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Vinte anos de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde no Brasil
Esse é o tema do seminário que ocorreu na Fiocruz/Rio de Janeiro nos dias 18 e 19 de setembro do qual a Dra. Greyce Lousana participou como Presidente Executiva da SBPPC a convite do Conselho Nacional de Saúde (CNS/MS).
O evento contou com a presença do presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha e demais profissionais como Luiz Eugenio Portela Souza (ABRASCO), Carlos Gadelha (SCTIE), Carlos Medici Moreal (ISC/UFBA), Reinaldo Guimarães (ABIFINA), Pedro Palmeira (BNDES), Maria do Socorro de Souza (CNS) dentre outros.
Foram discutidas questões que levam o Brasil a crescer em um ritmo muito menor do que o necessário e esperado no que se refere a inovação; a parcela ínfima de pesquisadores que aparecem no cenário das publicações de alto impacto; o histórico da ciência, inovação e tecnologia em saúde desde a primeira Conferência em 1994; os problemas enfrentados pelos cursos de pós-graduação que parecerem não refletir a necessidade do que o país precisa que se estude; as preocupações com a Consulta Pública número 8, que segundo Reinaldo Guimarães, pode acabar com a inovação no país se for publicada com o atual texto; a criação do PPSUS, a posição do CNS sobre as críticas que vem sofrendo sobre a sua estrutura e como devem evoluir os trabalhos para a próxima Conferência Nacional de Saúde.
Sobre a impressão que teve sobre o seminário, Dra. Greyce fez a seguinte comparação: "Se essa atividade fosse uma reunião do grupo de acionistas de uma empresa privada que tivesse investido em C&T&I em saúde em 1994, momento em que se iniciam as politicas públicas para esse setor, todos os responsáveis pela gestão dessa empresa, no caso, a grande maioria dos conferencistas, seriam sumariamente demitidos por justa causa. Para o bem deles, seria bom que todos tivessem um bom seguro profissional, porque além de demitidos seriam processados por resultados tão ruins depois de tanto tempo (20 anos). O evento mais parece um encontro entre amigos; divagar é o que se aprendeu nessa escola onde estudaram muitos dos atuais gestores do governo. Não é possível continuar vivendo dessa forma nos próximos anos, disse ainda Greyce em tom de desabafo. Ao ouvir de um dos palestrantes que ele imagina que existem as chamadas "empresas" mas que ele não tem certeza disso, pois só tem uma visão das instituições de ensino e pesquisa públicas, fica difícil!
Greyce disse acreditar nas boas intenções de todos, mas entende que um país não é feito só com boas intenções. É preciso mostrar resultados que possam expressar um trabalho metodologicamente planejado e executado com competência por técnicos que consigam entender de forma muito objetiva as necessidades do país.



