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Malária: Anvisa autoriza teste em humanos de vacina 100% brasileira

Notícias 13-10-2026 Lilian Russo

Malária: Anvisa autoriza teste em humanos de vacina 100% brasileira

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes em humanos da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país. O imunizante é feito com tecnologia 100% nacional.

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Nova Plataforma Nacional de Pesquisa com Seres Humanos

Notícias 07-10-2026 Lilian Russo

Nova Plataforma Nacional de Pesquisa com Seres Humanos

O Ministério da Saúde avança no desenvolvimento da nova Plataforma Nacional de Pesquisa com Seres Humanos, voltada à modernização dos processos de submissão, análise e acompanhamento ético das pesquisas no âmbito do SINEP.

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Hoje! 3ª Reunião do Focep

Notícias 28-09-2026 Lilian Russo

Hoje! 3ª Reunião do Focep

Hoje, às 10h, o Focep discute: "Lei nº 14.874/2024: como superar desafios logísticos e garantir prazos"Câmara Municipal de São Paulo – Auditório Prestes Maia Você poderá acompanhar pelo site da Câmara: https://www.saopaulo.sp.leg.br/transparencia/auditorios-online/auditorio-prestes-maia/

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Prazos definidos. E, na prática, como lidar com os desafios logísticos?

Notícias 23-09-2026 Lilian Russo

Prazos definidos. E, na prática, como lidar com os desafios logísticos?

A implementação da Lei nº 14.874/2024 traz questões que vão além do texto legal e chegam à rotina dos profissionais e instituições envolvidos na pesquisa com seres humanos.

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3ª Reunião do FOCEP Brasil – 2026

Notícias 21-09-2026 Lilian Russo

3ª Reunião do FOCEP Brasil – 2026

No dia 28 de setembro, o FOCEP Brasil – Fórum Permanente dos Comitês de Ética e Profissionais em Pesquisa realiza sua terceira reunião do ano, com um tema diretamente relacionado aos desafios atuais da pesquisa com seres humanos no Brasil: Lei nº 14.874/2024: como superar desafios logísticos e garantir prazos

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COVID-19 pode alterar o padrão de conectividade funcional do cérebro, aponta estudo

covidcerebroDados preliminares de um estudo conduzido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sugerem que a COVID-19 – mesmo nos casos leves – pode alterar o padrão de conectividade funcional do cérebro, causando uma espécie de “curto-circuito” no órgão.
As conclusões se baseiam em exames de ressonância magnética funcional (com sequência de repouso) feitos em 86 voluntários que já haviam se curado da infecção há pelo menos dois meses. Os resultados foram comparados com os de 125 indivíduos que não tiveram a doença e

serviram como controle.
“No cérebro normal, determinadas áreas estão sincronizadas durante uma atividade,

enquanto outras estão em repouso. Já no caso desses indivíduos que tiveram COVID-19, notamos uma perda severa da especificidade das redes cerebrais. Tudo está conectado ao mesmo tempo e isso provavelmente leva o cérebro a gastar mais energia e trabalhar de forma menos eficiente”, conta Clarissa Yasuda, professora da Faculdade de Ciências Médicas (FCM-Unicamp) e integrante do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP.

Os dados – ainda não publicados – foram apresentados por Yasuda nesta quarta-feira (27/01), durante o 7o BRAINN Congress. O estudo ainda está em andamento e o grupo tem a intenção de incluir mais participantes. A ideia é acompanhar os desdobramentos cerebrais da infecção pelo SARS-CoV-2 durante ao menos três anos.

Segundo Yasuda, ainda não se sabe de que modo o vírus causa essa alteração na conectividade cerebral, mas há algumas hipóteses a serem investigadas. “É possível que a infecção prejudique parte das redes neurais e, para compensar a falha no sinal, o cérebro ative outras redes simultaneamente. Essa hiperconectividade pode também ser uma tentativa do cérebro de restabelecer a comunicação nas áreas afetadas”, diz a pesquisadora.

Outra hipótese a ser estudada pelo grupo da Unicamp é se esse estado de disfunção cerebral tem relação com alguns dos sintomas tardios da COVID-19 relatados por diversos pacientes, como fadiga, sonolência diurna e alterações de memória e concentração.

“Pretendemos comparar o funcionamento cerebral de pacientes que apresentam esses sintomas tardios com o de pessoas que se curaram da doença e ficaram sem sintomas. Se essa relação entre hiperconectividade e sintomas neuropsicológicos persistentes se confirmar, poderemos pensar em drogas e outros tratamentos capazes de amenizar o quadro”, conta à Agência FAPESP.

Alterações estruturais e funcionais

A pesquisa começou no segundo semestre de 2020, com um questionário on-line respondido por mais de 2 mil pessoas de todo o país. Foram incluídos apenas indivíduos com a doença confirmada por teste de RT-PCR, e aproximadamente 90% não precisaram de tratamento hospitalar (apenas tratamento domiciliar). Nessa fase, os participantes relataram os sintomas que estavam vivenciando cerca de dois meses após o diagnóstico. Os mais comuns foram fadiga/cansaço (53,5%), cefaleia (40,3%) e alteração de memória (37%).

Após seis meses, também por meio de questionário on-line, 642 participantes relataram ainda sofrer com os sintomas tardios da doença, entre eles fadiga/cansaço (59,5%), sonolência diurna (36,3%), alterações de memória (54,2%), dificuldade de concentração (47%) e para realizar as atividades diárias (23,5%). Além disso, 41,9% relataram sintomas de ansiedade – um percentual bem acima da média da população brasileira, que é em torno de 10%.

Parte dos voluntários foi avaliada presencialmente pelos pesquisadores e submetida a testes neuropsicológicos – para avaliar funções cognitivas como memória e atenção – e exames de ressonância magnética, que permitiram analisar de forma não invasiva tanto a substância cinzenta do cérebro (onde fica o corpo dos neurônios) como a chamada substância branca (onde ficam os axônios e células gliais). As avaliações foram feitas após o termino da fase aguda, em média 55 dias após o diagnóstico.

“Ajustamos os resultados dos testes neuropsicológicos de acordo com a idade, o sexo e a escolaridade do participante. Foi possível perceber que os indivíduos com sintomas tardios da COVID-19 tiveram um desempenho cognitivo abaixo do esperado. Eles se saem pior que a média dos indivíduos brasileiros em algumas tarefas”, conta Yasuda.

Já os exames de imagem revelaram que algumas regiões do córtex dos voluntários tinham espessura menor do que a média observada nos controles – entre elas áreas relacionadas com a ansiedade. Outras regiões apresentavam aumento de tamanho, o que pode estar relacionado com o inchaço decorrente da infecção (leia mais em agencia.fapesp.br/34364/).

Mais recentemente, por uma técnica conhecida como tractografia, os pesquisadores notaram que também havia lesões na microestrutura da substância branca. Ainda não se sabe, porém, quais as implicações desse achado.

“Ninguém sabe ao certo de que forma o vírus afeta o cérebro: se é um dano indireto, relacionado à inflamação, ou se está diretamente ligado à infecção das células cerebrais”, comenta a pesquisadora. “De qualquer forma, os achados são surpreendentes e um pouco assustadores. Creio que já está bem claro que a COVID-19 não se trata apenas de uma gripe.”

Interessados em participar do estudo podem entrar em contato com o grupo da Unicamp pelo endereço https://forms.gle/8SoNb3tFqCwpARAo7. São elegíveis todos os indivíduos que tiveram COVID-19, ainda que sem queixas residuais.

Por Karina Toledo | Agência FAPESP –
imagem: Brunno Machado de Campos/Unicamp

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