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Descoberto componente bioquímico responsável por queda da pressão arterial na sepse

Notícias 16-04-2019 Lilian Russo

Descoberto componente bioquímico responsável por queda da pressão arterial na sepse

Estudo realizado por um grupo internacional de pesquisadores provocou uma reviravolta no entendimento sobre doenças inflamatórias potencialmente fatais como, por exemplo, a sepse. O trabalho apontou um agente bioquímico possivelmente envolvido na rápida diminuição da pressão arterial que ocorre no estágio avançado d...

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Próxima reunião FOCEP

Notícias 12-04-2019 Lilian Russo

A próxima reunião do FOCEP e da Ação Interceps será no dia 24 de abril, na Câmara Municipal de São Paulo. (Viaduto Jacareí, 100.) O tem central será: “Notas Técnicas: o que são, como se faz e quem pode fazer” Esperamos por você! Horário: das 9:30 às 12h Evento gratuit...

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Pela 1ª vez, cientistas obtêm conjunto de informações genéticas sobre a ELA

Notícias 05-04-2019 Lilian Russo

Pela 1ª vez, cientistas obtêm conjunto de informações genéticas sobre a ELA

Há quase 200 anos, o anatomista escocês Charles Bell descreveu pela primeira vez uma doença que causava rigidez, espasmos e diminuição dos músculos, piorando rapidamente, até o paciente não conseguir mais falar, engolir ou respirar. No fim da década de 1930, esses sintomas atingiram o famoso jogador de beisebol Lou G...

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Anvisa tem novo modelo regulatório

Notícias 02-04-2019 Lilian Russo

Anvisa tem novo modelo regulatório

Entrou em vigor, nesta segunda-feira (1/4), o novo modelo regulatório da Anvisa, que tem o objetivo de melhorar e qualificar as normas sanitárias do país. A medida muda a forma de tratar a construção e revisão de atos

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Descobertas mutações responsáveis por tipo raro de linfoma

Notícias 01-04-2019 Lilian Russo

Descobertas mutações responsáveis por tipo raro de linfoma

Um grupo internacional de pesquisadores, com participação brasileira, identificou duas mutações genéticas aparentemente responsáveis por 60% dos casos de um raro tipo de linfoma, conhecido como SPTCL (linfoma das células T subcutâneo similar à paniculite, na sigla em inglês).

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Cientistas comprovam relação entre noite maldormida e desconforto físico

sono2É normal ouvir de pessoas que passam uma noite em claro reclamações de cansaço e desconforto físico no dia seguinte. Essa ligação entre danos no sono e dores é conhecida, porém existem poucas evidências científicas que comprovem essa relação. Para entender melhor essa interligação entre os dois problemas, cientistas americanos realizaram dois experimentos com voluntários. Como resultado, eles constataram que,

após um período de privação de sono, a atividade cerebral aumenta nas regiões sensíveis à dor, enquanto a atividade é reduzida em áreas responsáveis por modular a percepção dos estímulos dolorosos. As descobertas foram publicadas na revista especializada Journal of Neuroscience.

Estudos anteriores, feitos pelos autores da pesquisa e também por outros cientistas, ajudaram a revelar que o sono desempenha um papel central no bom funcionamento do cérebro, inclusive no aprendizado, na memória e na emoção. No entanto, segundo os investigadores, o que era cada vez mais óbvio é que o sono não é importante apenas para o cérebro, e sim para todo o corpo. “Isso foi o que inicialmente nos atraiu, como cientistas, a estudar a dor, um processo complexo que envolve tanto o cérebro como o corpo, e o sono está intimamente ligado a ele. Qualquer pessoa com dor lombar crônica ou persistente sabe que, quando se machucam, não dormem bem. E quando não dormem bem, se machucam mais no dia seguinte”, disse ao Correio Adam Krause, um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. “A dor, então, representa esse nexo fascinante de cérebro, corpo e sono”, complementou.

Em dois trabalhos, um realizado em laboratório e outro on-line, Krause e sua equipe observaram como o cérebro processa a dor de forma diferente quando os indivíduos são privados de sono. Na primeira pesquisa, os pesquisadores mantiveram adultos jovens saudáveis acordados durante a noite no laboratório. Eles observaram durante uma tarefa de sensibilidade o aumento da atividade no córtex somatossensorial primário, relacionado à sensação de dor, e funcionamento reduzido em regiões do corpo estriado e do córtex insular, regiões neurais responsáveis por modular a percepção dos estímulos dolorosos.

Já no segundo estudo, os participantes revelaram aumento de dor durante o dia, depois de relatarem um sono de má qualidade na noite anterior. Os pesquisadores destacaram que as descobertas reforçam a relação entre dormir mal e sentir dor. “Estudos futuros ainda precisarão examinar mais profundamente a qualidade química e elétrica do sono, a fim de identificar exatamente quais aspectos protegem mais as pessoas da dor elevada, mas esses dados já nos ajudarão a construir recomendações específicas de sono para a dor”, detalhou Adam Krause. “Além disso, a dor crônica e persistente é a que representa as piores condições. Por isso, mais trabalho será feito para entender o papel da interrupção do sono nessa categoria”, ressaltou o cientista.

Rafael Vinhal, médico do sono e psiquiatra, destaca que a pesquisa americana mostra dados importantes, que reforçam uma ligação já conhecida na área médica. “Já temos vários estudos relacionando o sono e a dor, mostrando até uma interligação com a fibromialgia, uma doença que se caracteriza por dores físicas fortes. Nesse estudo, temos esses exames de imagens, que revelam mais detalhes importantes que nos ajudam a entender de maneira mais profunda essa combinação”, detalhou o especialista brasileiro. “Com esses dados, conseguimos observar de forma mais clara essa relação e isso pode facilitar no combate dos dois problemas”, complementou o médico.
Os pesquisadores acreditam que melhorar a qualidade do sono pode gerar consequências boas no organismo. “Como a maioria de nós é cronicamente insatisfeita, dar tempo para um ‘sono suficiente’ pode ter impacto positivo não apenas para a dor, mas para um amplo conjunto de condições de saúde”, frisou Krause. O autor do estudo ressaltou que a dor crônica representa uma das condições de saúde mais onerosas e debilitantes, e novas pesquisas elucidarão o papel do sono interrompido na transição de uma lesão aguda para dor crônica ou persistente. “É uma das nossas esperanças que, ao tratar o sono, isso pode ser uma maneira de parar o desenvolvimento ou reduzir o peso da dor crônica”, afirmou.

Outra expectativa da equipe de pesquisa é usar os dados vistos no trabalho científico para melhorar a qualidade de vida de pessoas internadas em hospitais. “O lugar onde as pessoas estão mais doloridas é o mesmo lugar onde elas dormem mais, o ambiente hospitalar. Acreditamos que as descobertas em nosso estudo devam encorajar novas práticas em ambientes de tratamento de pacientes internados. Por exemplo, desligar as luzes à noite, permitindo que o paciente durma ininterruptamente, em vez de acordá-lo repetidamente para testes não cruciais, seriam algumas medidas benéficas”, frisou Krause.

Para Vinhal, mais dados podem ajudar a refinar tratamentos de combate a dor. “Esses especialistas ressaltam como é importante observar a qualidade do sono em hospitais, o que eu concordo. Além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, outro ponto de ganho está relacionado à economia. O sistema público de saúde gasta bastante com analgésicos. Se for possível reduzir esse consumo, será bastante positivo”, ressaltou o médico. “Acredito também que mais pesquisas podem ajudar a entender melhor essa relação e, dessa forma, a maneira de combater essas dores por meio da observação da qualidade do sono pode ter mais eficácia no futuro”, complementou o brasileiro.

Palavra de especialista
Cuidados necessários
“Uma noite maldormida pode atrapalhar os ciclos do sono, principalmente o segundo, no qual temos a reparação. Se durante o dia você sofre inflamações, é nessa etapa que ocorre o reparo residual, uma recuperação diária e extremamente necessária. Mesmo que existam dicas gerais a respeito de como dormir, elas não servem para todos, pois o ideal é saber como a pessoa se sente confortável e, a partir daí, criar estratégias para que ela consiga uma boa noite. Por exemplo, quem dorme de bruços, não pode usar nada, nem travesseiros. Já para quem dorme de lado, se indica um travesseiro no meio das pernas. Tudo isso para se ter um melhor alinhamento. Outro ponto importante é o tipo de colchão escolhido. Depende muito das características físicas da pessoa. Por isso, caso a pessoa tenha dores que a incomodem, é importante buscar também um especialista para que ele possa dar as melhores indicações.”
Carlos Magno, osteopata da clínica Ibphysical, em Brasília

Por Vilhena Soares
Correio Braziliense

(imagem: Valdo Virgo/CB/D.A Press)

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