Bem-vindos ao site do Focep!


 

Prev Next Page:

Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica

Notícias 20-01-2021 Lilian Russo

Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica

Vem aí a nossa Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica! Programação: Dia 15 de março de 2021: (segunda-feira) das 10h às 12h Abertura da Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica na Câmara Municipal Tema: "A Importâ...

Read more

Nota do Conselho Superior da FAPESP sobre a campanha #VacinaSim

Notícias 19-01-2021 Lilian Russo

Nota do Conselho Superior da FAPESP sobre a campanha #VacinaSim

Agência FAPESP – Estamos diante do maior desafio global da atualidade. Pouco mais de 14 meses depois do início da pandemia de coronavírus, a ciência produziu o único antídoto que pode erradicar o SARS-CoV-2: a vacina. A FAPESP apoiou um amplo espectro de projetos relacionados com o melhor conhecimento e combate ao vírus e ao...

Read more

Enfermeira Mônica Calazans é a 1ª vacinada contra Covid-19 no Brasil

Notícias 18-01-2021 Lilian Russo

Enfermeira Mônica Calazans é a 1ª vacinada contra Covid-19 no Brasil

A enfermeira intensivista Mônica Calazans, plantonista do hospital paulista Emílio Ribas, referência em infectologia e Covid-19, foi a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 no Brasil. Mônica recebeu hoje (17/1) a primeira dose da Coronavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac.

Read more

Abertura da Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica na Câmara Municipal

Notícias 15-01-2021 Lilian Russo

Abertura da Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica na Câmara Municipal

Abertura da Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica na Câmara Municipal Esta atividade coincide com a 1ª reunião do FOCEP de 2021 Será no dia 15 de março de 2021 (segunda-feira) das 10h às 12h O tema será: A Importância da Participação da Sociedade na ...

Read more

Posição da Associação Médica Brasileira sobre COVID-19 e Vacinação

Notícias 14-01-2021 Lilian Russo

Posição da Associação Médica Brasileira sobre COVID-19 e Vacinação

A Associação Médica Brasileira, AMB – em conjunto com todo o seu quadro de Sociedades de Especialidades, em particular as Sociedades abaixo signatárias – vem a público comunicar seu posicionamento relacionado aos aspectos preventivos, diagnósticos e terapêuticos da doença COVID-19. Damos ênfase à im...

Read more

Estudo indica um dos fatores que tornam nova variante do coronavírus mais contagiosa

proteinaspikePesquisadores das faculdades de Medicina (FMRP) e de Odontologia (FORP) da Universidade de São Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto, identificaram um dos fatores que tornaram mais infecciosa a nova variante do coronavírus SARS-CoV-2, a B.1.1.7, originária do Reino Unido e com dois casos confirmados no Brasil pelo Instituto Adolf Lutz. Por meio da aplicação de ferramentas de bioinformática, eles constataram que a proteína spike da nova cepa viral – que forma a estrutura de coroa que dá nome à família dos coronavírus – estabelece maior força de

interação molecular com o receptor ACE2, presente na superfície das células humanas e com o qual o SARS-CoV-2 se liga para viabilizar a infecção.

O aumento na força de interação molecular da nova linhagem é causado por uma mutação já identificada no resíduo de aminoácido 501 da proteína spike do SARS-CoV-2, chamada de N501Y, que deu origem à nova variante do vírus, observaram os pesquisadores.

Os resultados do trabalho, apoiado pela FAPESP, foram publicados na plataforma bioRxiv, em artigo ainda sem revisão por pares.

“Vimos que a interação entre a proteína spike da nova cepa do coronavírus com a mutação N501Y é muito maior do que a apresentada pela primeira linhagem do vírus isolado em Wuhan, na China”, diz à Agência FAPESP Geraldo Aleixo Passos, professor da FMRP e da FORP-USP e coordenador do projeto. Outro autor do estudo, que realizou as análises bionformáticas, é Jadson Santos, que realiza doutorado na FMRP-USP sob orientação de Passos.

Com o surgimento da linhagem B.1.1.7 no Reino Unido, os pesquisadores levantaram a hipótese de que a mutação N501Y presente na proteína spike da nova variante, resultante da substituição de um aminoácido asparagina (N501) por um do tipo tirosina (N501Y), poderia ser um dos fatores responsáveis pela alta contagiosidade da nova linhagem do coronavírus.

Isso porque o N501 já havia sido identificado como um resíduo de aminoácido crucial na afinidade de ligação da proteína spike ao receptor ACE2 humano e, consequentemente, implicado na infectividade do novo coronavírus. Além disso, estudos anteriores também apontaram que a mutação N501Y encontrada na linhagem B.1.1.7 cobre um dos seis resíduos de aminoácidos de contato-chave dentro da proteína spike.

“Existem outras mutações no genoma dessa linhagem que não analisamos. Focamos na N501Y porque ela está implicada na ligação da proteína spike com o ACE2”, explica Passos.

A fim de testar a hipótese de que a alta infectividade da linhagem B.1.1.7 poderia ser devido a mudanças na força de interação entre a proteína spike mutante e o receptor ACE2, foram utilizadas estruturas da proteína spike do SARS-CoV-2 isolado em Wuhan e da linhagem B.1.1.7, depositadas em um banco de dados de proteínas, o Protein Data Bank.

Por meio de um software de domínio público, chamado PyMOL, foi possível visualizar a interação entre o resíduo de aminoácido 501 da proteína spike do SARS-CoV-2 com o resíduo Y41 da proteína ACE2 humana e simular e analisar as interações resultantes da mutação N501Y encontrada na linhagem B.1.1.7 com o receptor celular.

“Esse software permite visualizar imagens dessas estruturas moleculares com uma aproximação de 3.5 angstrom de campo, muito maior do que as imagens geradas até mesmo por um ultramicroscópio”, compara Passos.

Por meio de outro software também de domínio público, chamado PDBePISA, foi possível comparar a interação das proteínas spike da linhagem selvagem do SARS-CoV-2 e da mutante com o receptor ACE2 humano.

Os resultados das análises mostraram que a mutação N501Y na proteína spike da nova variante do coronavírus estabelece maior interação com o receptor ACE2 em comparação com a linhagem selvagem do vírus. As interações foram predominantemente não covalentes – mais fracas –, observaram os pesquisadores.

“A somatória de várias ligações fracas entre a proteína spike mutante da nova variante do coronavírus com o receptor ACE2 humano resulta em interações moleculares mais fortes, que permitem que o vírus entre mais facilmente nas células e deflagre o sistema de replicação”, explica Passos.

O estudo também revelou que a mutação N501Y causa uma alteração no espaçamento entre os resíduos de aminoácidos da proteína spike, permitindo que estabeleça ainda mais interações com o receptor ACE2.

“Juntas, essas mudanças confirmaram a hipótese de que a proteína spike da cepa B.1.1.7 interage mais fortemente com o receptor ACE2”, afirma Passos.

De acordo com o pesquisador, os resultados do estudo feito por meio de simulações computacionais in silico permitirão orientar novos experimentos in vitro, voltados a avaliar em laboratório a infectividade da nova variante do coronavírus em culturas de células humanas.

Evolução surpreendente

Segundo os pesquisadores, a rápida propagação do SARS-CoV-2 entre os humanos está impulsionando sua evolução molecular. Até agora, o vírus acumulou mutações a uma taxa de até dois nucleotídeos por mês, e isolados recentes apresentam pelo menos 20 alterações de nucleotídeos em seus genomas em comparação com a linhagem selvagem, isolada em janeiro de 2020. A maior parte das mutações está localizada na proteína spike.

A linhagem B.1.1.7., detectada no início de setembro e descrita em dezembro de 2020 pelo COVID-19 Genomics UK Consortium, no Reino Unido, e já registrada em outros 17 países, incluindo o Brasil, representa um exemplo, entre vários outros, da rápida evolução molecular do novo coronavírus. Contudo, surpreendeu os cientistas por acumular 17 mutações, das quais oito estão localizadas no gene que codifica a proteína spike na superfície do vírus.

“Essa nova cepa acumula muitas mutações. Se observa um número menor em outras linhagens virais”, compara Passos.

Como a descrição dessa nova variante é recente, ainda não dá para avaliar com maior detalhe o fenótipo, ou seja, se ela é mais ou menos patogênica, explica o pesquisador.
O artigo The high infectivity of SARS-CoV-2 B.1.1.7 is associated with increased interaction force between Spike-ACE2 caused by the viral N501Y mutation (DOI: 10.1101/2020.12.29.424708), de Jadson C. Santos e Geraldo A. Passos, pode ser acessado na plataforma bioRxiv em www.biorxiv.org/content/10.1101/2020.12.29.424708v1.full

Por Elton Alisson | Agência FAPESP – imagem: Jadson Santos/USP

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.