Bem-vindos ao site do Focep!


 

Prev Next Page:

Cientistas da UFRJ criam minicérebros em laboratório

Notícias 22-02-2019 Lilian Russo

Cientistas da UFRJ criam minicérebros em laboratório

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto D'Or de Pesquisa criaram, pela primeira vez na América Latina, minicérebros com olhos em laboratório. E não é só. Provavelmente eles podem "enxergar" - um avanço e tanto que pode ampliar a compreensão sobre diversas doenças, acelerar as pesqu...

Read more

Em fase de testes, imunoterapia reduz tumor de mama triplo-negativo em 33%

Notícias 21-02-2019 Lilian Russo

Em fase de testes, imunoterapia reduz tumor de mama triplo-negativo em 33%

Um dos mais desafiadores diagnósticos de câncer de mama é o triplo-negativo metastático, que tem baixa taxa de resposta aos tratamentos disponíveis. Há duas décadas que não há avanços nas terapias, mas um estudo publicado no The New England Journal of Medicine sugere que esse quadro pode mudar em breve. Pesqui...

Read more

Tempo de acesso gratuito a medicamento pós-pesquisas clínicas provoca polêmica entre especialistas

Notícias 18-02-2019 Lilian Russo

Tempo de acesso gratuito a medicamento pós-pesquisas clínicas provoca polêmica entre especialistas

O Projeto de Lei 7082/17, de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), que dispõe sobre princípios, diretrizes e regras para a condução de pesquisas clínicas em seres humanos por instituições públicas ou privadas, foi criticado duramente pelo médico Jorge Alves Venâncio, coordenador da Comissão Nac...

Read more

Curiosidades que fazem o efeito placebo importante para pesquisas

Notícias 15-02-2019 Lilian Russo

Curiosidades que fazem o efeito placebo importante para pesquisas

Quem nunca tomou uma água com açúcar para se acalmar? Essa crença popular já fez muita gente de fato ficar mais calma ao tomar o mais antigo placebo de que se tem notícia. A observação é da cirurgiã-dentista Lais Valencise Magri, funcionária da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) d...

Read more

Abertura da Semana Municipal de Pesquisa Clínica e a primeira reunião do Focep

Notícias 13-02-2019 Lilian Russo

No dia 11 de março de 2019, acontece a Abertura da Semana Municipal de Pesquisa Clínica e a primeira reunião do Focep, na Câmara Municipal de São Paulo. O tema central é: " Processos regulatórios da Pesquisa Clínica: pontos críticos, avanços e desafios futuros". As inscrições já est&atil...

Read more

Cientistas comprovam relação entre noite maldormida e desconforto físico

sono2É normal ouvir de pessoas que passam uma noite em claro reclamações de cansaço e desconforto físico no dia seguinte. Essa ligação entre danos no sono e dores é conhecida, porém existem poucas evidências científicas que comprovem essa relação. Para entender melhor essa interligação entre os dois problemas, cientistas americanos realizaram dois experimentos com voluntários. Como resultado, eles constataram que,

após um período de privação de sono, a atividade cerebral aumenta nas regiões sensíveis à dor, enquanto a atividade é reduzida em áreas responsáveis por modular a percepção dos estímulos dolorosos. As descobertas foram publicadas na revista especializada Journal of Neuroscience.

Estudos anteriores, feitos pelos autores da pesquisa e também por outros cientistas, ajudaram a revelar que o sono desempenha um papel central no bom funcionamento do cérebro, inclusive no aprendizado, na memória e na emoção. No entanto, segundo os investigadores, o que era cada vez mais óbvio é que o sono não é importante apenas para o cérebro, e sim para todo o corpo. “Isso foi o que inicialmente nos atraiu, como cientistas, a estudar a dor, um processo complexo que envolve tanto o cérebro como o corpo, e o sono está intimamente ligado a ele. Qualquer pessoa com dor lombar crônica ou persistente sabe que, quando se machucam, não dormem bem. E quando não dormem bem, se machucam mais no dia seguinte”, disse ao Correio Adam Krause, um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. “A dor, então, representa esse nexo fascinante de cérebro, corpo e sono”, complementou.

Em dois trabalhos, um realizado em laboratório e outro on-line, Krause e sua equipe observaram como o cérebro processa a dor de forma diferente quando os indivíduos são privados de sono. Na primeira pesquisa, os pesquisadores mantiveram adultos jovens saudáveis acordados durante a noite no laboratório. Eles observaram durante uma tarefa de sensibilidade o aumento da atividade no córtex somatossensorial primário, relacionado à sensação de dor, e funcionamento reduzido em regiões do corpo estriado e do córtex insular, regiões neurais responsáveis por modular a percepção dos estímulos dolorosos.

Já no segundo estudo, os participantes revelaram aumento de dor durante o dia, depois de relatarem um sono de má qualidade na noite anterior. Os pesquisadores destacaram que as descobertas reforçam a relação entre dormir mal e sentir dor. “Estudos futuros ainda precisarão examinar mais profundamente a qualidade química e elétrica do sono, a fim de identificar exatamente quais aspectos protegem mais as pessoas da dor elevada, mas esses dados já nos ajudarão a construir recomendações específicas de sono para a dor”, detalhou Adam Krause. “Além disso, a dor crônica e persistente é a que representa as piores condições. Por isso, mais trabalho será feito para entender o papel da interrupção do sono nessa categoria”, ressaltou o cientista.

Rafael Vinhal, médico do sono e psiquiatra, destaca que a pesquisa americana mostra dados importantes, que reforçam uma ligação já conhecida na área médica. “Já temos vários estudos relacionando o sono e a dor, mostrando até uma interligação com a fibromialgia, uma doença que se caracteriza por dores físicas fortes. Nesse estudo, temos esses exames de imagens, que revelam mais detalhes importantes que nos ajudam a entender de maneira mais profunda essa combinação”, detalhou o especialista brasileiro. “Com esses dados, conseguimos observar de forma mais clara essa relação e isso pode facilitar no combate dos dois problemas”, complementou o médico.
Os pesquisadores acreditam que melhorar a qualidade do sono pode gerar consequências boas no organismo. “Como a maioria de nós é cronicamente insatisfeita, dar tempo para um ‘sono suficiente’ pode ter impacto positivo não apenas para a dor, mas para um amplo conjunto de condições de saúde”, frisou Krause. O autor do estudo ressaltou que a dor crônica representa uma das condições de saúde mais onerosas e debilitantes, e novas pesquisas elucidarão o papel do sono interrompido na transição de uma lesão aguda para dor crônica ou persistente. “É uma das nossas esperanças que, ao tratar o sono, isso pode ser uma maneira de parar o desenvolvimento ou reduzir o peso da dor crônica”, afirmou.

Outra expectativa da equipe de pesquisa é usar os dados vistos no trabalho científico para melhorar a qualidade de vida de pessoas internadas em hospitais. “O lugar onde as pessoas estão mais doloridas é o mesmo lugar onde elas dormem mais, o ambiente hospitalar. Acreditamos que as descobertas em nosso estudo devam encorajar novas práticas em ambientes de tratamento de pacientes internados. Por exemplo, desligar as luzes à noite, permitindo que o paciente durma ininterruptamente, em vez de acordá-lo repetidamente para testes não cruciais, seriam algumas medidas benéficas”, frisou Krause.

Para Vinhal, mais dados podem ajudar a refinar tratamentos de combate a dor. “Esses especialistas ressaltam como é importante observar a qualidade do sono em hospitais, o que eu concordo. Além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, outro ponto de ganho está relacionado à economia. O sistema público de saúde gasta bastante com analgésicos. Se for possível reduzir esse consumo, será bastante positivo”, ressaltou o médico. “Acredito também que mais pesquisas podem ajudar a entender melhor essa relação e, dessa forma, a maneira de combater essas dores por meio da observação da qualidade do sono pode ter mais eficácia no futuro”, complementou o brasileiro.

Palavra de especialista
Cuidados necessários
“Uma noite maldormida pode atrapalhar os ciclos do sono, principalmente o segundo, no qual temos a reparação. Se durante o dia você sofre inflamações, é nessa etapa que ocorre o reparo residual, uma recuperação diária e extremamente necessária. Mesmo que existam dicas gerais a respeito de como dormir, elas não servem para todos, pois o ideal é saber como a pessoa se sente confortável e, a partir daí, criar estratégias para que ela consiga uma boa noite. Por exemplo, quem dorme de bruços, não pode usar nada, nem travesseiros. Já para quem dorme de lado, se indica um travesseiro no meio das pernas. Tudo isso para se ter um melhor alinhamento. Outro ponto importante é o tipo de colchão escolhido. Depende muito das características físicas da pessoa. Por isso, caso a pessoa tenha dores que a incomodem, é importante buscar também um especialista para que ele possa dar as melhores indicações.”
Carlos Magno, osteopata da clínica Ibphysical, em Brasília

Por Vilhena Soares
Correio Braziliense

(imagem: Valdo Virgo/CB/D.A Press)

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.