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XXI Encontro Nacional de Profissionais em Pesquisa Clínica SBPPC

Notícias 27-10-2020 Lilian Russo

XXI Encontro Nacional de Profissionais em Pesquisa Clínica SBPPC

No primeiro dia o Encontro Nacional de Profissionais em pesquisa Clínica, o consultor da SBPPC, Gonçalo Vecina deu um show em sua palestra. Dra Greyce Lousana, presidente executiva da SBPPC, falou em nome de toda diretoria.Contamos com a presença do Vereador Paulo Frange que sempre nos recebe na Câmara Municipal de São Paulo e do Dr. Teó...

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Ministério da Saúde abre consulta pública sobre diretrizes para esclerose múltipla

Notícias 27-10-2020 Lilian Russo

Ministério da Saúde abre consulta pública sobre diretrizes para esclerose múltipla

O Ministério da Saúde inicia hoje (27/10) a consulta pública que buscará contribuições para a proposta de atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Esclerose Múltipla, conforme publicado no Diário Oficial da União de 26/10. A consulta ficará aberta pelo prazo de ...

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Anvisa registra novo medicamento para tratamento de AME

Notícias 15-10-2020 Lilian Russo

Anvisa registra novo medicamento para tratamento de AME

Pacientes com atrofia muscular espinhal (AME) contam com mais um medicamento para o tratamento da doença. O produto é o EVRYSDI® (risdiplam), registrado junto à Anvisa pela empresa Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. O registro do novo medicamento está na Resolução (RE) 4.079/2020, publicada no Diário Of...

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Tratamento de depressão grave com campos eletromagnéticos será testado na USP

Notícias 13-10-2020 Lilian Russo

Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) será o primeiro centro de pesquisa da América do Sul a testar os efeitos terapêuticos da magnetoconvulsoterapia, nova técnica de tratamento para a depressão grave que já é estudada em instituições de Dallas e N...

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Estudos apontam novas perspectivas para o uso de ultrassom em oncologia

Notícias 13-10-2020 Lilian Russo

Estudos apontam novas perspectivas para o uso de ultrassom em oncologia

Dois estudos realizados na Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, trazem novos horizontes para o uso de aparelhos de ultrassom. Comuns nos campos da gastroenterologia, cardiologia, obstetrícia e ginecologia, esses equipamentos, que emitem ondas ultrassônicas para diagnóstico em órgãos e tecidos no interior do corpo humano, ...

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Tratamento de depressão grave com campos eletromagnéticos será testado na USP Destaque

terapia eletromagnéticoInstituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) será o primeiro centro de pesquisa da América do Sul a testar os efeitos terapêuticos da magnetoconvulsoterapia, nova técnica de tratamento para a depressão grave que já é estudada em instituições de Dallas e Nova York (Estados Unidos), Toronto (Canadá) e Freiburg (Alemanha). A magnetoconvulsoterapia usa campos eletromagnéticos e é destinada a pacientes que não apresentam uma resposta adequada ao tratamento com medicamentos e outras terapias, apresentando menos efeitos colaterais que o método tradicional, a eletroconvulsoterapia (ECT), feita com corrente elétrica. Os testes com o novo tratamento terão início em março de 2021.
A pesquisa é coordenada pelos pesquisadores André Brunoni e José Gallucci Neto. “O objetivo é comparar a

nova técnica com a ECT, que consiste em tratar a depressão grave, usando corrente elétrica para induzir crises convulsivas”, conta Brunoni. Atualmente, a ECT ainda é o tratamento mais eficaz e de ação rápida para a depressão grave, que é um dos transtornos psiquiátricos mais associados ao suicídio. “Entretanto, essa técnica tem efeitos colaterais, como déficit cognitivo e perda de memória.”

O pesquisador explica que a magnetoconvulsoterapia também induz a crises convulsivas, mas por meio de um campo eletromagnético muito forte. “A ação desse campo leva a uma despolarização do cérebro, o que causa a crise convulsiva”, descreve. O equipamento que produz o campo magnético, semelhante ao aparelho usado para estimulação magnética transcraniana, funciona por meio de duas bobinas magnéticas especiais, em forma de cone. “A vantagem da nova técnica em relação à ECT, é que ela provoca menos efeitos colaterais, como perda de memoria. Ao contrário, a magnetoconvulsoterapia é mais moderna, sem choques elétricos e os pacientes recuperam sua orientação mais rapidamente”, diz o médico, ao ressaltar que é importante reduzir o estigma deste tipo de tratamento.
Brunoni informa que o tratamento será oferecido gratuitamente. “Serão recrutados cem pacientes com depressão grave, refratários ao tratamento com medicamentos”, planeja Brunoni. “Metade deles será submetida à ECT e os outros 50 serão tratados com a nova técnica.” Em breve, numa data a ser definida, serão abertas triagens para pacientes com diagnóstico de depressão grave, que queiram participar do estudo.

Ao todo, os pacientes farão de seis a doze sessões de tratamento. “Ao final das sessões, será verificada qual foi a melhora clínica obtida com cada uma das técnicas quanto à depressão, além dos efeitos cognitivos e na memória”, descreve o pesquisador. O procedimento será realizado por equipe médica treinada e capacitada, em um ambiente seguro, oferecendo conforto ao paciente, que será anestesiado. “Espera-se que a melhora na depressão seja similar, mas com menor perda de memória na magnetoconvulsoterapia.”
O pesquisador aponta que já existem estudos preliminares sobre a eficácia da magnetoconvulsoterapia, com resultados promissores. “A novidade desta pesquisa é a comparação com a ECT, que é o tratamento mais utilizado atualmente em casos de depressão grave”, ressalta. No Canadá, um trabalho com 23 pacientes conseguiu reduzir em 44,4% a intenção de suicídio. Outra pesquisa, na Alemanha, com dez pacientes, mostrou que o tratamento pode diminuir a perda de memória.

Para que a técnica esteja disponível para a população em geral, Brunoni explica que, além da pesquisa comprovar sua eficácia, será necessária a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O equipamento de magnetoconvulsoterapia foi disponibilizado ao IPq para pesquisas por meio de parceria com a empresa dinamarquesa MagVenture. A pesquisa receberá o apoio de um projeto temático da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Por: Júlio Bernardes
Foto: Divulgação / MagVenture
Jornal da USP (Com informações da Assessoria de Imprensa do IPq)

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