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Robô-guia para cegos é um dos projetos selecionados em edital de pesquisa estratégica sobre Internet

Notícias 19-04-2021 Lilian Russo

Robô-guia para cegos é um dos projetos selecionados em edital de pesquisa estratégica sobre Internet

Uma startup capixaba, a Vixsystem, está desenvolvendo o Lysa – um robô guiado por GPS para locomoção de pessoas com deficiência visual. Já uma empresa de segurança da informação estabelecida em Campinas, a Kryptus, iniciou um projeto em parceria com o Centro Tecnológico da Universidade Federal de San...

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Covid-19: vacinas geram alta de imunidade em idosos, revela pesquisa

Notícias 15-04-2021 Lilian Russo

Covid-19: vacinas geram alta de imunidade em idosos, revela pesquisa

Aplicadas em diferentes países, vacinas contra a covid-19 seguem sendo investigadas por cientistas e apresentando resultados que podem fortalecer as estratégias de combate à pandemia. Um estudo divulgado ontem mostra que as fórmulas da Oxford/AstraZeneca e da Pfizer/BioNTech causam reação imune alta em idosos já após a pri...

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Anvisa autoriza testes clínicos de mais uma vacina contra Covid-19 no Brasil

Notícias 08-04-2021 Lilian Russo

Anvisa autoriza testes clínicos de mais uma vacina contra Covid-19 no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta quinta-feira (8), testes de fase 3 de mais uma vacina contra a Covid-19 no Brasil. O imunizante é o desenvolvido pela biofarmacêutica Medicago R&D Inc, do Canadá, e pela farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK).

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Anvisa divulga Nota Técnica sobre os testes que avaliam a efetividade das vacinas e a proteção contra o Sars-CoV-2.

Notícias 05-04-2021 Lilian Russo

Anvisa divulga Nota Técnica sobre os testes que avaliam a efetividade das vacinas e a proteção contra o Sars-CoV-2.

Diante do interesse crescente da população em conhecer o seu estado imunológico contra o Sars-CoV-2, a Anvisa elaborou a Nota Técnica 33/2021 para orientar a sociedade sobre o tema. O documento trata dos testes para avaliação da efetividade das vacinas e da proteção à reinfecção pelo vírus.

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Próxima FOCEP- 26 de abril de 2021

Notícias 29-03-2021 Lilian Russo

O FOCEP (Fórum Permanente dos Comitês de Ética e Profissionais em Pesquisa) convida os membros relatores e secretários de CEP, pesquisadores, ONGs e demais interessados nos aspectos éticos e técnicos sobre a condução de pesquisa envolvendo seres humanos para participar da próxima reunião. Data: 26 de abril &n...

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Estudo preliminar do Butantan indica que CoronaVac neutraliza as novas variantes do SARS-CoV-2

Vacina coronavírus 1Um estudo preliminar realizado pelo Instituto Butantan sugere que a vacina CoronaVac pode neutralizar as variantes P.1. e P.2. do SARS-CoV-2. Além do relaxamento das medidas de distanciamento social nas festas de fim de ano e carnaval e o ritmo lento da vacinação, a variante brasileira (P.1.) – potencialmente mais transmissível – tem sido apontada por epidemiologistas como uma das causas da alta recente de casos e mortes por COVID-19.
“A questão das variantes preocupa a todos nós. Precisamos de muita atenção e avaliar se as vacinasproduzem anticorpos contra elas. Já sabíamos que a CoronaVac tinha eficácia comprovada contra as variantes do Reino  

Unido (B.1.1.7) e da África do Sul (B.1.351) e agora sabemos que a vacina é eficiente também contra as variantes P.1. e P.2.”, diz Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (10/03). 

A vacina CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, é produzida no Brasil pelo Instituto Butantan. Os estudos clínicos com o imunizante têm apoio da FAPESP.

“O estudo foi feito em parceria com a USP em laboratório de biossegurança 3 (NB3), onde é possível manipular o vírus. Na análise, adicionamos as variante P.1. e P.2. a uma cultura celular que continha o soro de pessoas imunizadas. O resultado, embora ainda em um número pequeno de amostras, foi muito satisfatório. Os anticorpos presentes no soro neutralizaram a ação da variante P.1.”, afirma Ricardo Palacios, diretor médico de Pesquisa Clínica do Butantan.

A variante P.1., descoberta pela primeira vez em viajantes japoneses que retornavam de Manaus, já está circulando pelo Brasil e causa preocupação por ser potencialmente mais transmissível. Já a variante P.2., reportada inicialmente no Rio de Janeiro e que também está em circulação pelo país, não está entre as novas variantes de preocupação.

Na coletiva de imprensa, Covas ressaltou que as variantes são novas formas do vírus e algumas delas apresentam características extremamente preocupantes. “Este é o caso da B.1.17 [conhecida como variante do Reino Unido], cuja transmissão é aumentada de 30% a 50% e a gravidade dos casos é 30% superior. Já a variante B.1.351 [sul-africana] está relacionada a aumento da carga viral nos infectados e transmissão aumentada, sendo resistente à neutralização de anticorpos gerados por algumas vacinas ou por infecção natural prévia. A variante P.1. concentra as mutações principais das variantes do Reino Unido e da África do Sul”, afirmou.

“Por isso, trata-se de resultados animadores, mas acredito que o mais importante seja a junção desses resultados em laboratório com a resposta que estamos vendo na redução de infecção entre os idosos vacinados em fevereiro. Esse dado real, que também é preliminar, indica que a vacinação funciona e também funciona para as variantes em circulação”, diz Palacios à Agência FAPESP.

De acordo com dados da Prefeitura de São Paulo, em plena alta de casos da doença, a morte de idosos com mais de 90 anos despencou 70% – de 127 em janeiro, para 38 em fevereiro. Houve ainda redução drástica no número de hospitalizações. Esta é a faixa etária que foi imunizada.

Em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde reportou também a diminuição no número de pedidos de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em idosos com mais de 85 anos.

Resposta imune

O estudo em cultura celular com o soro sanguíneo de imunizados consegue avaliar apenas a resposta imune conferida pelos anticorpos. “Nesse tipo de estudo só é possível avaliar a resposta imune humoral, mediada por anticorpos. Sabemos que a resposta imune induzida pela vacina é muito mais ampla. Então é possível que a resposta na vida real seja ainda melhor que no laboratório. É algo que precisa ser verificado com mais testes, como o que estamos realizando na cidade paulista de Serrana”, afirma Palacios.

Em 17 de fevereiro, o Instituto Butantan iniciou no município paulista de Serrana um estudo que vai avaliar o impacto da vacinação no combate à pandemia de COVID-19. Toda a população maior de 18 anos está sendo vacinada. Com isso, os pesquisadores vão medir o impacto da vacinação na transmissão do vírus e na redução da sobrecarga no sistema de saúde, bem como outros efeitos indiretos da imunização na economia, na circulação de pessoas e também sobre as novas variantes do SARS-CoV-2.

De acordo com os dados de acompanhamento genômico obtidos no estudo realizado em Serrana, as variantes em P.1. e P.2. já são as mais prevalentes desde janeiro e fevereiro. “Estamos realizando o projeto Serrana e acompanhamos a evolução do vírus desde junho de 2020. Em dezembro, apareceram mudanças no vírus e, em janeiro, a P.2. já era a predominante no município. De janeiro a fevereiro já predomina a P.1. – a mais agressiva. O que aconteceu em Serrana pode ter acontecido em outros municípios brasileiros também”, explicou Covas (leia mais em: agencia.fapesp.br/35325).

“Outro fator que estamos acompanhando com interesse é a vacinação na Colômbia. Lá foram comprados imunizantes da Sinovac, diretamente da China, e o plano nacional de vacinação colombiano priorizou a região amazônica que faz fronteira com o Brasil, onde surgiu a variante P.1.. É preciso acompanhar, pois pode ser mais um indicador de que a CoronaVac neutraliza a nova variante de preocupação”, diz.

Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que a imunidade natural é cerca de seis vezes menos eficiente para neutralizar a variante brasileira P.1., do que a chamada linhagem B, que circulou no país nos primeiros meses da pandemia. O estudo também mostrou que soro de vacinados com a CoronaVac neutralizou fracamente tanto a linhagem B quanto a P.1.. Os dados são preliminares e se baseiam na análise de apenas oito amostras (leia mais em: agencia.fapesp.br/35311)

Por Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP –

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