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Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica

Notícias 17-02-2020 Lilian Russo

Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica

Participe do  Encontro anual e das demais atividades da Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica SBPPC! Há atividades gratuitas, descontos para grupos, descontos para quem vai participar de mais de uma atividade.(É necessário se inscrever para cada evento do qual você queira participar)

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Novo exame aponta risco de engordar e desenvolver diabetes

Notícias 10-02-2020 Lilian Russo

Novo exame aponta risco de engordar e desenvolver diabetes

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um software que permite identificar, com base na análise de moléculas do plasma sanguíneo, indivíduos com risco aumentado de ganhar peso e desenvolver doenças associadas à obesidade.

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Dia Mundial do Câncer: os principais cânceres no Brasil

Notícias 04-02-2020 Lilian Russo

Dia Mundial do Câncer: os principais cânceres no Brasil

Hoje (04/02) é lembrado o Dia Mundial do Câncer, conforme o calendário da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com dados da organização internacional, a doença é a segunda principal causa de morte no mundo, sendo que em torno das 70% das mortes ocorrem em países de baixa e média renda, c...

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Lançado edital sobre registro de medicamentos similares

Notícias 03-02-2020 Lilian Russo

Lançado edital sobre registro de medicamentos similares

A Anvisa publicou, na quinta-feira (30/1), o Edital de Chamamento 2/2020, destinado ao requerimento de informações sobre medicamentos similares com registro no país, mas que ainda não foram adequados às regras da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 134/2003. A resolução estabelece normas de adequaçã...

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Abertura da “Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica”

Notícias 21-01-2020 Lilian Russo

Abertura da “Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica”

Abertura da “Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica” Data: 16 de março de 2020 Local: Câmara Municipal de São Paulo - Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista Horário: 14h - 18h Para se inscrever clique em inscrições e preencha o formulário. Temas abordad...

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Nova estratégia para tratar o tipo mais agressivo de câncer cerebral é testada na USP

glioblastomaPesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma estratégia para tratar o tipo mais agressivo de câncer cerebral em adultos que combina uma molécula fotoativa e um agente quimioterápico – ambos encapsulados em nanopartículas.
Resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram apresentados no simpósio FAPESP Week France por Antônio Claudio Tedesco, do Centro de Nanotecnologia e Engenharia Tecidual e Fotoprocessos do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP).

O glioblastoma multiforme de grau quatro representa quase 25% dos tumores cerebrais não metastáticos. A nova terapia pode ser usada antes, durante e depois da cirurgia de remoção do tumor, obrigatória nesses casos agressivos. O uso de nanopartículas permite, segundo o pesquisador, liberar os compostos ativos diretamente na região afetada de maneira gradual e sustentada durante alguns meses.

“Quanto menos tecido cerebral for removido, mais segura é a cirurgia, pois cai consideravelmente o risco de comprometimento das funções vitais do paciente”, explicou Tedesco.

Dados de experimentos feitos em culturas de células tumorais foram publicados na revista Molecular Pharmaceutics .

O grupo pretende, em breve, avaliar o efeito do tratamento em animais antes, durante e após a remoção cirúrgica do tumor. A proposta é enriquecer a região afetada com as moléculas fotoativas cerca de duas semanas antes da cirurgia. Durante esse período, simultaneamente, o quimioterápico estará agindo para reduzir a massa tumoral.

Durante a cirurgia, a luz será aplicada para ativar os compostos fotossensíveis. “Nesse momento, com a retirada da calota craniana e do tumor, é possível proteger o tecido sadio com a fototerapia e matar as células doentes que porventura continuam impregnadas no tecido”, disse o pesquisador.

No período pós-cirúrgico, o novo tratamento pode ajudar a evitar a recidiva, pois as nanopartículas são capazes de liberar de forma gradual o quimioterápico diretamente na região do tumor, sem causar problemas colaterais ao paciente debilitado.

“É justamente nesse período que 90% dos pacientes apresentam recidiva e, normalmente, de forma muito agressiva. No entanto, como estão debilitados, não é possível submetê-los à radioterapia ou à quimioterapia convencional. Com o novo método, podemos manter o combate ativo da doença por um mês após a cirurgia”, disse Tedesco.

O tratamento quimioterápico convencional contra o glioblastoma envolve a administração do fármaco temozolomida, de custo elevado e com poucas garantias de eficácia. Entre os efeitos adversos da dose necessária para atravessar a barreira hematoencefálica – que protege o sistema nervoso central – estão danos à medula óssea, onde estão as células-tronco hematopoiéticas responsáveis por gerar as células do sangue e do sistema imunológico.

Tecnologia versátil

Tedesco ressalta que a nanotecnologia e os novos sistemas de veiculação de fármacos com nanopartículas lipídico-proteicas têm permitido que moléculas antes usadas para o tratamento de determinadas patologias possam ser “redesenhadas” e adaptadas a novas funções.

Dessa forma, o mesmo sistema usado para o tratamento do glioblastoma pode atuar no diagnóstico da doença e fornecer informações importantes para a cirurgia de remoção do tumor por meio de um marcador fluorescente.

Atualmente, antes da cirurgia, são usadas imagens de tomografia ou ressonância capazes de detectar a massa tumoral. “O neurologista decide a margem de segurança que deve ser retirada. Com o novo sistema, é possível saber exatamente qual é a massa a ser retirada”, disse.

Os mesmos sistemas carreadores contendo os ativos descritos acima podem ser usados ainda para a marcação e o diagnóstico de tipos menos graves de glioblastoma. “Gostaríamos de fazer a mesma abordagem para identificar os pacientes com tumores de grau dois e três que ainda não têm indicação para uma intervenção cirúrgica. Desse modo, podemos tratar a doença antes que ela evolua”, disse Tedesco.

“Caso a gente tenha de avançar para uma cirurgia, a nossa ideia é que, com a tecnologia de impressão de órgãos em 3D, já disponível no Centro de Nanotecnologia, possamos construir uma prótese com o tamanho exato do tumor a ser retirado. Podemos impregnar esse material com quimioterápico e implantá-lo no paciente para que libere de forma sustentada o composto ativo por semanas ou meses”, disse.

O grupo de Tedesco é um dos pioneiros no Brasil na área de fototerapia dinâmica. Os trabalhos nesse campo iniciaram-se com o tratamento de câncer de pele e avançaram rapidamente para a área da engenharia tecidual e medicina regenerativa de órgãos e tecidos. Entre os estudos já realizados estão um modelo artificial de pele humana – hoje produzido para o tratamento de queimados e de cicatrização.

Existem ainda trabalhos com sistemas carreadores de fármacos altamente específicos que podem ser usados no tratamento de doenças neurodegenerativas, como Parkinson, Alzheimer e epilepsia.

O simpósio FAPESP Week France foi realizado entre os dias 21 e 27 de novembro, graças a uma parceria entre a FAPESP e as universidades de Lyon e de Paris, ambas da França. Leia outras notícias sobre o evento em www.fapesp.br/week2019/france/

Por Maria Fernanda Ziegler, de Paris | Agência FAPESP
(ilustração da nanopartícula lipídico-proteica que contém a molécula fotoativa e o quimioterápico; imagem: Molecular Pharmaceutics)

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