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Reunião Focep - 30 de outubro

Notícias 14-10-2019 Lilian Russo

Reunião Focep - 30 de outubro

Lembramos que no dia 30 de outubro, quarta-feira, temos nossa reunião aberta a todos os interessados, na Câmara Municipal de São Paulo, das 9:30 às 12h. O tema será: "Metodologia Científica".Esperamos por todos vocês para trocarmos ideias, receber sugestões e enriquecermos nosso debate. #focep #cep

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Próxima reunião FOCEP´- 30 de outubro

Notícias 26-09-2019 Lilian Russo

Próxima reunião FOCEP´- 30 de outubro

No dia 30 de outubro acontece mais uma reunião do Focep. O tema será: Metodologia Científica. Horário: das 9:30 às 12h Local: Câmara Municipal de São Paulo- Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista, São Paulo - SP Evento gratuito. Esperamos por você Comissão Executiva FOCEP contato@focep.net.br

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Agradecimento - reunião de 25 de setembro

Notícias 25-09-2019 Lilian Russo

Agradecimento - reunião de 25 de setembro

Agradecemos a todos que participaram de nosso reunião de hoje. Nosso agradecimento especial ao Gabinete do Vereador Paulo Frange que sempre nos recebe de portas abertas.

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Lembrete - reunião Focep

Notícias 24-09-2019 Lilian Russo

Amanhã, 25 de setembro, teremos o CURSO INTERCEPs, na Sala Luiz Tenorio de Lima – sala C . O tema será: acompanhamento de projetos. Horário: das 9:30 às 12h Local: Câmara Municipal de São Paulo- Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista, São Paulo - SP Quem não puder comparecer, poderá acompanhar a reunião pelo link: http://www.saopaulo.sp.leg.br/transparencia/auditorios-onli...

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Reestruturação da GGMED

Notícias 18-09-2019 Lilian Russo

Foi publicado no Diário Oficial da União de 16/09/2019 a Resolução RDC nº 303 de 13/09/2019, que aprova o novo Regimento Interno da Anvisa. O novo Regimento Interno contemplou a reestruturação da Gerência Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos - GGMED, que teve como objetivo a racionalização do fluxo das atividades das áreas e a distribuição de atribuições e cargos. Ao ...

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Pesquisadores desvendam mecanismo por trás da alergia a anestésicos

anestesicoA anestesia é um procedimento extremamente comum e necessário na área médica. Há o risco, porém, de uma complicação crítica: a anafilaxia. Trata-se de uma reação alérgica que ocorre minutos após a aplicação de medicamentos ou até horas depois. Caso se agrave, pode ser fatal. Em estudos laboratoriais, pesquisadores franceses identificaram mecanismos relacionados ao problema. As descobertas, publicadas na última edição da revista Science Translational Medicine, podem ajudar no desenvolvimento de novas medidas para garantir a segurança

e a tranquilidade nas salas cirúrgicas.
Os autores do estudo contam que um grupo de cientistas, também franceses, publicou, em 2011, uma pesquisa mostrando como a anafilaxia está relacionada a respostas imunes desencadeadas pelo anticorpo IgE. Mais recentemente, os investigadores observaram que essa resposta não aparece em até 20% dos pacientes anafiláticos. “As descobertas nos levaram a supor que outro mecanismo poderia existir nesses indivíduos”, relata ao Correio Sylvie Chollet-Martin, pesquisadora da Université Paris-Sud.

Ela e colegas analisaram amostras de plasma de 86 pacientes que tiveram anafilaxia em resposta a um dos três agentes bloqueadores neuromusculares (NMBAs) usados comumente durante a anestesia geral e de 86 indivíduos que não enfrentaram a complicação. Os cientistas notaram que os pacientes com reações anafiláticas graves registraram concentrações mais altas de outro anticorpo, o IgG, além de marcadores de ativação de neutrófilos — moléculas pertencentes ao sistema imune.

Para os pesquisadores, esses dados podem ajudar no melhor entendimento da reação anafilática. “Acreditamos que essas informações podem, pelo menos em parte, fechar a lacuna para o diagnóstico etiológico dessa alergia”, frisa Sylvie Chollet-Martin. “Os doentes com um mecanismo isolado de anafilaxia mediada por IgG foram, anteriormente, considerados como não alérgicos. Com essa classificação, eles podiam ser reinjetados com a mesma molécula e, dessa forma, experimentar um choque grave”, alerta.

Combinação de drogas
Rogério Ribeiro, anestesiologista do Hospital Anchieta, em Brasília, explica que, durante um procedimento anestésico, grande quantidade de medicamentos é administrada no paciente, sendo que muitos não são exatamente anestésicos. “Entre os anestésicos utilizados destacamos os locais, usados na raquianestesia, por exemplo; os hipnóticos, que fazem o paciente perder a consciência; e os analgésicos potentes, que impedem a pessoa de sentir dor durante a cirurgia. Porém, várias outras substâncias de uso comum na medicina também são utilizadas durante um procedimento anestésico, como antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos e bloqueadores neuromusculares”, lista.

Segundo o especialista brasileiro, os casos de anafilaxia durante o período cirúrgico não são comuns. “Mas quando ocorrem, se dão principalmente devido aos bloqueadores neuromusculares, ao látex, composto presente em materiais usados na cirurgia, como as luvas, e aos antibióticos”, diz.

O uso de tantas substâncias dificulta a identificação da causa da anafilaxia. Por isso, de acordo com Rogério Ribeiro, os dados obtidos pelos cientistas franceses são muito importantes para a área médica. “Vale ressaltar que os principais bloqueadores neuromusculares foram testados. Até então, acreditava-se que a exposição prévia poderia ser um dos principais fatores para desencadear reações alérgicas graves. Esse trabalho vem sugerir que outras vias podem estar envolvidas, como a participação de outras células, os neutrófilos. Com isso, testes poderão ser desenvolvidos para diminuir a incidência da anafilaxia quando forem utilizados bloqueadores neuromusculares”, cogita.
Mais segurança
A descoberta de novos mecanismos que desencadeiam a anafilaxia abre a oportunidade de desenvolvimento de abordagens que deixem os procedimentos médicos mais seguros. “Pensamos que a quantificação de anticorpos específicos pode ajudar a melhor diagnosticar a etiologia das anafilaxias na sala operatória e, assim, criar métodos mais específicos e seguros durante esse procedimento anestésico”, declara Sylvie Chollet-Martin.

Ela e os colegas pretendem dar continuidade ao estudo porque apostam que outros fatores relacionados à reação alérgica ainda precisam ser decifrados. “O próximo passo é entender melhor esses mecanismos imunológicos, explorar os outros atores potenciais durante a anafilaxia em humanos e também em camundongos. Pensamos que existem vários tipos de anafilaxia, e precisamos classificá-los”, adianta a cientista.

O anestesiologista Rogério Ribeiro também acredita que mais estudos sobre o tema são necessários. “É uma pesquisa de grande relevância para a comunidade científica, que trouxe novos conceitos e revelações. Essa descoberta poderá contribuir enormemente no desenvolvimento de testes a serem feitos em pacientes para diminuir a incidência desse evento grave. No entanto, obviamente, mais observações e pesquisas serão necessárias para colocar os futuros testes em prática”, opina.
Por Vilhena Soares
Correio Braziliense

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