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"Estudos de Bioequivalência X Confinamento de voluntários X Pandemia da Covid-19"

Notícias 22-05-2020 Lilian Russo

Hoje,22 de maio, aconteceu a webinar: "Estudos de Bioequivalência X Confinamento de voluntários X Pandemia da Covid-19" organizada pela SBPPC, que contou com a presença de:- Dr. Alfredo Mansur - Coordenador CEP da USP - Conep- Dr. Claudiosvan M. A. de Souza - Coordenador da CPEC/Anvisa?MS- Dr. Eduardo A. F. fernandes - Coordenador de Equivalência terap...

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Webinar: "Estudos de Bioequivalência X Confinamento de Voluntários X Pandemia da Covid-19"

Notícias 21-05-2020 Lilian Russo

Webinar: "Estudos de Bioequivalência X Confinamento de Voluntários X Pandemia da Covid-19"

Webinar: "Estudos de Bioequivalência X Confinamento de Voluntários X Pandemia da Covid-19"Dia: 22 de maio de 2020Horário: das 10 às 12h.Inscrições e outras informações:www.sbppc.org.br(11) 96731-3726 Evento gratuito.Participe!Você poderá fazer perguntas via chat. Foi criado um Grupo do WatsApp para perguntas; c...

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Hormônios femininos podem ter papel protetor contra coronavírus

Notícias 14-05-2020 Lilian Russo

Hormônios femininos podem ter papel protetor contra coronavírus

Não há um claro predomínio de homens ou mulheres nos indivíduos diagnosticados globalmente com COVID-19. No entanto, a maioria dos que são hospitalizados ou vão a óbito, ou seja, que desenvolvem a doença de forma mais grave, é constituída por homens. Segundo a organização Global Health 50/50, ma...

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Medicamento anticoagulante reduz em 70% a infecção de células pelo novo coronavírus

Notícias 08-05-2020 Lilian Russo

Medicamento anticoagulante reduz em 70% a infecção de células pelo novo coronavírus

Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaboradores europeus revela um possível novo mecanismo de ação do fármaco heparina no tratamento da COVID-19. Além de combater distúrbios de coagulação que podem afetar vasos do pulmão e prejudicar a oxigenação...

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Pesquisadores do Butantan combinam técnicas de biotecnologia para formular vacina contra COVID-19

Notícias 04-05-2020 Lilian Russo

Pesquisadores do Butantan combinam técnicas de biotecnologia para formular vacina contra COVID-19

Pesquisadores do Instituto Butantan vão combinar técnicas inovadoras de biotecnologia para formular uma nova vacina contra COVID-19. O objetivo é induzir no organismo, de modo mais efetivo, diferentes tipos de resposta imune contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2). A nova estratégia é inspirada em um mecanismo usado por certas bact&eacu...

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Descoberta abre caminho para barrar transmissão da malária no Brasil Destaque

malaria2As bactérias que formam a microbiota intestinal influenciam processos importantes do organismo humano, como digestão, absorção de nutrientes e defesa contra patógenos. O mesmo tipo de relação está presente na maioria dos animais, inclusive no mosquito Anopheles darlingi, principal vetor da malária no Brasil.

No caso desse inseto, a composição da microbiota intestinal parece determinar a suscetibilidade à infecção pelo Plasmodium vivax – espécie responsável por 90% dos casos de malária no Brasil. Ou seja, quando o mosquito pica um humano doente, ocorre uma interação entre o parasita e as bactérias intestinais do inseto que é crucial para a continuação do ciclo de transmissão da doença.

Esta é a conclusão de um estudo conduzido na Universidade Estadual Paulista (Unesp) que será apresentado nesta sexta-feira (22/11) em Lyon, na França, durante o simpósio FAPESP Week France. Segundo os pesquisadores responsáveis, a descoberta permite pensar em estratégias para bloquear a transmissão da malária no vetor.

“Descobrimos que, no intestino do Anopheles, a carga parasitária tem influência na composição da microbiota e vice-versa. Após investigar a relação parasita-bactéria mais a fundo, integrando dados da composição da microbiota a análises genéticas referentes à imunidade do mosquito, pretendemos realizar estudos de silenciamento de genes. O objetivo é desenvolver mosquitos imunes ao Plasmodium vivax, ou seja, que não se infectam e, consequentemente, não transmitem o parasita para os humanos”, disse Jayme Augusto de Souza-Neto, professor do Departamento de Bioprocessos e Biotecnologia da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp de Botucatu e coordenador do projeto apoiado pela FAPESP.
Sistema imune é a chave

Trata-se do primeiro estudo a analisar de forma integrada o transcriptoma (o conjunto de genes expressos) e a microbiologia do Anopheles darlingi infectado pelo Plasmodium vivax.

Um trabalho anterior, realizado por outro grupo de cientistas com mosquitos Anopheles gambiae infectados por protozoários da espécie Plasmodium falciparum, havia demonstrado que a microbiota influencia o desenvolvimento do parasita dentro do mosquito. Ao comparar insetos com e sem bactérias no intestino, constatou-se, na época, que a microbiota como um todo interfere no desenvolvimento do protozoário. Descobriu-se que, quando não há bactérias (quando elas são eliminadas com antibióticos, por exemplo), o Plasmodium tende a se desenvolver com mais facilidade no organismo do inseto vetor.

O trabalho realizado na Unesp avança ao demonstrar que não só a presença de bactérias no intestino, mas, sobretudo, a composição dessa microbiota parecem ser determinantes na intensidade da infecção.

“Nos grupos de mosquitos com baixa infecção de parasita, observamos também uma baixa quantidade de bactérias e uma resposta imunológica alta. Já nos grupos com alta infecção de parasitas, houve uma alta quantidade de bactérias e uma resposta imunológica baixa”, contou Souza-Neto.

Os pesquisadores também compararam as respostas transcricionais (o perfil de expressão dos genes), a carga e a composição da microbiota intestinal dos mosquitos. “Existe diferença na composição da microbiota entre os grupos de insetos com alta e baixa carga parasitária. Provavelmente, isso tem relação com a resposta imunológica, que também é diferente nesses dois grupos”, disse.

A microbiota dos mosquitos estudados era composta basicamente por cepas variadas de duas famílias de bactérias: as Enterobacteriales e as Flavobacteriales. “Existe uma dinâmica. Quando aumenta a carga parasitária, algumas bactérias específicas se tornam mais abundantes e outras menos. Parece que elas atuam nesse processo de maneira bem coordenada”, contou o pesquisador.

De acordo com Souza-Neto, como a resposta imune é compartilhada entre bactérias e parasita, a defesa contra o parasita também atinge as bactérias e vice-versa. “Ao observar essa interação bactéria-parasita percebemos que, de modo geral, as cargas bacteriana e parasitária seguem exatamente a mesma tendência. A explicação parece estar relacionada ao perfil de expressão dos genes ligados ao sistema imune do mosquito”, disse.

“O transcriptoma estava associado ao sistema complemento [proteínas que fazem parte do sistema imunológico dos invertebrados] do mosquito. Estudos anteriores já relacionaram a resposta contra o parasita com o sistema complemento. Nosso interesse é encontrar genes que, quando superexpressos, tornem o mosquito refratário à infecção pelo protozoário, de modo que ele não possa também transmitir o parasita para os humanos”, disse.

Outra possível explicação estaria na resposta da microbiota ao parasita. “As bactérias produzem proteínas, metabólitos ou moléculas com ação antiparasitária. É possível que espécies reativas de oxigênio, como o peróxido de hidrogênio, por exemplo, ajudem a matar o Plasmodium e que essa ação direta ocorra de modo independente e simultâneo ao sistema imune do mosquito”, disse.

A descoberta possibilita, no futuro, desenvolver estratégias de modificação de população, como, por exemplo, liberar na natureza mosquitos transgênicos imunes ao parasita da malária. A abordagem é diferente da supressão populacional, tentada recentemente no combate à dengue, que consiste em liberar machos estéreis da espécie Aedes aegypti.

“Essa estratégia seria interessante principalmente para o Brasil, onde o Anopheles darlingi é o principal vetor da malária, mas também para outros países da América do Sul”, disse Souza-Neto.

O simpósio FAPESP Week France acontece entre os dias 21 e 27 de novembro, graças a uma parceria entre a FAPESP e as universidades de Lyon e de Paris, ambas da França. Leia outras notícias sobre o evento em www.fapesp.br/week2019/france/.

Por Maria Fernanda Ziegler, de Lyon | Agência FAPESP

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