área de cosméticos

A partir de 1º de setembro, os pedidos de inclusão de novas substâncias, funções, embalagens e formas físicas de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes deverão ser apresentados eletronicamente pelo Sistema Solicita, utilizando códigos específicos para cada tipo de demanda.

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Uso de medicamento oferecido no SUS reduz casos de malária no Brasil

Notícias 18-08-2026 Lilian Russo

Uso de medicamento oferecido no SUS reduz casos de malária no Brasil

O Brasil registrou queda de 30% nas mortes por malária em 2025. Os óbitos passaram de 56 em 2024 para 39 no ano passado. Além disso, os casos da forma mais grave da doença caíram 30,7%.Os 118.037 registros da doença contraídos no território nacional no mesmo período representam um recuo de 15% em relaçã...

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Experimento da USP neutraliza o SARS-CoV-2 com ressonância acústica

proteinaspike1Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um trabalho experimental realizado in vitro que confirma, pela primeira vez, a hipótese matemática coordenada pelo cientista do Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos, Tomasz Wierzbicki, de que o ultrassom poderia ser utilizado para neutralizar o SARS-CoV-2.
O experimento brasileiro demonstrou que essa hipótese é verdadeira, ou seja, o ultrassom de fato é capaz de entrar em ressonância com a proteína spike presente na superfície do vírus e quebrá-la, o que inativa o patógeno.

O docente e pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP) Odemir Bruno, coautor do trabalho brasileiro, conta que quando deparou com esse trabalho teórico viu nele uma excelente alternativa para revolucionar o combate à pandemia do COVID-19 e de outras doenças causadas por vírus.

Para tanto, estabeleceu uma parceria com a USP de Ribeirão Preto que permitiu que o experimento pudesse ser desenhado e realizado. A aposta dos pesquisadores foi testar inúmeros aparelhos de ultrassom cujas frequências pudessem penetrar a pele humana e encontrar a frequência certa que seria capaz de entrar em ressonância e quebrar o vírus.

“Tivemos a sorte de encontrar um único equipamento hospitalar que emite essa exata frequência (5/10 MHz). Conseguimos demonstrar experimentalmente que a técnica funciona in vitro, sendo muito eficaz na inativação do vírus e na redução drástica da carga viral. Vamos ter que realizar muitos procedimentos ainda para compreender melhor o fenômeno, mas o certo é que o ultrassom destrói o vírus e tem potencial para se tornar uma poderosa arma que a medicina poderá usar para combatê-lo”, afirma o pesquisador em entrevista para a Assessoria de Comunicação do IFSC.

Odemir Bruno e os cientistas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas e da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto desenharam todo o experimento que obedeceu a logísticas complicadas, sendo que o próximo passo é saber qual é precisamente o local da “casca” do vírus que se rompe devido à ação do ultrassom e que vantagens ou desvantagens existem para os pacientes com essa destruição.

Os resultados do estudo foram publicados em artigo (versão preprint, ou seja, sem revisão por pares) na plataforma bioRxiv. Entre os autores estão, além do professor Bruno, os pesquisadores Flávio Protásio Veras, Ronaldo Bragança Martins Júnior e Fernando de Queiroz Cunha. Veras e Cunha trabalham no Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.

Potencial e próximas etapas

Atualmente, experimentos in vivo com animais estão sendo conduzidos e, dependendo desses resultados, poderão ser realizados experimentos clínicos em humanos. Muitos pormenores terão de ser investigados e analisados, sendo que um deles é avaliar qual o tempo que será necessário para aplicar o ultrassom nos pacientes e qual será a intensidade e frequência para otimizar a ressonância que é capaz de destruir o vírus.

“Com a frequência e intensidade precisas, em poucos segundos o vírus fica inativado na cadeia sanguínea”, enfatiza Bruno. A estratégia de aplicação do ultrassom, segundo o pesquisador, será bastante simples. “Por exemplo, através de um colar, parecido com um colar cervical, que é colocado no paciente. É a partir dele que o ultrassom irá funcionar, incidindo sua ação durante determinado tempo em todas as principais artérias que passam pelo pescoço”, explica o pesquisador, sublinhando tratar-se de um processo indolor, não invasivo e sem contraindicações ou medicamentos.

“O combate à pandemia reuniu esforços de cientistas em todo o mundo e nas mais diversas áreas de conhecimento. O que se descobriu sobre virologia nos últimos três anos, devido à COVID-19, supera tudo aquilo que foi feito nessa área ao longo do último meio século. Devemos ter muitas novidades na medicina nos próximos anos”, conclui.

Em entrevista à Assessoria de Comunicação do IFSC, Veras complementa que, embora ainda haja muito trabalho a ser realizado, o caminho para o novo tratamento está traçado.

“Tudo vai depender do sucesso da próxima fase, que é verificar a evolução clínica das cobaias infectadas com a COVID. Precisamos saber até onde o ultrassom é capaz de inativar o SARS-CoV-2, considerando a corrente sanguínea, o sistema respiratório e outros órgãos que podem ser afetados pela COVID-19. Após a conclusão destes estágios, em caso de real sucesso da técnica, poderão ser iniciados os testes clínicos com humanos. Mas, salientamos, ninguém deve tentar utilizar o tratamento por ultrassom como terapia, já que é um trabalho científico experimental, em andamento, e pode ser prejudicial e danoso. Somente após a conclusão dos estudos é que terapias poderiam ser recomendadas”, comenta o pesquisador.

O artigo Ultrasound treatment inhibits SARS-CoV-2 in vitro infectivity pode ser lido em: www.biorxiv.org/content/10.1101/2022.11.21.517338v2.

Fonte: Agência Fapesp

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