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Vírus do HIV é eliminado do genoma de animais vivos em pesquisa nos EUA

Notícias 04-07-2019 Lilian Russo

Vírus do HIV é eliminado do genoma de animais vivos em pesquisa nos EUA

Cientistas das universidades de Temple e Nebraska, nos Estados Unidos, eliminaram pela primeira vez o vírus responsável pela Aids do genoma de animais vivos. A pesquisa que conseguiu realizar o experimento foi divulgada na terça-feira (2) em artigo na revista “Nature Communications”.

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Cientistas descobrem composto químico letal para a bactéria da tuberculose

Notícias 03-07-2019 Lilian Russo

Cientistas descobrem composto químico letal para a bactéria da tuberculose

Um estudo do Instituto de Medicina Social e Preventiva na Universidade de Berna, na Suíça, mostra que a alta taxa de mortalidade em decorrência da tuberculose está ligada a falhas na realização de exames diagnósticos. Segundo os autores, casos da doença resistente a antibióticos não são detectáve...

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'Há um grande esforço para fazer pesquisa clínica no Brasil

Notícias 18-06-2019 Lilian Russo

'Há um grande esforço para fazer pesquisa clínica no Brasil

Uma das áreas mais afetadas pelos anunciados cortes orçamentários do governo federal, a pesquisa científica abrange desde novas tecnologias para aumentar a segurança em barragens até o desenvolvimento de medicamentos para combater epidemias. Este último segmento, o de pesquisa clínica, é responsável pela desc...

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Nova técnica de edição genética evita mutações involuntárias

Notícias 13-06-2019 Lilian Russo

Nova técnica de edição genética evita mutações involuntárias

Pesquisadores anunciaram ontem, quarta-feira, que encontraram uma nova técnica de edição genética que não "corta" o DNA, o que evita o aparecimento de mutações indesejadas no genoma, um problema dos métodos utilizados até agora.Esta nova tecnologia "funciona mais como um cola molecular que como tesouras moleculares"...

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Agradecimento - Reunião de 10 de junho

Notícias 10-06-2019 Lilian Russo

Agradecimento - Reunião de 10 de junho

Agradecemos a todos que nos acompanharam na reunião de hoje do FOCEP e a todos que enviaram suas dúvidas. A próxima reunião será no dia 31 de julho - CURSO INTERCEPs - FOCEP Sala Luiz Tenorio de Lima – sala C

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Cientistas comprovam relação entre noite maldormida e desconforto físico

sono2É normal ouvir de pessoas que passam uma noite em claro reclamações de cansaço e desconforto físico no dia seguinte. Essa ligação entre danos no sono e dores é conhecida, porém existem poucas evidências científicas que comprovem essa relação. Para entender melhor essa interligação entre os dois problemas, cientistas americanos realizaram dois experimentos com voluntários. Como resultado, eles constataram que,

após um período de privação de sono, a atividade cerebral aumenta nas regiões sensíveis à dor, enquanto a atividade é reduzida em áreas responsáveis por modular a percepção dos estímulos dolorosos. As descobertas foram publicadas na revista especializada Journal of Neuroscience.

Estudos anteriores, feitos pelos autores da pesquisa e também por outros cientistas, ajudaram a revelar que o sono desempenha um papel central no bom funcionamento do cérebro, inclusive no aprendizado, na memória e na emoção. No entanto, segundo os investigadores, o que era cada vez mais óbvio é que o sono não é importante apenas para o cérebro, e sim para todo o corpo. “Isso foi o que inicialmente nos atraiu, como cientistas, a estudar a dor, um processo complexo que envolve tanto o cérebro como o corpo, e o sono está intimamente ligado a ele. Qualquer pessoa com dor lombar crônica ou persistente sabe que, quando se machucam, não dormem bem. E quando não dormem bem, se machucam mais no dia seguinte”, disse ao Correio Adam Krause, um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. “A dor, então, representa esse nexo fascinante de cérebro, corpo e sono”, complementou.

Em dois trabalhos, um realizado em laboratório e outro on-line, Krause e sua equipe observaram como o cérebro processa a dor de forma diferente quando os indivíduos são privados de sono. Na primeira pesquisa, os pesquisadores mantiveram adultos jovens saudáveis acordados durante a noite no laboratório. Eles observaram durante uma tarefa de sensibilidade o aumento da atividade no córtex somatossensorial primário, relacionado à sensação de dor, e funcionamento reduzido em regiões do corpo estriado e do córtex insular, regiões neurais responsáveis por modular a percepção dos estímulos dolorosos.

Já no segundo estudo, os participantes revelaram aumento de dor durante o dia, depois de relatarem um sono de má qualidade na noite anterior. Os pesquisadores destacaram que as descobertas reforçam a relação entre dormir mal e sentir dor. “Estudos futuros ainda precisarão examinar mais profundamente a qualidade química e elétrica do sono, a fim de identificar exatamente quais aspectos protegem mais as pessoas da dor elevada, mas esses dados já nos ajudarão a construir recomendações específicas de sono para a dor”, detalhou Adam Krause. “Além disso, a dor crônica e persistente é a que representa as piores condições. Por isso, mais trabalho será feito para entender o papel da interrupção do sono nessa categoria”, ressaltou o cientista.

Rafael Vinhal, médico do sono e psiquiatra, destaca que a pesquisa americana mostra dados importantes, que reforçam uma ligação já conhecida na área médica. “Já temos vários estudos relacionando o sono e a dor, mostrando até uma interligação com a fibromialgia, uma doença que se caracteriza por dores físicas fortes. Nesse estudo, temos esses exames de imagens, que revelam mais detalhes importantes que nos ajudam a entender de maneira mais profunda essa combinação”, detalhou o especialista brasileiro. “Com esses dados, conseguimos observar de forma mais clara essa relação e isso pode facilitar no combate dos dois problemas”, complementou o médico.
Os pesquisadores acreditam que melhorar a qualidade do sono pode gerar consequências boas no organismo. “Como a maioria de nós é cronicamente insatisfeita, dar tempo para um ‘sono suficiente’ pode ter impacto positivo não apenas para a dor, mas para um amplo conjunto de condições de saúde”, frisou Krause. O autor do estudo ressaltou que a dor crônica representa uma das condições de saúde mais onerosas e debilitantes, e novas pesquisas elucidarão o papel do sono interrompido na transição de uma lesão aguda para dor crônica ou persistente. “É uma das nossas esperanças que, ao tratar o sono, isso pode ser uma maneira de parar o desenvolvimento ou reduzir o peso da dor crônica”, afirmou.

Outra expectativa da equipe de pesquisa é usar os dados vistos no trabalho científico para melhorar a qualidade de vida de pessoas internadas em hospitais. “O lugar onde as pessoas estão mais doloridas é o mesmo lugar onde elas dormem mais, o ambiente hospitalar. Acreditamos que as descobertas em nosso estudo devam encorajar novas práticas em ambientes de tratamento de pacientes internados. Por exemplo, desligar as luzes à noite, permitindo que o paciente durma ininterruptamente, em vez de acordá-lo repetidamente para testes não cruciais, seriam algumas medidas benéficas”, frisou Krause.

Para Vinhal, mais dados podem ajudar a refinar tratamentos de combate a dor. “Esses especialistas ressaltam como é importante observar a qualidade do sono em hospitais, o que eu concordo. Além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, outro ponto de ganho está relacionado à economia. O sistema público de saúde gasta bastante com analgésicos. Se for possível reduzir esse consumo, será bastante positivo”, ressaltou o médico. “Acredito também que mais pesquisas podem ajudar a entender melhor essa relação e, dessa forma, a maneira de combater essas dores por meio da observação da qualidade do sono pode ter mais eficácia no futuro”, complementou o brasileiro.

Palavra de especialista
Cuidados necessários
“Uma noite maldormida pode atrapalhar os ciclos do sono, principalmente o segundo, no qual temos a reparação. Se durante o dia você sofre inflamações, é nessa etapa que ocorre o reparo residual, uma recuperação diária e extremamente necessária. Mesmo que existam dicas gerais a respeito de como dormir, elas não servem para todos, pois o ideal é saber como a pessoa se sente confortável e, a partir daí, criar estratégias para que ela consiga uma boa noite. Por exemplo, quem dorme de bruços, não pode usar nada, nem travesseiros. Já para quem dorme de lado, se indica um travesseiro no meio das pernas. Tudo isso para se ter um melhor alinhamento. Outro ponto importante é o tipo de colchão escolhido. Depende muito das características físicas da pessoa. Por isso, caso a pessoa tenha dores que a incomodem, é importante buscar também um especialista para que ele possa dar as melhores indicações.”
Carlos Magno, osteopata da clínica Ibphysical, em Brasília

Por Vilhena Soares
Correio Braziliense

(imagem: Valdo Virgo/CB/D.A Press)

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