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Discussão: "Resolução 506/2016" - 28 de junho de 2021

Notícias 22-06-2021 Lilian Russo

Discussão: "Resolução 506/2016" - 28 de junho de 2021

O FOCEP (Fórum Permanente dos Comitês de Ética e Profissionais em Pesquisa) convida todos interessados nos aspectos éticos e técnicos sobre a condução de pesquisa envolvendo seres humanos para participar de sua próxima reunião.

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Dois novos testes de COVID-19 desenvolvidos no Brasil são patenteados

Notícias 22-06-2021 Lilian Russo

Dois novos testes de COVID-19 desenvolvidos no Brasil são patenteados

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) patentearam dois novos testes para detecção do novo coronavírus (SARS-CoV-2) na saliva. Ambos têm alta sensibilidade e, se produzidos em larga escala por empresas parceiras, podem possibilitar a testagem em massa da população brasileira – solucionando um dos gargal...

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Dia Mundial do Doador de Sangue

Notícias 14-06-2021 Lilian Russo

Dia Mundial do Doador de Sangue

O Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado anualmente em 14 de junho. O objetivo desta data é homenagear a todos os doadores de sangue e conscientizar os não-doadores sobre a importância deste ato, que é responsável pela salvação de milhares de vida.

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Link para a reunião do FOCEP do dia 28 de junho

Notícias 07-06-2021 Lilian Russo

Link para a reunião do FOCEP do dia 28 de junho

O FOCEP (Fórum Permanente dos Comitês de Ética e Profissionais em Pesquisa) convida todos interessados nos aspectos éticos e técnicos sobre a condução de pesquisa envolvendo seres humanos para participar de sua próxima reunião.

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Próxima reunião - 28 de junho

Notícias 31-05-2021 Lilian Russo

A próxima atividade do Focep será no dia 28 de junho.Horário: das 10h às 12hIremos abordar a Resolução 506/2016 :Processo de Acreditação de CEPsContaremos com a presença da Dra Susana Abe Miyahira (da CONEP).Esperamos por vocês!Em breve disponibilizaremos o link de acesso.Atividade gratuita. Comissão E...

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Estudo avalia papel de derivados do colesterol como biomarcadores de gravidade do câncer de mama

colesterolecancerUm estudo conduzido na cidade de São Paulo com 400 mulheres visa investigar se o colesterol e seus derivados podem ser usados como biomarcadores de gravidade para o câncer de mama. A ideia é avaliar a relação entre a concentração de óxidos de colesterol na circulação da voluntárias e o risco de o tumor crescer e formar metástase.
O assunto vem ganhando atenção da ciência nos últimos anos e diversos grupos de pesquisa buscam entender qual mecanismo estaria envolvido nessa relação entre o

câncer de mama

e o aumento do colesterol no plasma sanguíneo.

“A maioria dos estudos indica que, quanto maior for a colesterolemia, maior será o risco de câncer de mama. Ensaios clínicos também têm mostrado que a HDL – a lipoproteína que retira o excesso de colesterol das células, chamada de o 'colesterol bom' – tem um papel importante: quanto menor o HDL, maior seria o risco de câncer de mama”, explica Marisa Passarelli, vice-coordenadora do Laboratório de Lípides (LIM 10) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e professora do Programa de Pós-Graduação em Medicina da Uninove.

O estudo, liderado por Passarelli e realizado com apoio da FAPESP, está analisando o tecido tumoral e amostras de sangue de 200 pacientes do Centro de Referência da Saúde da Mulher - Hospital Pérola Byington. São mulheres que foram recém-diagnosticadas com câncer de mama, mas que ainda não iniciaram nenhum tipo de tratamento. O outro grupo analisado é formado por 200 mulheres saudáveis e sem câncer de mama, pacientes da Unidade Básica de Saúde Doutora Ilza Weltman Hutzler, na zona norte da capital paulista.

“Existem diversos fatores que contribuem para o câncer de mama nas mulheres. Entre os fatores de risco mais clássicos estão a idade, menarca precoce, gestação ou menopausa tardias, histórico familiar, obesidade, sedentarismo e genética. No entanto, nenhum deles pode indicar a gravidade ou os diversos subtipos do câncer de mama. A hipercolesterolemia é proposta como um elo metabólico para o desenvolvimento e a progressão do câncer. Por isso, o nosso interesse em aprofundar o conhecimento sobre essa relação”, conta Passarelli.

A pesquisadora explica que o colesterol forma todas as membranas celulares e é elemento fundamental para a divisão celular, sendo um precursor importante do processo de crescimento celular e de proliferação tumoral.

“O excesso de colesterol em uma célula favorece a formação de óxidos de colesterol muito tóxicos, o que contribui para processos de oxidação e inflamação. Daí o interesse em sua ação na fisiopatologia do câncer. Por isso, vários pesquisadores em todo o mundo estão tentando entender se o fato de a HDL retirar colesterol e óxidos de colesterol das células pode ser uma via para diminuir o conteúdo intracelular de colesterol na célula tumoral e células vizinhas ao tumor e assim limitar o crescimento da lesão”, diz.

Soma-se a essa questão a ação anti-inflamatória da HDL. “Essa lipoproteína exerce ações anti-inflamatórias e antioxidantes, o que minimizaria o insulto oxidativo e inflamatório que faz parte de todo tumor. Isso varia de caso a caso, sendo alguns tumores de mama extremamente inflamatórios”, explica.

Colesterol analisado a fundo

O estudo que está sendo conduzido por pesquisadores da USP, Uninove e Hospital Pérola Byington pretende aprofundar o entendimento sobre a relação anti-inflamatória, além de analisar a composição de óxidos de colesterol presentes na HDL e, assim, identificar um potencial biomarcador.

“Mesmo estando em concentrações muito menores que o próprio colesterol, esses óxidos de colesterol são muito ativos dentro da célula. E é isso que vamos investigar”, diz.

O principal deles é o 27 hidroxicolesterol, que modula o crescimento do câncer de mama e a chance de ocorrer a metástase. “No aspecto molecular, quanto maior a concentração de 27 hidroxicolesterol no tumor, maior é a chance de crescimento tumoral e de metástase. Não tem ainda nenhum estudo na literatura que tenha avaliado os óxidos de colesterol e a ação da HDL sobre eles no câncer de mama. Pode ser que a HDL auxilie na proteção contra o câncer, dentre os vários mecanismos, por retirar 27 hidroxicolesterol da célula tumoral”, afirma.

Passarelli explica ainda que o 27 hidroxicolesterol é um modulador seletivo do receptor de estrógeno. “De maneira bem simplificada, é como se ele agisse como um estrógeno dentro da célula. Ele se liga ao receptor de estrógeno e sabemos que a maior parte dos tumores de mama é responsiva a esse hormônio”, diz.

Os pesquisadores pretendem primeiro identificar a distribuição dos vários tipos de óxidos de colesterol nas partículas de HDL das mulheres saudáveis e comparar os resultados com os do grupo que tem câncer de mama.

Para quantificar e identificar os óxidos de colesterol, as análises serão realizadas em equipamentos multiusuários (ultracentrífuga e cromatógrafo líquido acoplado a espectrômetro de massas).

Outro objetivo é verificar se determinados padrões de óxidos de colesterol podem predizer a gravidade do tumor entre as quatro classificações moleculares que norteiam o tipo de terapia mais indicado para cada paciente. “Isso pode auxiliar a equipe médica a determinar se uma paciente vai precisar fazer radioterapia, quimioterapia ou alguma terapia imunológica com anticorpos monoclonais, por exemplo, além de auxiliar no prognóstico da doença”, afirma.

A seguir, serão determinadas as funções das HDL isoladas das pacientes e voluntárias em relação à sua habilidade em remover colesterol de macrófagos (células que circundam as células tumorais), inibir a oxidação e a inflamação.

Por Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – imagem: National Cancer Institute

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