Bem-vindos ao site do Focep!


 

Prev Next Page:

Ebserh integra Seminário que celebra 35 anos da lei da participação da comunidade na gestão do SUS

Notícias 15-12-2025 Lilian Russo

Ebserh integra Seminário que celebra 35 anos da lei da participação da comunidade na gestão do SUS

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) participou, nesta sexta-feira (12), do seminário promovido pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) para comemorar o aniversário de 35 anos da Lei nº 8.142/1990. A legislação trouxe a institucionalização da participação da comunidade na gestão do...

Read more

Guerra dos sexos nas retratações

Notícias 15-12-2025 Lilian Russo

Guerra dos sexos nas retratações

Estudos realizados recentemente reuniram novas evidências e levantaram hipóteses para explicar por que pesquisadores do sexo feminino têm menos artigos científicos invalidados em decorrência de erros ou má conduta do que autores do sexo masculino. Um dos trabalhos avaliou 64.658 papers que sofreram retratação, ou seja, tivera...

Read more

A teoria do pica-pau

Notícias 08-12-2025 Lilian Russo

A teoria do pica-pau

Um artigo publicado na revista BMJ sustenta que o Q-Collar, um dispositivo usado no pescoço que promete proteger esportistas de lesões cerebrais, não tem benefício clínico comprovado e se baseia em “ciência duvidosa”. Os autores do artigo, o fisiologista James Smoliga, do Departamento de Ciências da Reabilitaç&at...

Read more

Gravação da reunião de 1º de dezembro de 2025

Notícias 02-12-2025 Lilian Russo

Agradecemos a todos que acompanharam a reunião do Focep, ontem, dia 1º de dezembro. O tema debatido foi: Perspectivas 2026 para a condução de estudos clínicos: regulamentação, centros de pesquisa e CEPs. A gravação já está disponível: https://www.youtube.com/watch?v=2qDAH9ARUMo

Read more

Hoje - reunião do Focep

Notícias 01-12-2025 Lilian Russo

Hoje - reunião do Focep

Hoje!!!! Tema:Perspectivas 2026 para a condução de estudos clínicos: regulamentação, centros de pesquisa e CEPs Câmara Municipal de São PauloAuditório Prestes Maia

Read more

Lançada há 70 anos, vacina antipólio evitou milhares de mortes

vacinapolioEm 1º de janeiro de 1953, quando a cidade do Rio de Janeiro vivia a maior epidemia de poliomielite registrada até então no país, o Correio da Manhã noticiava: “Não há epidemia de paralisia infantil no Rio”. Os casos se multiplicavam – eram já 450, com 27 mortes, desde junho do ano anterior –, mas o Departamento de Higiene da prefeitura garantia que estavam “rigorosamente dentro da incidência habitual”. Em 23 de janeiro, o jornal voltava a negar a epidemia e, de forma jocosa, argumentava ser a poliomielite uma “doença do frio”, “elemento epidemiológico” inexistente no verão carioca.

Negar a gravidade da epidemia era uma estratégia para evitar o pânico. Outra forma de tranquilizar a população era recorrer a ações preventivas inócuas, como a dedetização feita no interior paulista quando já se sabia que a infecção podia ser transmitida por via fecal-oral. “Até a mosca foi vista como causadora da doença. Achava-se que ela pousava nas casas dos pobres e dali a levava para a casa dos ricos, durante as grandes epidemias de 1916 nos Estados Unidos”, relata a médica Dilene Nascimento, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e organizadora do livro A história da poliomielite (Garamond, 2010).

Naquele momento, ainda não havia uma forma eficiente de prevenção contra a infecção neurológica aguda que poderia rapidamente evoluir para um quadro irreversível de paralisia, sobretudo das pernas, ou para a morte, quando afetava os músculos da deglutição ou da respiração. Correndo contra o tempo, algumas vítimas com o sistema respiratório paralisado podiam ser salvas quando confinadas no chamado pulmão de aço, cilindro de metal com uma bomba que forçava a entrada e saída de ar dos pulmões.

A doença atingia principalmente crianças com menos de 5 anos – o que justificava o termo paralisia infantil –, mas também adultos. Em 1921, paralisou as pernas de um presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), então com 39 anos de idade. Em 1943, matou o filho do presidente Getúlio Vargas, Getúlio Vargas Filho, de 23 anos.

Como havia um estado geral de medo e anseio por uma proteção efetiva contra a doença, o anúncio de que o virologista nova-iorquino Jonas Salk (1914-1995) havia desenvolvido um imunizante seguro e eficaz – injetável, feito com vírus inativado (morto) – fez dele uma celebridade mundial. A fama foi inevitável, mas ele dispensou a fortuna que poderia receber dos royalties. Quando perguntado quem seria o dono da patente, teria respondido: “O povo, eu diria. Não há patente. Você poderia patentear o Sol?”.

No mesmo dia em que os resultados positivos dos testes foram divulgados – 12 de abril de 1955 –, a vacina de Salk foi licenciada. Dois anos depois, os casos anuais nos Estados Unidos já haviam caído de 58 mil para 5.600, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em 1961, surgia uma nova opção de imunizante, a vacina oral, produzida a partir de vírus vivo atenuado, desenvolvida pelo microbiologista polonês naturalizado norte-americano Albert Sabin (1906-1993). Ele também não quis patentear seu invento.

A poliomielite paralisava cerca de 1000 crianças por dia entre 125 países no mundo, de acordo com a Organização Panamericana de Saúde (Opas). “A vacina oral contra a poliomielite teve um grande impacto na erradicação da doença. Reduziu os casos causados pelo vírus selvagem em mais de 99,9%”, comenta a epidemiologista Ligia Kerr, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (FM-UFC). “As gotinhas são fáceis de administrar e a criança vacinada dissemina o vírus para outras crianças, o que a Salk não faz, por ser um vírus morto. Entretanto, o vírus vacinal atenuado pode sofrer mutações, especialmente quando a área apresenta baixa cobertura vacinal, causando casos de poliomielite.”

A marcha do medo
A conquista de uma vacina “segura, efetiva e potente” – como se anunciou o imunizante de Salk – foi o resultado de décadas de pesquisas e descobertas, desde os primeiros registros da doença, no século XVIII. Existem evidências de que a poliomielite atinge a humanidade desde 1350 a.C. (ver cronologia abaixo), mas apenas em 1789 o médico britânico Michael Underwood (1737-1820) faz a primeira descrição clínica da pólio, definindo-a como “debilidade das extremidades inferiores”.

Veja mais: https://revistapesquisa.fapesp.br/lancada-ha-70-anos-vacina-antipolio-evitou-milhares-de-mortes/

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.