Bem-vindos ao site do Focep!


 

Prev Next Page:

Webinar vai apresentar panorama epidemiológico dos surtos infecciosos no Brasil

Notícias 23-10-2026 Lilian Russo

Webinar vai apresentar panorama epidemiológico dos surtos infecciosos no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realiza na próxima segunda-feira (26/10), às 15h, um webinar para apresentar o panorama epidemiológico dos surtos infecciosos no Brasil.

Read more

Anvisa determina recolhimento de cosméticos com alegações terapêuticas

Notícias 21-10-2026 Lilian Russo

Anvisa determina recolhimento de cosméticos com alegações terapêuticas

A Anvisa determinou o recolhimento de produtos da SDK Indústria de Cosméticos que apresentavam alegações de eliminação de fungos e bactérias. A Agência esclarece que produtos regularizados como cosméticos não podem apresentar indicações terapêuticas.

Read more

III Fórum Internacional de Pesquisa Clínica e V Summit Internacional sobre Saúde Pública de Precisão do Programa Genomas Brasil

Notícias 19-10-2026 Lilian Russo

III Fórum Internacional de Pesquisa Clínica e V Summit Internacional sobre Saúde Pública de Precisão do Programa Genomas Brasil

O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (Decit/SCTIE/MS), realizará o III Fórum Internacional de Pesquisa Clínica (III FIPClin) e o V Summit Internacional sobre Saúde Pública de Precisão do Programa Ge...

Read more

Seminário Cadifa 2026 já está com inscrições abertas

Notícias 19-10-2026 Lilian Russo

Seminário Cadifa 2026 já está com inscrições abertas

Marcado para 18 e 19/11, evento vai aprofundar o debate sobre a regulamentação de insumos farmacêuticos ativos A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro, o Seminário Cadifa 2026. O encontro presencial será realizado no Auditório da Agência, em Brasília, e bu...

Read more

Malária: Anvisa autoriza teste em humanos de vacina 100% brasileira

Notícias 13-10-2026 Lilian Russo

Malária: Anvisa autoriza teste em humanos de vacina 100% brasileira

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes em humanos da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país. O imunizante é feito com tecnologia 100% nacional.

Read more

Plataforma Científica Pasteur-USP desenvolve novos testes para a detecção de anticorpos da COVID-19

coronapixabay

Pesquisadores da Plataforma Científica Pasteur-USP (SPPU) estão desenvolvendo testes para detecção de anticorpos contra o SARS-CoV-2 com alta sensibilidade, menor preço e mais versatilidade que outros exames sorológicos já existentes. Os componentes desses testes foram parcialmente desenvolvidos no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e validados por pesquisadores da SPPU.


Os testes detectam os anticorpos contra o SARS-CoV-2 a partir de duas proteínas,

cuja análise é feita em uma mesma placa e paralelamente. Uma delas é a Nc – presente na região c-terminal da nucleoproteína do SARS-CoV-2. “Quando a proteína Nc, utilizada no teste, entra em contato com o soro de um paciente ou de um indivíduo vacinado que tenha anticorpos circulantes, ela e os anticorpos específicos se ligam, indicando que o paciente já foi infectado pelo vírus ou que recebeu uma vacina com o vírus inativado”, explica a biomédica Ana Paula Pessoa Vilela, pós-doutoranda na SPPU e bolsista da FAPESP.

O outro alvo é um “pedacinho da” proteína spike, a responsável por se ligar ao receptor da célula humana e viabilizar a infecção. A proteína Nc é particularmente importante para identificar pessoas que foram infectadas pelo vírus, independentemente de terem tido ou não a COVID-19. Já o fragmento da proteína spike é importante também para monitorar os que foram vacinados e a possível geração de anticorpos neutralizantes induzidos tanto pela vacinação como pela infecção.

Diferenciais

“Como conseguimos fazer as duas verificações ao mesmo tempo, é possível identificar os indivíduos que tiveram contato com o vírus e a presença de anticorpos neutralizantes dirigidos contra a proteína viral que permite ao SARS-Cov-2 entrar nas nossas células, algo importante para estudos epidemiológicos”, explica Luís Carlos Ferreira, professor do ICB-USP e um dos coordenadores da SPPU.

As proteínas foram sintetizadas no ICB-USP e depois avaliadas e comparadas com testes comerciais. O trabalho tem o financiamento da FAPESP, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e do Instituto Pasteur. A SPPU testou centenas de indivíduos infectados, sintomáticos e assintomáticos para o SARS-CoV-2.

Vilela afirma que a alta sensibilidade é outro diferencial dos novos testes. “Um dos grandes problemas que percebemos nos demais testes é exatamente a sensibilidade. Às vezes, o teste é específico, mas não é muito sensível, então, não se consegue saber com certeza se o indivíduo teve ou não contato com o vírus ou foi vacinado. Já se o teste não for muito específico, mas extremamente sensível, pode-se obter respostas inespecíficas com outros patógenos diferentes do SARS-CoV-2. Por isso é preciso chegar a um equilíbrio entre especificidade e sensibilidade”, explica.

Outra vantagem é o fato de os testes terem como suporte a plataforma Elisa (acrônimo em inglês para ensaio de imunoabsorção enzimática), o que permite que vários soros sejam avaliados numa mesma placa, de modo que as duas proteínas possam ser analisadas em paralelo. Como a plataforma Elisa está disponível em qualquer laboratório de análises clínicas, o exame poderá ser de amplo acesso.

“A proteína Nc é a mais imunogênica entre os coronavírus, ou seja, ela estimula de maneira muito forte o nosso sistema imune, que produz anticorpos específicos contra ela, e tem sido usada desde o início da pandemia. O que fizemos foi avaliar dois fragmentos dessa proteína que tiveram melhor desempenho do que aquele obtido com reagentes disponíveis comercialmente”, afirma Ferreira.

Com a produção em série, foi possível selecionar as regiões da proteína que são mais bem reconhecidas pelos anticorpos gerados durante a COVID-19. “A possibilidade de produzir essas proteínas em bactérias no próprio laboratório e em larga escala reduziu o custo dos testes em relação aos métodos que utilizam fragmentos da proteína spike produzidos por células humanas em cultura”, diz Vilela.

De acordo com Ferreira, outra importância do trabalho foi dar condições para o desenvolvimento de métodos sorológicos contra doenças infecciosas e criar autonomia em relação a produtos importados de custo elevado. Por ora, os testes desenvolvidos na SPPU estão sendo utilizados para a testagem de pessoal da linha de frente e para estudos científicos envolvendo o vírus SARS CoV-2.

Agência FAPESP* – Com informações da Assessoria de Comunicação da SPPU - Imagem: Pixabay

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.