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https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/cientistas-da-fiocruz-podem-produzir-vacina-completa-contra-malaria

Notícias 02-07-2026 Lilian Russo

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/cientistas-da-fiocruz-podem-produzir-vacina-completa-contra-malaria

Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deram passo importante para obter uma vacina mais completa contra a malária. Os pesquisadores identificaram um conjunto inédito de fragmentos de proteínas do parasita Plasmodium que podem viabilizar o desenvolvimento de um imunizante capaz de proteger contra diferentes espécies e atuar em v&...

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SUS volta a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a pólio

Notícias 24-06-2026 Lilian Russo

SUS volta a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a pólio

A partir de agosto, todas as crianças de 4 anos vão receber mais uma dose de reforço da vacina contra a poliomielite. Com isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) volta a oferecer o esquema que era feito até 2024, mas agora exclusivamente com a vacina injetável.

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Anvisa promove capacitação em Boas Práticas de Fabricação de Cosméticos e Saneantes

Notícias 24-06-2026 Lilian Russo

Anvisa promove capacitação em Boas Práticas de Fabricação de Cosméticos e Saneantes

Com o objetivo de consolidar a cultura de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e aproximar as normas regulatórias da realidade diária do setor de cosméticos e saneantes, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lança, no dia 25 de junho, das 9h às 13h, em seu Auditório principal, a capacit...

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FOCEP discute atuação das CEUAs e reforça compromisso com a ética e o bem-estar animal

Notícias 16-06-2026 Lilian Russo

FOCEP discute atuação das CEUAs e reforça compromisso com a ética e o bem-estar animal

O Fórum Permanente dos Comitês de Ética e Profissionais em Pesquisa (FOCEP Brasil) realizou, nesta segunda-feira (15), sua segunda reunião de 2026 na Câmara Municipal de São Paulo. O encontro aconteceu na Sala Oscar Pedroso Horta e reuniu profissionais, pesquisadores, integrantes de comitês de ética, representantes de institu...

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FOCEP Brasil promove debate sobre o papel das Comissões de Ética no Uso de Animais no uso seguro de medicamentos veterinários

Notícias 09-06-2026 Lilian Russo

FOCEP Brasil promove debate sobre o papel das Comissões de Ética no Uso de Animais no uso seguro de medicamentos veterinários

O Fórum Permanente dos Comitês de Ética e Profissionais em Pesquisa (FOCEP Brasil) realizará sua segunda reunião de 2026 no dia 15 de junho, das 10h às 13h, na Câmara Municipal de São Paulo. O encontro terá como tema "O que a população precisa saber sobre o papel das Comissões de Ética no ...

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Proteína que detecta a luz pode ter papel na origem e na progressão do melanoma, sugere estudo

proteinaluzEncontrada em células da pele e da retina, a melanopsina (OPN4) é uma proteína que atua como um sensor de luz. Um novo estudo conduzido na Universidade de São Paulo (USP) sugere que a molécula também pode ter participação no desenvolvimento e na progressão do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.
Por meio de experimentos com animais e com células geneticamente modificadas, pesquisadores do Laboratório de Fisiologia Comparativa da Pigmentação do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências (IB-USP) mostraram que a doença avança mais lentamente quando essa proteína não é funcional. Os resultados foram

publicados na revista científica 'Communications Biology', ligada à Nature.
Apesar de outros grupos já terem demonstrado que opsinas podem atuar em cânceres, esta é a primeira constatação do tipo para o melanoma, que responde por 5% dos tumores malignos de pele e 80% das mortes por câncer em geral.

O estudo, que contou com o apoio da FAPESP (projetos 17/24615-5, 17/26651-9, 18/14728-0 e 19/19005-9), teve origem em uma pesquisa do mesmo grupo feita com modelos de melanócitos (células da pele que produzem melanina). À época, os pesquisadores mostraram que a melanopsina não apenas estava expressa nessas células como também participava de processos como pigmentação, ajuste do relógio biológico e até mesmo morte celular causada por radiação ultravioleta A (leia mais em: agencia.fapesp.br/24130/).

No trabalho mais recente, foi usada a técnica de edição de DNA conhecida como CRISPR para alterar a sequência do gene Opn4 e criar um modelo estável de célula de melanoma com uma versão não funcional da proteína.

“Quando criamos as células knockouts [sem OPN4 funcional], percebemos que elas tinham um fenótipo muito diferente: cresciam menos e apresentavam capacidade proliferativa reduzida”, conta Leonardo Vinícius Monteiro de Assis, autor do estudo em parceria com José Thalles Lacerda e atualmente pesquisador na Universidade de Lübeck, na Alemanha. “Começamos, então, a nos perguntar e a investigar se a melanopsina tinha papel na progressão do melanoma ou na carcinogênese.”

A teoria foi confirmada primeiro em estudos in vitro e depois em animais. As células tumorais que continham a versão não funcional da OPN4 cresciam menos e de forma mais lenta do que as células selvagens (sem a modificação na OPN4). A descoberta foi posteriormente confirmada por uma técnica de análise de proteínas chamada proteômica e por meio da análise de bancos de dados públicos.

“Em resumo, demonstramos que, no câncer melanoma, quando você remove a OPN4, ocorre uma redução do crescimento celular”, diz Assis. “Isso é causado basicamente por duas vias que não necessariamente são correlacionadas, mas podem ser: o aumento da ativação do sistema imunológico por um motivo ainda não caracterizado e uma redução bem significativa na sinalização de proteínas chamadas GTPases, que são como pequenos motores que atuam na progressão do ciclo celular e estão muito reduzidas nesses tumores.”

O estudo revelou ainda que um fator de transcrição muito importante no melanoma, o MITF (sigla em inglês para fator de transcrição associado à microftalmia), também está muito menos expresso nas células com a versão não funcional da melanopsina.

De acordo com Assis, a somatória de todas as informações sugere, pela primeira vez, que a melanopsina atua como um oncogene no melanoma, ou seja, está associada ao aparecimento e crescimento desse tipo de câncer. Até então, a molécula nunca havia sido associada ao desenvolvimento de tumores. Porém, mais experimentos com linhagens celulares de melanoma e outras abordagens ainda são necessários para confirmar definitivamente esse papel.

Perspectivas para o futuro

O Laboratório de Fisiologia Comparativa da Pigmentação, liderado pela cientista Ana Maria de Lauro Castrucci, foi um dos poucos do mundo a demonstrar que a melanopsina também detecta temperatura, atuando como termossensor e fotossensor de maneira independente, em 2018. Agora, com as novas informações, adiciona mais um aspecto importante ao tema, mostrando que essas moléculas podem se tornar ferramentas terapêuticas promissoras no futuro.

“Possivelmente, a melanopsina pode ser explorada no tratamento do melanoma e isso abre uma nova ramificação para averiguar seu papel em outras doenças, como, por exemplo, as do fígado, onde opsinas também estão presentes”, diz Assis.

O atual foco do Laboratório de Fisiologia Comparativa da Pigmentação é justamente investigar a função da melanopsina de forma sistêmica, em outros órgãos que não são classicamente conhecidos, como tecido adiposo, fígado e coração, entre outros.

O artigo Melanopsin (Opn4) is an oncogene in cutaneous melanoma pode ser lido em: www.nature.com/articles/s42003-022-03425-6.

Por Julia Moióli | Agência FAPESP –

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