- Escrito por Lilian Russo
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Novo reitor da USP expõe planos para ampliar o diálogo com a sociedade
O médico Aluísio Augusto Cotrim Segurado, de 68 anos, tomou posse na tarde de 23 de janeiro como o novo reitor da Universidade de São Paulo (USP). Graduado em 1980 na Faculdade de Medicina da USP, onde é professor do Departamento de Infectologia e Medicina Tropical, dedicou-se a linhas de pesquisa relacionadas à epidemia de HIV no Brasil e outras doenças sexualmente transmissíveis e ocupou vários cargos na administração da universidade. Foi vice-reitor executivo de Relações Internacionais (2013-2014), coordenador do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (2018-2022) e pró-reitor de
Graduação (2022-2025). Também foi o diretor do Instituto Central do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo durante a pandemia da Covid-19. No mandato de quatro anos, terá como vice-reitora a engenheira Liedi Légi Bariani Bernucci, de 67, professora da Escola Politécnica da USP. Eles sucedem o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior e a vice-reitora Maria Arminda do Nascimento Arruda, que comandavam a USP desde 2022.
No discurso de posse, Segurado enumerou desafios de sua gestão, como a criação de um escritório para orientar o uso ético da inteligência artificial por alunos, professores e funcionários, e a discussão sobre uma nova forma de calcular os repasses do Tesouro às universidades estaduais paulistas depois que o ICMS deixar de existir. “Propomo-nos, a professora Liedi e eu, a enfrentar com determinação os novos desafios que se apresentam. Identificamos como prioridades garantir e consolidar a autonomia universitária, fortalecer a convivência democrática e incorporar de forma crítica e responsável as tecnologias digitais disruptivas de inteligência artificial às atividades acadêmicas e de gestão”, afirmou. Dois dias antes da posse, o novo reitor recebeu Pesquisa FAPESP para a entrevista a seguir.
A USP segue sendo o maior polo de pesquisa e de produção científica do país. Os pesquisadores da universidade assinam 18% dos artigos científicos de autores brasileiros. Que planos o senhor traçou para manter a qualidade da pesquisa da USP e tentar avançar?
Temos que reafirmar a relevância da USP no cenário de pesquisa e inovação no estado de São Paulo. Você mencionou a nossa responsabilidade no total da produção intelectual. Temos que dar o crédito a toda essa comunidade que gera o conhecimento científico na USP, que vai além dos docentes e envolve pós-doutorandos, pós-graduandos e alunos de iniciação científica. A USP é uma liderança na pesquisa básica e fundamental, que precisa continuar sendo apoiada integralmente com liberdade científica e acadêmica. Há um componente de pesquisa aplicada, que é muito forte na USP, em várias áreas de excelência. E há a pesquisa que se traduz em inovação. A inovação está sendo proposta com uma concepção que não se restringe aos produtos, mas também abrange a inovação de processos e a inovação social, a aplicação do conhecimento gerado da USP em subsídio de políticas públicas. Para que isso ocorra, deve haver mais incentivos à atuação inter e multidisciplinar a fim de melhorar as conexões entre diferentes categorias de pesquisa e campos do conhecimento.
Fonte: https://revistapesquisa.fapesp.br/novo-reitor-da-usp-expoe-planos-para-ampliar-o-dialogo-com-a-sociedade/



