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3ª Reunião do FOCEP Brasil – 2026

Notícias 21-09-2026 Lilian Russo

3ª Reunião do FOCEP Brasil – 2026

No dia 28 de setembro, o FOCEP Brasil – Fórum Permanente dos Comitês de Ética e Profissionais em Pesquisa realiza sua terceira reunião do ano, com um tema diretamente relacionado aos desafios atuais da pesquisa com seres humanos no Brasil: Lei nº 14.874/2024: como superar desafios logísticos e garantir prazos

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FOCEP Brasil realiza 3ª Reunião de 2026 para debater desafios relacionados à Lei nº 14.874/2024

Notícias 17-09-2026 Lilian Russo

FOCEP Brasil realiza 3ª Reunião de 2026 para debater desafios relacionados à Lei nº 14.874/2024

O Fórum Permanente dos Comitês de Ética e Profissionais em Pesquisa (FOCEP Brasil) realizará, no dia 28 de setembro de 2026, das 10h às 13h, na Câmara Municipal de São Paulo, sua terceira reunião do ano. Com o tema “Lei nº 14.874/2024: como superar desafios logísticos e garantir prazos”, o encontro p...

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A cadeia alimentar das revistas predatórias

Notícias 15-09-2026 Lilian Russo

A cadeia alimentar das revistas predatórias

Na hora de submeter para publicação um artigo que fazia parte do seu mestrado, o engenheiro de computação Fábio Lobato foi atraído por um convite de um periódico científico de suposta relevância (era classificado como B4 pelo sistema Qualis). No final de 2017, seu trabalho foi publicado. Mas, depois de cerca de um an...

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Oftalmologistas alertam para uso de telas e a miopia em crianças

Notícias 14-09-2026 Lilian Russo

Oftalmologistas alertam para uso de telas e a miopia em crianças

No intuito de alertar famílias e profissionais de saúde sobre o avanço da miopia entre crianças e adolescentes, associando o problema ao uso excessivo de telas e à baixa exposição à luz natural, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançaram nes...

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A campanha Setembro Amarelo® salva vidas!

Notícias 08-09-2026 Lilian Russo

A campanha Setembro Amarelo® salva vidas!

Em 2013, Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP, deu notoriedade e colocou no calendário nacional a campanha internacional Setembro Amarelo®. E, desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM divulgam e conquistam parceiros no Brasil inteiro com essa linda campanha.O d...

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Cientista social ambiental analisa por que iniciativas e programas de conservação dão certo e se multiplicam

RPFA cientista social ambiental Morena Mills, professora e pesquisadora do Imperial College London, no Reino Unido, fez a graduação em estudos marinhos na Universidade de Queensland e o doutorado em conservação biológica na Universidade James Cook, ambas instituições australianas. Apesar das pesquisas iniciais em biologia e ecologia, ela se interessou em realizar estudos para compreender por que as pessoas se engajam em programas de conservação e quais fatores fazem essas iniciativas funcionarem e se multiplicarem.

Nascida na capital paulista, em 2002 ela deixou a cidade para estudar na Austrália, aos 18 anos, e desde 2016 trabalha no Imperial College London. No final de outubro, Mills esteve em São Paulo para participar do evento Diálogo Brasil-Reino Unido Pré-COP30: da ciência às políticas públicas, realizado na Universidade de São Paulo (USP). Entre um compromisso e outro, concedeu a entrevista a seguir para Pesquisa FAPESP, no prédio da reitoria da universidade.

Como foi a transição de ecóloga para cientista social ambiental?
Eu me interessava por comportamento animal. Um dos meus primeiros artigos científicos publicados foi sobre a audição de tubarões. Mas percebi que, para mim, aquele não era o jeito de fazer uma ciência que causasse mais impacto, embora, claro, também tivesse importância. Tinha muito interesse em fazer ciência aplicada, que ajudasse na tomada de decisões e na construção de políticas públicas. Era preciso entender o comportamento humano, porque eram as pessoas que estavam levando à crise de biodiversidade que vivemos. As pessoas são o problema, mas também criam soluções e desenvolvem governanças que são a chave para um mundo mais sustentável. Então, redirecionei minhas pesquisas nessa área.

O que a fez mudar a chave?
Depois da graduação, comecei a trabalhar como pesquisadora da Universidade de Queensland em um projeto com pescadores em Moreton Bay, na Austrália. Eles não confiavam no governo e hesitavam em compartilhar dados sobre onde e quanto pescavam. Havia um projeto paralelo, liderado pelos pescadores, e nós os ajudamos a usar a mesma metodologia adotada pelo governo para criar um plano com os dados que eles dispunham, que fosse mais representativo de suas necessidades. Esse plano, desenvolvido em conjunto, foi um dos documentos que serviram de base para criar o planejamento espacial marinho daquela área. Foi aí que percebi a importância de entender as pessoas e as suas motivações para se engajarem ou não em projetos de conservação.

O que tem estudado agora?
A maior parte do meu trabalho está dedicado a um projeto de pesquisa chamado Catalyzing Conservation, que busca entender como é possível criar uma iniciativa de conservação que seja efetiva, dê resultados positivos para o meio ambiente e para as pessoas. Ao mesmo tempo, é fundamental que seja uma iniciativa escalonável, ou seja, que dezenas ou centenas de pessoas se engajem nela ou que seja aplicada em uma área grande. E por que são necessárias ações em larga escala? Porque, caso contrário, não dá resultado, já que muitas das espécies, os ecossistemas e os processos ecológicos que precisamos preservar requerem áreas amplas. Uma das principais teorias que usamos é a da difusão de inovação. Ela permite analisar iniciativas considerando três dimensões: as características do projeto, da população envolvida e do contexto socioecológico, o que inclui políticas públicas e condições ambientais favoráveis. Embora essa teoria seja antiga, ela é pouco adotada no contexto ambiental. O uso que fazemos dela, nesse sentido, é inovador. Outra teoria que aplicamos é a de Ostrom [Elinor Ostrom, 1933-2012, vencedora do Nobel de Economia de 2009], amplamente reconhecida. Ela trata de governança e de como criar sistemas de gestão de recursos de uso comum que sejam sustentáveis ao longo do tempo. Usamos a teoria da Ostrom para entender as características das iniciativas de conservação que persistem. Combinamos essas duas teorias e analisamos projetos ao redor do mundo que pareçam bem-sucedidas.

Há exemplos bem-sucedidos?
Sim. Um deles é uma iniciativa em Fiji, na Oceania, chamada Locally Managed Marine Area Network. Ela é dirigida pelas comunidades indígenas do país. Lá, as áreas marinhas pertencem a diferentes grupos indígenas. E são as comunidades locais que criam os planos para o gerenciamento costeiro dos espaços que lideram, definindo que tipo de peixe se pode pescar em determinada área, por exemplo. Hoje, 22% da área de pesca costeira de Fiji é coberta por essa rede. Isso foi possível porque os povos indígenas já tinham seus territórios bem definidos. Eles tomaram a frente do processo e desenvolveram uma forma de governança alinhada às comunidades. A iniciativa reforça a cultura e a identidade dos povos, fortalecendo o senso de pertencimento e valorizando práticas locais. Descobrimos que quase 75% dos participantes tinham um vizinho próximo que também participava da rede, sugerindo que a adoção é impulsionada, em parte, pela aprendizagem entre comunidades próximas. Isso ocorreu ao longo de 30 anos.

Os moradores trazem conhecimentos que nem a melhor tecnologia consegue captar

Existem mais iniciativas?
Outro exemplo vem do Chile, com as chamadas Turf (Territorial Use Rights for Fisheries). São áreas manejadas por grupos de pescadores que antes não podiam capturar o loco, um molusco muito valorizado no país. A pesca estava proibida por causa da escassez da espécie. Os pescadores, então, propuseram um acordo: se pudessem gerenciar as áreas costeiras onde atuavam, teriam permissão para pescá-lo, desde que garantissem práticas sustentáveis. Essa proposta surgiu num contexto de pouca governança marítima federal e se mostrou bastante eficaz. O modelo se espalhou rapidamente. Cerca de 750 organizações pesqueiras começaram a adotar esse tipo de gestão. Além do benefício econômico, os pescadores também passaram a sentir um forte senso de pertencimento e responsabilidade territorial com a ideia de que “essa é a nossa área, nós cuidamos dela”.

Quais são as principais características das iniciativas bem-sucedidas?
A maioria dos nossos estudos de caso que ilustram projetos de conservação e restauração em grande escala é de iniciativas lideradas pelas comunidades locais. No Nepal, há 23.026 comunidades que protegem suas florestas para uso sustentável, que eles chamam de Community Forest User Groups. Em Fiji, são mais de 350 comunidades que protegem suas áreas marinhas. Na Namíbia, 20% do território, um total de 166.179 quilômetros quadrados, está sob gestão comunitária de recursos naturais. Leis que empoderam comunidades locais e tradicionais as estimulam a se engajar na conservação beneficiam diretamente o meio ambiente. As pessoas participam de iniciativas de conservação por diferentes razões – financeiras, ecológicas e identitárias. Portanto, criar ações que respondam a essas motivações favorece o engajamento em escala. A troca de informações entre vizinhos e pessoas de confiança, bem como a observação do sucesso de pessoas ao seu redor, também motivam outros a participarem em iniciativas de conservação e restauração.

Quais os exemplos brasileiros?
O Código Florestal e o CAR [Cadastro Ambiental Rural] fizeram muitas pessoas perceberem que precisavam manter floresta em suas propriedades e se engajar em práticas mais sustentáveis. Alguns produtores se envolvem por causa do mercado de carbono, outros pela oportunidade de desenvolver agroflorestas e diversificar seu meio de vida. Há vários motivos para o engajamento, mas políticas públicas que incentivam e sustentam esse processo de engajamento são fundamentais. Acho que o Código Florestal é um bom exemplo de política pública que está funcionando. Muitos projetos de restauração acontecem justamente em áreas onde a lei exige a recomposição da vegetação, o que mostra seu impacto. Mas não basta ter políticas públicas. No caso do Código Florestal, muita gente quer restaurar florestas, o que é ótimo, e busca fazer isso da forma mais eficiente possível. O problema é que essa lógica de eficiência costuma favorecer áreas maiores, com potencial de participação no mercado de carbono. Assim, acabam beneficiando mais os grandes proprietários, o que pode gerar desigualdades, justamente o que se tenta evitar.

Veja mais: https://revistapesquisa.fapesp.br/cientista-social-ambiental-analisa-por-que-iniciativas-e-programas-de-conservacao-dao-certo-e-se-multiplicam/

Rastros do ChatGPT

gptA Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos

Doenças hormonais e do aparelho digestivo aumentam o risco de Parkinson e Alzheimer

RPF-riscos-demencia-2025-10-1140À medida que as pessoas vivem mais, cresce a preocupação – delas próprias e de familiares – com o surgimento de enfermidades neurodegenerativas, em especial as doenças de Parkinson e de Alzheimer, que, juntas, afetam mais de 400 milhões de pessoas no mundo. A primeira provoca tremores, rigidez muscular, lentidão dos movimentos, além de dor, alterações no sono e, nos estágios avançados, demência.