- Escrito por Lilian Russo
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Terapia genética com luz consegue devolver parte da visão em teste clínico
Uma terapia genética baseada no uso da luz conseguiu restaurar parcialmente a função visual de pessoas com retinite pigmentosa. Em um estudo com 10 pacientes, alguns voltaram a perceber luz e identificar objetos com ajuda de óculos especiais, além de apresentarem melhora na realização de determinadas tarefas.
A retinite pigmentosa reúne doenças genéticas que afetam mais de 1,5 milhão de pessoas no mundo e provocam a perda
gradual das células da retina responsáveis por detectar a luz. As células ganglionares, que transmitem informações visuais ao cérebro, costumam permanecer preservadas por mais tempo.
Por isso, elas são o alvo da terapia. Uma única injeção no olho utiliza um vírus sintético modificado e inofensivo como veículo para levar instruções genéticas às células ganglionares. O objetivo é fazê-las produzir uma proteína capaz de responder à luz. Em outras palavras, o tratamento não reconstrói as células da retina que foram perdidas, mas dá às células sobreviventes uma nova função.
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