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SUS volta a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a pólio

Notícias 24-06-2026 Lilian Russo

SUS volta a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a pólio

A partir de agosto, todas as crianças de 4 anos vão receber mais uma dose de reforço da vacina contra a poliomielite. Com isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) volta a oferecer o esquema que era feito até 2024, mas agora exclusivamente com a vacina injetável.

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Anvisa promove capacitação em Boas Práticas de Fabricação de Cosméticos e Saneantes

Notícias 24-06-2026 Lilian Russo

Anvisa promove capacitação em Boas Práticas de Fabricação de Cosméticos e Saneantes

Com o objetivo de consolidar a cultura de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e aproximar as normas regulatórias da realidade diária do setor de cosméticos e saneantes, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lança, no dia 25 de junho, das 9h às 13h, em seu Auditório principal, a capacit...

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FOCEP discute atuação das CEUAs e reforça compromisso com a ética e o bem-estar animal

Notícias 16-06-2026 Lilian Russo

FOCEP discute atuação das CEUAs e reforça compromisso com a ética e o bem-estar animal

O Fórum Permanente dos Comitês de Ética e Profissionais em Pesquisa (FOCEP Brasil) realizou, nesta segunda-feira (15), sua segunda reunião de 2026 na Câmara Municipal de São Paulo. O encontro aconteceu na Sala Oscar Pedroso Horta e reuniu profissionais, pesquisadores, integrantes de comitês de ética, representantes de institu...

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FOCEP Brasil promove debate sobre o papel das Comissões de Ética no Uso de Animais no uso seguro de medicamentos veterinários

Notícias 09-06-2026 Lilian Russo

FOCEP Brasil promove debate sobre o papel das Comissões de Ética no Uso de Animais no uso seguro de medicamentos veterinários

O Fórum Permanente dos Comitês de Ética e Profissionais em Pesquisa (FOCEP Brasil) realizará sua segunda reunião de 2026 no dia 15 de junho, das 10h às 13h, na Câmara Municipal de São Paulo. O encontro terá como tema "O que a população precisa saber sobre o papel das Comissões de Ética no ...

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Inaep fortalece cooperação entre Comitês de Ética em pesquisas multicêntricas

Notícias 08-06-2026 Lilian Russo

Inaep fortalece cooperação entre Comitês de Ética em pesquisas multicêntricas

A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), órgão colegiado vinculado ao Ministério da Saúde, publicou na última segunda-feira (01/06) novas diretrizes para simplificar a análise de pesquisas no país. As orientações estão no Despacho nº 3/2026, que orienta a aplicação do...

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Cientistas da USP criam um banco de células com o DNA de brasileiros

Um novo conglomerado de informações sobre o DNA dos brasileiros foi construído por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) a partir da análise de 1.872 amostras sanguíneas. Além de confirmar a diversidade da nossa genética — com influência de europeus, indígenas e africanos —, o trabalho tem o potencial de impactar diretamente na vida de pessoas acometidas por doenças de difícil tratamento, como cânceres e Alzheimer, e até na recuperação de órgãos do corpo danificados, como os rins e o coração.

“Essa biblioteca de células-tronco tem valor muito expressivo porque pode ajudar em estudos que permitam a medicina personalizada, com o uso, por exemplo, de remédios para os casos em que os recursos hoje disponíveis não têm sido eficazes”, explicou ao Correio Lygia da Veiga Pereira, chefe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE) da USP e uma das autoras do estudo, divulgado neste mês, na Scientific Reports, revista do grupo Nature.

As amostras sanguíneas foram retiradas do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), também da USP. A primeira constatação dos pesquisadores foi a de que o material tinha uma contribuição genética europeia que variava de 14,2% a 95%; uma africana, de 1,6% a 55%; e uma indígena, de 7% a 56%. “Era a representação que esperávamos: uma mistura desses três genomas. Outro ponto que também nos surpreendeu foi ver a baixa representatividade de nações latinas”, disse Pereira.

Comprovada a miscigenação brasileira, os cientistas reprogramaram 18 amostras sanguíneas para que se transformassem em células-tronco pluripotentes, estruturas que podem dar origem a qualquer tecido humano, como neurônios, células hepáticas e cardíacas. Substâncias com potencial curativo poderão ser testadas nesse banco de dados a fim de verificar, por exemplo, o grau de eficiência e toxicidade delas, com a possibilidade até de essa solução substituir os testes com animais. O trabalho também poderá ajudar no entendimento da rejeição a medicamentos já disponíveis, já que os genes são apontados pelos especialistas como o fator mais importante para as diferenças de respostas a fármacos.

Maria Teresa Rosa, geneticista do Instituto de Oncologia Aliança, em Brasília, acredita que as aplicações propostas pelo grupo são importantes, mas destaca que, para chegar à medicina personalizada, muito ainda precisa ser feito. Além dos mistérios escondidos no DNA humano, há obstáculos sociais e econômicos para a disseminação da prática. “Realmente, os tratamentos tendem a ser individualizados de acordo com o perfil genético, pois sabemos que a resposta a determinadas medicações e até os efeitos da alimentação dependem do DNA do indivíduo. Mas essa análise genética é algo distante. Exames disponíveis são caros e ainda não temos acesso a eles pela rede pública”, ilustrou.

Rosa ressalta ainda que os dados das etnias percebidos na análise final reforçam um conhecimento disseminado. “Essa pesquisa constatou o que já se sabia. A população brasileira é altamente miscigenada devido a influências desses três povos, o que é bastante diferente de outros lugares do mundo em que é comum encontrarmos apenas um tipo de ancestral.” Remédios e práticas testados em países com essa característica, portanto, podem não surtir o mesmo efeito em pacientes brasileiros.

Análise ampliada
Os autores do estudo contam que o trabalho teve início com um material genético diferente, mas a falta de diversidade no DNA analisado fez com que os resultados iniciais fossem descartados. “Na verdade, começamos produzindo células-tronco embrionárias a partir de embriões de fertilização. Nas análises do genoma, vimos que mais de 90% do material mostrava uma origem europeia predominante. Achamos estranho e imaginamos que isso havia ocorrido porque os embriões tinham vindo de clínicas particulares. Como nem toda a população tem acesso a esses lugares, fomos atrás do ELSA”, detalhou Pereira.

Com o apoio do Ministério da Saúde e realizado de dois em dois anos em um grupo de 15 mil voluntários, o ELSA tem o intuito de descobrir a incidência e fatores de risco de doenças crônicas na população brasileira. Para os cientistas da USP, pelo banco de dados construído, é possível afirmar que as células-tronco desenvolvidas representam a genética dos brasileiros, o que agrega ainda mais valor ao material, já que a maioria dos medicamentos é feita com base em ascendência europeia, asiática, africana ou de índios americanos.

Os autores avaliam positivamente os resultados alcançados, mas ressaltam que o trabalho precisa ser expandido. “Nosso objetivo futuro é analisar pelo menos 5 mil pessoas de São Paulo. Outra coisa que pode ajudar é sequenciar totalmente o genoma dos participantes, já que a nossa análise ainda foi muito superficial. Se conseguíssemos financiamento para analisar todos os participantes do ELSA, seria algo ainda melhor”, comentou Pereira.

“Essa biblioteca de células-tronco tem valor muito expressivo porque pode ajudar em estudos que permitam a medicina personalizada, com o uso, por exemplo, de remédios para os casos em que os recursos hoje disponíveis não têm sido eficazes”
Lygia da Veiga Pereira, chefe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da Universidade de São Paulo e uma das autoras do estudo.

Fonte: Correio Brazieliense

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