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FOCEP discute atuação das CEUAs e reforça compromisso com a ética e o bem-estar animal

Notícias 16-06-2026 Lilian Russo

FOCEP discute atuação das CEUAs e reforça compromisso com a ética e o bem-estar animal

O Fórum Permanente dos Comitês de Ética e Profissionais em Pesquisa (FOCEP Brasil) realizou, nesta segunda-feira (15), sua segunda reunião de 2026 na Câmara Municipal de São Paulo. O encontro aconteceu na Sala Oscar Pedroso Horta e reuniu profissionais, pesquisadores, integrantes de comitês de ética, representantes de institu...

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FOCEP Brasil promove debate sobre o papel das Comissões de Ética no Uso de Animais no uso seguro de medicamentos veterinários

Notícias 09-06-2026 Lilian Russo

FOCEP Brasil promove debate sobre o papel das Comissões de Ética no Uso de Animais no uso seguro de medicamentos veterinários

O Fórum Permanente dos Comitês de Ética e Profissionais em Pesquisa (FOCEP Brasil) realizará sua segunda reunião de 2026 no dia 15 de junho, das 10h às 13h, na Câmara Municipal de São Paulo. O encontro terá como tema "O que a população precisa saber sobre o papel das Comissões de Ética no ...

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Inaep fortalece cooperação entre Comitês de Ética em pesquisas multicêntricas

Notícias 08-06-2026 Lilian Russo

Inaep fortalece cooperação entre Comitês de Ética em pesquisas multicêntricas

A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), órgão colegiado vinculado ao Ministério da Saúde, publicou na última segunda-feira (01/06) novas diretrizes para simplificar a análise de pesquisas no país. As orientações estão no Despacho nº 3/2026, que orienta a aplicação do...

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Últimos dias para inscrição no I Encontro Nacional de Cosmetovigilância para Estudantes

Notícias 08-06-2026 Lilian Russo

Últimos dias para inscrição no I Encontro Nacional de Cosmetovigilância para Estudantes

Estão nos últimos dias as inscrições para o I Encontro Nacional de Cosmetovigilância para Estudantes de Ciências da Saúde e Ciências Afins (ENCOSM 2026), promovido pela Anvisa. O evento será realizado nos dias 10 e 11 de junho, no período da manhã (8h30 às 12h), em formato virtual e gratuito, por m...

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Anvisa aprova atualização da posologia do Poviztra

Notícias 01-06-2026 Lilian Russo

Anvisa aprova atualização da posologia do Poviztra

O medicamento Poviztra (semaglutida), registrado como clone do Wegovy pela empresa Novo Nordisk, também teve sua posologia atualizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A alteração, publicada nesta segunda-feira (1º/6), segue as mesmas diretrizes aprovadas para o Wegovy (medicamento matriz), com a possibilidade ...

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Taxa de reinfecção pelo SARS-CoV-2 em Manaus na segunda onda pode ter chegado a 31%, sugere estudo

manaus1Análise conduzida por cientistas do Centro Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE) sugere que até 31% dos indivíduos que contraíram a COVID-19 em Manaus (AM) após janeiro de 2021 – quando a cidade foi atingida pela segunda onda da doença – correspondem a casos de reinfecção pela nova variante P.1.
O estudo foi feito com amostras de doadores de sangue, que foram submetidas a testes capazes de detectar anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2. Os resultados foram divulgados na plataforma medRxiv, em artigo ainda sem

revisão por pares.

“Triamos inicialmente amostras de 3.655 indivíduos que haviam doado sangue repetidas vezes ao longo de 2020 e início de 2021. Em seguida, selecionamos aqueles doadores que ainda não tinham sido vacinados e que haviam doado ao menos três vezes no período, tendo ao menos uma doação antes de julho de 2020 e outra após 1o de janeiro de 2021 [quando já predominava a P.1 na região]”, explica à Agência FAPESP Ester Sabino, professora da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do CADDE – centro apoiado pela FAPESP.

As 238 amostras incluídas na pesquisa foram submetidas a testes laboratoriais capazes de detectar anticorpos do tipo imunoglobulina G (IgG), que costumam aparecer cerca de duas semanas após o início dos sintomas, ainda na fase aguda da infecção, e depois decaem com o tempo, tornando-se muitas vezes indetectáveis. Os pesquisadores partiram da premissa de que, se houvesse reinfecção, a quantidade de anticorpos subiria novamente na amostra de sangue mais recente.

Com base nessa análise, os doadores foram classificados em quatro grupos. No primeiro, os resultados das três amostras deram negativo para a presença do vírus. No segundo, as amostras doadas em 2020 testaram positivo e as de janeiro de 2021 testaram negativo ou apresentaram queda no nível de anticorpos. No terceiro grupo estão as amostras dos indivíduos infectados apenas pela nova variante P.1, ou seja, que foram negativos em 2020, mas positivos em 2021. No quarto grupo estão os casos em que o nível de anticorpo faz um “V”: é alto na primeira amostra, mais baixo na segunda e volta a subir na terceira.

“Esses casos do quarto grupo são os que mais claramente caracterizam a reinfecção”, explica Sabino.

Foram considerados como “provável reinfecção” os casos em que os valores detectados em 2021 eram maiores do que o observado em 2020, mesmo depois de um grande intervalo de tempo. Já os casos de “possível reinfecção” foram aqueles em que o valor em 2021 foi mais baixo do que em 2020, porém, maior do que o esperado para o decaimento normal do teste.

Por meio de análises estatísticas, os cientistas calcularam que os doadores que testaram positivo em 2020 tinham uma chance de contrair a P.1 que variou entre 9,5% e 18% (dependendo se foram incluídos os casos considerados como reinfecções possíveis ou prováveis). Já para os que em 2020 testaram negativo, a chance de se infectar pela P.1 foi de 40%.

A taxa de reinfecção calculada variou entre 16% e 31% (dependendo se foram incluídos os casos considerados como reinfecções possíveis ou prováveis).

De acordo com Sabino, os dados vão ao encontro das estimativas feitas pelo grupo do CADDE com o auxílio de modelos matemáticos no estudo divulgado na Science, em abril de 2021 (leia mais em: agencia.fapesp.br/35290/).

“Medir a taxa de reinfecção apenas com dados oficiais é algo muito difícil. O jeito certo seria seguir um grupo grande de pessoas na primeira onda da doença, esperar elas apresentarem sintomas para fazer o teste de RT-PCR, guardar as amostras e depois repetir tudo na segunda onda, com os mesmo voluntários. Em Manaus isso é impossível. A maior parte das pessoas não foi testada pelo teste molecular na primeira onda. Por isso estamos buscando métodos alternativos para medir o risco de reinfecção pela nova variante P.1”, diz a professora da USP.

Segundo Carlos Prete, doutorando na Escola Politécnica da USP e primeiro autor do artigo, uma limitação do estudo é que alguns casos classificados como infecção por P.1 podem, na verdade, ser reinfecções não observadas.

“Existe um espaçamento de meses entre as amostras sucessivas de um doador. Então, é possível que um doador tenha se infectado no período entre duas coletas e já negativado na data da doação sucessiva à infecção em razão do decaimento dos anticorpos”, explica.

Prete também ressalta que a subnotificação de casos cria uma falsa impressão de que a taxa de reinfecção é baixa.

“Devido à subnotificação e à alta proporção de assintomáticos, um infectado tem uma probabilidade pequena de ser notificado como um caso confirmado. Por isso, mesmo com uma probabilidade de reinfecção considerável, a proporção de pacientes com duas infecções confirmadas sempre será pequena.”

O artigo Reinfection by the SARS-CoV-2 P.1 variant in blood donors in Manaus, Brazil pode ser lido em www.medrxiv.org/content/10.1101/2021.05.10.21256644v1

Por Karina Toledo | Agência FAPESP – foto: Força Aérea Brasileira/divulgação

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