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Crianças com microcefalia causada por zika têm desenvolvimento neurológico heterogêneo, revela estudo

Notícias 13-10-2021 Lilian Russo

Crianças com microcefalia causada por zika têm desenvolvimento neurológico heterogêneo, revela estudo

Pesquisa realizada em Salvador (BA) mostrou que crianças com microcefalia causada pelo vírus zika têm desenvolvimento neurológico heterogêneo ao chegar à faixa entre 2 e 3 anos de idade. Essa variedade de perfil pode ser detectada por meio de uma avaliação neurológica, permitindo, assim, uma abordagem personalizada do...

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Anvisa otimiza importação de produtos derivados da Cannabis

Notícias 07-10-2021 Lilian Russo

Anvisa otimiza importação de produtos derivados da Cannabis

Uma resolução publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende otimizar o processo de avaliação da importação de produtos derivados da planta Cannabis para tratamentos de saúde. Segundo a agência, o objetivo da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 570/2021 é...

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Novo teste rápido detecta o SARS-CoV-2 na saliva e também indica a carga viral

Notícias 06-10-2021 Lilian Russo

Novo teste rápido detecta o SARS-CoV-2 na saliva e também indica a carga viral

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) patentearam um novo teste para detecção do SARS-CoV-2 na saliva. O dispositivo reúne precisão equivalente à do teste de RT-PCR, baixo custo e capacidade de analisar várias amostras ao mesmo tempo. Além de detectar a presença do vírus, o novo teste t...

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Importação para pesquisa científica: aberta Consulta Pública

Notícias 04-10-2021 Lilian Russo

Importação para pesquisa científica: aberta Consulta Pública

Está aberto o prazo para que os interessados enviem contribuições à Consulta Pública (CP) 1.054/2021, que trata dos procedimentos para importação e exportação de bens e produtos destinados à pesquisa científica ou tecnológica e à pesquisa envolvendo seres humanos. A proposta é alte...

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Próxima reunião do Focep

Notícias 28-09-2021 Lilian Russo

Próxima reunião do Focep

Agradecemos a todos que estiveram ontem conosco e aproveitamos para convidá-los para nossa próxima reunião que será no dia 25 de outubro (segunda-feira), no mesmo horário: das 10 às 12h. Em breve disponibilizaremos o link de acesso.

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Enzimas antioxidantes podem ser alvo para novos fármacos antimicrobianos

enzimasMicrorganismos patogênicos – como bactérias, fungos e protozoários – contam com um arsenal de enzimas antioxidantes para combater o estresse oxidativo. Isso porque animais e plantas se defendem das infecções causadas por esses patógenos gerando compostos oxidantes derivados do oxigênio e do nitrogênio, dentre os quais hidroperóxidos, como peróxido de hidrogênio (água oxigenada), peroxinitrito e hidroperóxidos orgânicos.
Presentes em todos os seres vivos, as peroxirredoxinas são enzimas especializadas em decompor esses hidroperóxidos, protegendo as células contra danos oxidativos.

No caso de infecções, portanto, essas enzimas protegem os organismos invasores. Inibidores específicos para as peroxirredoxinas desses microrganismos patogênicos poderiam representar uma nova abordagem terapêutica para superar a crescente resistência de patógenos aos antibióticos e antifúngicos.

Com esse objetivo, cientistas ligados ao Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma) têm se dedicado a estudar características das diversas classes de peroxirredoxinas. O Redoxoma é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP).

Para sistematizar o conhecimento sobre peroxirredoxinas de patógenos, o grupo coordenado por Marcos Antonio de Oliveira, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e integrante do Redoxoma, publicou na revista Applied Microbiology and Biotechnology um artigo de revisão que descreve vários aspectos dessas enzimas, como abundância, diversidade de substratos e peculiaridades estruturais e funcionais. O trabalho mostra que algumas classes da enzima estão presentes apenas em microrganismos, enquanto outras têm diferenças estruturais em relação às isoformas do hospedeiro. Segundo os autores, conhecer as características intrínsecas dessas proteínas pode auxiliar no desenvolvimento de novos fármacos antimicrobianos.

O estudo teve apoio da FAPESP e foi conduzido em colaboração com o grupo do professor Luis Eduardo Soares Netto, do Instituto de Biociências da USP.

“Havia uma lacuna. Existem seis classes dessas enzimas e não tinha uma abordagem do papel de cada uma das classes na resposta às defesas oxidativas/nitrosativas do hospedeiro, localização celular, sistemas redutores, virulência de microrganismos, antibióticos, ou mesmo qual é o substrato natural para cada classe. Nosso objetivo foi trazer essas informações de forma estruturada e organizada, para estimular a pesquisa nessa área”, diz Oliveira.

Especialista na determinação da estrutura cristalográfica de proteínas antioxidantes, Oliveira tem investigado moléculas com potencial de inibir as peroxirredoxinas. Em conjunto com outros grupos de pesquisa, Oliveira e Netto têm um pedido de patente depositado para o uso de adenantina, obtida de um composto natural de origem chinesa, como inibidor de peroxirredoxinas bacterianas. A adenantina tem eficácia de três a 30 vezes maior nas peroxirredoxinas de bactérias do que em proteínas humanas e também potencializa a ação de antibióticos.

Para avaliar a toxicidade dos compostos, os pesquisadores agora pretendem avançar com testes em células humanas do sistema de defesa, em parceria com outros grupos de pesquisa.

“Fazemos ciência básica para entender os mecanismos pelos quais a enzima funciona. É fundamental conhecer a estrutura cristalográfica, para estudar as interações de ligantes no sítio ativo. Se tenho a estrutura, posso fazer algumas simulações de computador para entender qual seria o melhor ligante e depois testar em laboratório”, explica Oliveira.

No entanto, o pesquisador conclui que ainda são necessários muitos estudos, com mais grupos de microrganismos. “Faltam estudos comparativos de inibidores e falta principalmente descobrir quais são os substratos naturais dessas proteínas dentro das células, pois talvez mimetizando esses compostos a gente tenha mais sucesso com os inibidores.”

O artigo Relevance of peroxiredoxins in pathogenic microorganisms pode ser lido aqui.

Agência FAPESP – com informações do site do Redoxoma.

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