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Próxima reunião do Focep

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Ministério da Saúde institui Programa Nacional de Pesquisa Clínica e fortalece protagonismo do Brasil

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O Ministério da Saúde publicou a portaria que oficializa o Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin). A medida representa um marco para a consolidação de um ecossistema nacional de pesquisa clínica mais integrado, moderno e orientado às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O programa tem entre os obje...

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Fiocruz obtém patente para tratamento contra malária resistente

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Desafios e Perspectivas no Registro de Genéricos Veterinários

Notícias 08-05-2026 Lilian Russo

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Está acontecendo agora, na Câmara Municipal de São Paulo, o evento "Desafios e Perspectivas no Registro de Genéricos Veterinários"Um encontro estratégico para discutir regulamentação, avanços e tendências do setor, reunindo especialistas e profissionais da área.Acompanhe! https://www.saopaulo.sp.leg.br...

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Dia Nacional da Pessoa com Visão Monocular

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Hoje celebramos o Dia Nacional da Pessoa com Visão Monocular. Uma data que reforça a importância da inclusão, do respeito e da valorização das pessoas que convivem com essa condição.

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Apesar de avanços, ainda falta pesquisa sobre chamadas ‘doenças negligenciadas’ Destaque

medicamento3Embora contribuam com 11% da incidência de enfermidades no mundo, as chamadas doenças negligenciadas são alvo de uma pequena fração de medicamentos que são desenvolvidos todos os anos.

Entre janeiro de 2012 e setembro de 2018, 256 novos fármacos chegaram ao mercado, mas apenas oito, ou 3,1%, tinham como alvo doenças negligenciadas. A marca atual supera a do período entre 1975 e 1999, quando só 1,1% foi direcionado a elas, mas é menor que a do período de

2000 a 2011, em que 4,3% dos medicamentos novos eram voltados para as negligenciadas.

Assim são chamadas a malária, as doenças diarreicas e a tuberculose, além das 20 doenças tropicais negligenciadas reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como dengue, chikungunya, doença de Chagas, leishmaniose, entre outras.

O levantamento mais recente sobre essas mazelas foi publicado em The Lancet Infectious Diseases. Assinado por dois pesquisadores da USP, mostra que ainda há muito a se fazer, principalmente no que se refere às doenças tropicais negligenciadas.

Nenhuma das novas entidades químicas, entre 2012 e 2018, foi direcionada para doenças tropicais negligenciadas, mas sim para malária e tuberculose. As novas terapias para a tuberculose (bedaquilina), com um novo mecanismo de ação, e para a malária por Plasmodium vivax (tafenoquina) são novidades marcantes nos últimos 40 e 60 anos, respectivamente.

“Os outros seis fármacos aprovados de 2012 para cá para esse grupo de doenças foram reposicionados, biológicos ou novas formulações. Os reposicionados, por exemplo, eram aplicados no tratamento de outras enfermidades e acabaram sendo aprovados para novos usos clínicos. Em todos os casos não se trata do que chamamos de novas entidades químicas, que são fruto de inovação em relação à diversidade química e aplicação terapêutica”, disse Adriano Andricopulo, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e um dos autores do estudo.
O pesquisador assina o texto com Leonardo L. G. Ferreira, que teve bolsa de doutorado e pós-doutorado da Fapesp.

A OMS estabeleceu como meta para 2030 acabar com as epidemias de doenças negligenciadas. Além disso, a Declaração de Londres sobre Doenças Tropicais Negligenciadas, de 2012, estabeleceu planos de ação para controlar, eliminar ou erradicar dez dessas doenças até 2020.

“Ao incorporar ciência e tecnologia na fronteira do conhecimento, a pesquisa e desenvolvimento de medicamentos para doenças negligenciadas progrediu consideravelmente. No entanto, o estudo revela uma grande distância entre o impacto dessas doenças e o desenvolvimento de novas terapias para elas”, escreveram os autores.

Os pesquisadores destacam, no entanto, o grande avanço que será a liberação do fexinidazol para tratar a tripanossomíase africana humana, em 2019. “Agora está sendo testado para doença de Chagas”, disse Andricopulo.

O pesquisador da USP responde por uma das cinco propostas aprovadas na chamada da Fapesp com o Medical Research Council (MRC) e o Fundo Newton, do Reino Unido, para doenças infecciosas negligenciadas. Nos próximos três anos, os grupos de Andricopulo e de Kevin David Read, da Drug Discovery Unit (DDU) da Universidade de Dundee, na Escócia, vão investigar o uso de produtos naturais bioativos para a descoberta de novos fármacos para o tratamento da leishmaniose e da doença de Chagas.

O artigo da The Lancet Infectious Disease pode ser lido no site da publicação.

Por André Julião/Agência Fapesp
Fonte Agência USP

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