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Pesquisadores criam nova molécula para tratar insuficiência cardíaca

Notícias 18-01-2019 Lilian Russo

Pesquisadores criam nova molécula para tratar insuficiência cardíaca

Um grupo de pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos desenvolveu uma molécula que freia o avanço da insuficiência cardíaca e ainda melhora a capacidade do coração em bombear sangue.Ratos com quadro de insuficiência cardíaca tratados por seis semanas com a molécula, denominada SAMbA, apresentaram não s&oacut...

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Cientistas transformam células de câncer de mama em gordura

Notícias 17-01-2019 Lilian Russo

Cientistas transformam células de câncer de mama em gordura

Pesquisadores conseguiram transformar com sucesso células de câncer de mama em adipócitos (gordura) para impedir que elas se espalhassem no organismo de camundongos. No estudo, eles exploraram o caminho que as células cancerígenas fazem. Os resultados são considerados promissores.

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Inscrições abertas para a reunião do dia 11 de março

Notícias 15-01-2019 Lilian Russo

Inscrições abertas para a reunião do dia 11 de março

No dia 11 de março de 2019, acontece a Abertura da Semana Municipal de Pesquisa Clínica e a primeira reunião do Focep, na Câmara Municipal de São Paulo. O tema central é: " Processos regulatórios da Pesquisa Clínica: pontos críticos, avanços e desafios futuros".

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Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica

Notícias 14-01-2019 Lilian Russo

Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica

A Semana Municipal de Informação e Divulgação da Pesquisa Clínica acontece de 11 a 16 de março. Dia 11 de março das 14h às 18h (segunda-feira):

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Julho Amarelo: lei institui mês de combate a hepatites virais

Notícias 11-01-2019 Lilian Russo

Julho Amarelo: lei institui mês de combate a hepatites virais

Lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro e publicada, nesta sexta-feira (11/1), no Diário Oficial da União institui o Julho Amarelo para combate às hepatites virais. De acordo com o texto, a campanha deve ser realizada todos os anos, em todo o território nacional.

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Saiba quem são os 10 destaques positivos e negativos da ciência em 2018

destqaueCinco mulheres e cinco homens estiveram à frente dos feitos científicos mais significativos de 2018. Na tradicional lista das 10 pessoas que se destacaram na ciência — seja em laboratórios, seja em escritórios onde decisões políticas são tomadas —, a revista britânica "Nature" divulgou os nomes escolhidos pelo corpo editorial, formado por pesquisadores de diversas áreas. “Essa lista incluiu uma variedade de indivíduos que estavam no centro das grandes histórias sobre ciência neste ano, de descobertas sobre supercondutividade a um esforço altamente criticado de editar

genes humanos”, explica Rich Monastersky, editor-chefe de notícias da publicação especializada.

Como destacou Monastersky, a lista não se limitou aos destaques positivos da ciência. Dos 10 nomes, um se sobressaiu pela polêmica envolvida: o de He Jiankui, geneticista da Universidade de Ciência e Tecnologia de Shenzhen, na China. No mês passado, ele anunciou, por um vídeo divulgado na internet, um experimento com bebês, utilizando a ferramenta de edição de genoma que, embora promissora, ainda não está pronta para ser aplicada — muito menos, em humanos.

Ao mesmo tempo, há histórias empolgantes, como a de uma aposentada de 70 anos que ajudou a prender um dos mais procurados assassinos em série dos Estados Unidos graças a um hobby que cultiva há décadas. Ou da jovem engenheira química que declarou guerra aos combustíveis fósseis e foi surpreendida pelo convite para ocupar o cargo de ministra de Energia, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Malásia. “As histórias dessas 10 pessoas capturam alguns dos mais memoráveis eventos científicos de 2018 e nos forçam a confrontar difíceis questões sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos”, afirmou Monastersky, em nota.

Quem são

Yuan Cao, jovem prodígio
Quem é: pesquisador de PhD do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)
Ele tem apenas 21 anos e já publicou dois artigos científicos sobre um tema espinhoso até para quem está há décadas na área: o comportamento atípico do grafeno, finas camadas atômicas de carbono que deram origem a um novo campo de estudos tecnológicos. Aos 18, o chinês Yuan Cao estava formado pela Universidade de Ciência e Tecnologia da China e de malas prontas para continuar os estudos em uma das mais prestigiosas instituições norte-americanas, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Escolhido pelo corpo editorial da Nature como um dos 10 cientistas que mais chamaram a atenção em 2018, ele disse à revista que, embora a situação seja mesmo incomum, não há nada de especial sobre isso. Afinal, argumentou, ele cursou os quatro anos da faculdade, como os outros colegas. “Só escapei de algumas coisas chatas no ensino médio”, disse.
Desde 2014, Yuan pesquisa no laboratório Pablo Jarillo-Herrero do MIT, onde os estudos sobre a mudança do comportamento do grafeno sob determinadas condições já eram conduzidos. Porém, o jovem testou um experimento que não havia passado pela cabeça dos colegas. Ele expôs o grafeno a uma pequena corrente elétrica e congelou o material a 1,7ºC acima do zero absoluto. Nesse ambiente, o grafeno, que normalmente é condutor de eletricidade, tornou-se um isolador. Por fim, o cientista demonstrou que, com um pequeno ajuste no campo, as finas camadas de carbono sofreram outra metamorfose: viraram supercondutoras, com a eletricidade fluindo sem qualquer resistência. Esse é um campo importantíssimo para a física, pois acredita-se que o grafeno tenha potencial de revolucionar os eletrônicos.

Viviane Slon, investigadora da humanidade
Quem é: paleogeneticista do Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planck, na Alemanha.
Há três anos, a paleogeneticista alemã Viviane Slon pensou que havia cometido um erro. Ao testar o DNA do fragmento de um osso de 90 mil anos atrás, ela percebeu que metade dos genes combinava com o genoma do extinto neandertal, enquanto a outra metade se assemelhava ao de espécie humana que também não sobreviveu no tempo: os denisovanos. Sem conseguir encontrar onde estava a falha, a cientista compartilhou os dados com colegas do Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planck, na Alemanha. O material passou por mais testes, até se constatar que ela não havia errado. Na verdade, o fóssil pertencia a um indivíduo do sexo feminino gerado por uma mãe neandertal e um pai denisovano. A descoberta, anunciada em agosto, foi recebida com entusiasmo e mereceu a publicação de centenas de artigos na imprensa, e milhares de tuítes. “É provavelmente a pessoa mais fascinante que já teve seu genoma sequenciado”, disse ela, à época.
“A coisa mais interessante sobre analisar o genoma de um indivíduo com ancestralidade mista é que podemos aprender sobre as duas populações”, afirmou Sloan ao Correio, quando a descoberta foi publicada na revista Nature. “O fato de esses dois grupos (neandertais e denisovanos) terem se mantido geneticamente distintos, apesar de ocasionalmente se misturarem, implica que provavelmente não se encontravam com muita frequência. Mas, quando eles se encontravam, claramente interagiam. Se essas interações limitavam-se a produzir bebês juntos, não podemos dizer, apenas especular”, continuou. À Nature, Sloan contou que continua extraindo DNA de hominídeos em sedimentos. A cientista afirmou que não espera encontrar outro fóssil como o de Denny (apelido que deu à menina mista de 90 mil anos), mas pretende descobrir mais sobre relações familiares dos antigos humanos e como as condições de vida influenciavam a saúde desses indivíduos.

He Jiankui, polêmico editor de DNA
Quem é: geneticista da Universidade de Ciência e Tecnologia de Shenzhen

A entrada de He Jiankui na lista dos “10 mais” da revista Nature não é propriamente por um feito digno de aplausos. Porém, é inegável que o cientista chinês tornou-se um dos mais comentados nas páginas de ciência de jornais e sites ao anunciar, no mês passado, que havia editado geneticamente um par de gêmeas bebês com a técnica Crispr, de edição do genoma. Segundo o pesquisador, a ferramenta experimental serviu para torná-las imunes à infecção pelo vírus HIV, causador da Aids. Ainda pelo relato de Jiankui, que fez o anúncio por um vídeo postado em seu site, a modificação no DNA das crianças será passada para os descendentes.
A suposta pesquisa de Jiankui levantou um debate ferrenho na comunidade científica. Afinal, a técnica de edição do genoma ainda está nos primeiros passos, e sabe-se que, ao cortar e colar pedaços do genoma, corrigem-se erros, enquanto criam-se outros, pois o Crispr precisa ser aperfeiçoado. A reação negativa foi maior que ele esperava, e, da mesma forma que surgiu, Jiankui desapareceu, sem deixar rastros. Além de não se manifestar mais, o pesquisador não dá entrevistas, e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Shenzhen, onde trabalha, também se esquiva de comentar o assunto. “A inaceitável falha ética de He Jiankui trará efeitos perversos não somente para a sua carreira, mas para a universidade na qual realizou a pesquisa, e também para a própria pesquisa chinesa. Certamente haverá um dano para os avanços das pesquisas com a promissora técnica de CRISPR-Cas9”, opina Salmo Raskin e médico geneticista, diretor do Centro de Aconselhamento e Laboratório Genetika e professor e pesquisador da Universidade Positivo.

Jess Wade, defensora da diversidade
Quem é: Física de polímeros da Universidade College Londres

ess Wade é física de polímeros pela Imperial College de Londres e há tempos estava indignada com a sub-representação de cientistas mulheres na Wikipédia. Segundo a jovem de 30 anos, 90% dos editores da plataforma colaborativa on-line são homens e apenas 18% dos perfilados, mulheres. Para minimizar a distorção de gênero, Wade começou a escrever uma página por dia sobre pesquisadoras de diversas áreas e, até agora, já construiu 400 verbetes.
A britânica ficou conhecida quando respondeu o tuíte agressivo de um robô. O post foi compartilhado diversas vezes, e muita gente pesquisou para saber qual bandeira Wade levantava. O trabalho da física inspirou centenas de pessoas ao redor do mundo, muitas das quais começaram a perfilar mulheres de outras áreas profissionais, além da ciência. Além da campanha na Wikipédia, em setembro ela voltou aos holofotes ao falar em uma conferência sobre gênero no Cern, o laboratório de física de partículas de Genebra, na Suíça. No mesmo dia, Alessandro Strumia, físico da Universidade de Pisa, na Itália, havia feito uma apresentação, questionando a habilidade das mulheres na física e atacando políticas de igualdade de gênero. Usando as redes sociais, Wade denunciou os comentários do colega, que, por sua vez, acabou recebendo uma enxurrada de críticas. “Acho que equipes diversas fazem uma ciência melhor”, definiu Wade à revista "Nature".

Valérie Masson-Delomtte, observadora do clima

Quem é: climatologista, vice-presidente do IPCC

A francesa Valérie Masson-Delomtte trouxe más notícias para o mundo em outubro passado. Coube à vice-presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) alertar que, mesmo atingindo a meta do Acordo de Paris, em 12 anos o planeta pode ser um lugar muito difícil de viver. Depois de compilar mais de 6 mil dados científicos de qualidade, a equipe do IPCC produziu um relatório, a pedido da Presidência da COP-24, conferência do clima ocorrida na Polônia, no início do mês, mostrando que, em 2030, a temperatura do planeta pode estar 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais, um marco esperado apenas para 2050.
O relatório indicou também que limitar a temperatura a esse aumento e não chegar aos 2ºC como muitos signatários do Acordo de Paris pretendem, pode evitar tragédias globais. Ainda assim, porém, mesmo que todas as nações atinjam a meta, o trabalho apresentado por Masson-Delomtte destaca que ecossistemas inteiros podem ser destruídos em mais de 6% da superfície terrestre da Terra, e entre 70-90% dos corais correm risco de desaparecer. O documento foi utilizado na conferência climática para tentar convencer governantes e formuladores de políticas públicas a se comprometerem com objetivos mais ambiciosos e, assim, evitarem uma degradação ainda maior do planeta. Porém, Estados Unidos, Rússia, Kwait e Arábia Saudita se opuseram ao texto, deixando de fora do relatório final da COP-24 a menção aos riscos evidenciados pela ciência.

Anthony Brown, inventariante dos céus
Em 25 de abril, a Agência Espacial Europeia publicou o primeiro mapa tridimensional da Via Láctea. O material revelou nada mais que a posição de 1,7 bilhão de estrelas, além das distâncias, cores, velocidades de direção de movimento de 1,3 bilhão delas. Juntas, formaram um filme do céu, cobrindo um volume de espaço mil vezes maior que o de qualquer pesquisa anterior. Por trás do trabalho monumental, com nada menos de 551 gigabytes, estava um grupo de 400 pesquisadores liderados por Anthony Brown, o cabeça do Consórcio de Análise e Processamento de Dados da missão espacial Gaia. Desde 2013, a nave vasculha o universo, registrando uma infinidade de informações decodificadas e divulgadas pela equipe de Brown.
Quando, enfim, o mapeamento foi anunciado, a única sensação do astrônomo da Universidade de Leiden, na Holanda, foi cansaço, disse ele à Nature. A exaustão dos cientistas envolvidos na empreitada, porém, valeu a pena. O inventário dos céus já rendeu mais de 700 artigos científicos, produzidos com os dados do catálogo. Brown teve pouco tempo para descansar. Ele contou à revista britânica que já prepara novos dados para divulgação em meados de 2020. A missão, que deveria ter sido encerrada, mas continuará até o fim do ano que vem, é acompanhada pelo astrônomo holandês desde 1997, quando se iniciaram os preparativos. “Tendo trabalhado nela por mais de 20 anos, a Gaia é definitivamente parte de quem sou”, definiu.

Yeo Bee Yin, inimiga do petróleo
Quem é: ministra de Energia, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Malásia

Quando conheceu os poços de petróleo no deserto do Turcomenistão, a malaia Yeo Bee Yin saiu de lá com a certeza de que os combustíveis fósseis não poderiam mais fazer parte da história da humanidade. Em 2010, mestre em engenharia química avançada pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, ela voltou ao seu país e, no lugar de trabalhar em alguma indústria, resolveu tentar um cargo eletivo. Três anos depois, ocupava uma cadeira de deputada estadual, onde ficou por cinco anos. Em maio passado, os eleitores derrubaram o governo da Malásia e, no novo cenário político, ela foi nomeada ministra de Energia, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas.
“Era inimaginável”, disse à Nature a jovem de 35 anos, que contou ter ficado “chocada” ao ser cotada para o cargo. Pouco depois da posse, Yeo já tinha provocado uma pequena revolução nas políticas nacionais de energia. Entre elas, o anúncio de que a Malásia aumentará a energia renovável de 2% para 20% da geração total do país até 2030. A ministra também declarou guerra à poluição por plástico, um problema que assola o sudeste asiático. Yeo conseguiu proibir a importação do material e lançou um roteiro de 12 anos e um marco legal para eliminação do plástico nesse período, com incentivo à pesquisa de biodegradáveis. Os fabricantes do material no país não gostaram nada da atuação da jovem ministra. Mas ela garantiu não se importar: “Algumas pessoas pensam em problemas para soluções e não em soluções para o problema”.

Barbara Rae-Venter, detetive genética
Quem é: bióloga e advogada de patentes aposentada

Barbara Rae-Venter é uma bióloga e advogada de patentes aposentada no nordeste da Califórnia. Em fevereiro do ano passado, estava em casa quando um investigador da polícia perguntou se ela poderia ajudá-lo em um caso. E foi assim que Rae-Venter se tornou a responsável por pegar um dos mais notórios estupradores e serial killers da história dos Estados Unidos. O trabalho dela colocou Joseph James DeAngelo atrás das grades e ajudou a popularizar uma abordagem ainda controversa para identificação de criminosos: a genealogia genética.
Rae-Venter começou no ramo, que utiliza DNA para formar árvores genealógicas, para conhecer a própria história familiar. Depois, se tornou uma expert e passou a ajudar outras pessoas, como indivíduos que foram adotados e gostariam de saber as origens biológicas. Paul Holes, policial do distrito de Contra Costa, conhecia essa faceta da advogada e decidiu recorrer a ela para tentar encontrar um homem que, nas décadas de 1970 e 1980, aterrorizou a Califórnia, com 12 assassinatos, 45 estupros e 120 roubos atribuídos. Rae-Venter aceitou o desafio. Ela inseriu material genético de uma cena de um dos crimes em um banco de dados genealógico e encontrou um parente de terceiro ou quarto grau do assassino. Com a ajuda do FBI, a mulher de 70 anos, que considera a técnica um hobby, construiu a árvore familiar e descobriu o denominador comum: um ex-policial de Sacramento. A polícia fez um teste de DNA em Joseph DeAngelo, que confirmou a identidade do serial killer.

Robert-Jan Smits, democrata da ciência
Depois de oito anos no cargo de diretor-geral de pesquisa da União Europeia, Robert-Jan Smits foi convidado para uma nova empreitada: assumir o posto de encarregado de acesso aberto da UE, com a missão de conseguir mais artigos científicos publicados em plataformas que não exigem pagamento para quem quiser consultá-los. Smits aceitou o desafio e foi atrás dos responsáveis pelas publicações, incluindo a própria Nature. Ele apresentou o Plano S para “ciência (science), velocidade (speed), solução (solution) e choque (shock)” às agências europeias, com objetivo de angariar financiamento para tornar grandes periódicos científicos disponíveis para todos.

“Foi um processo longo e difícil, que nos consumiu muitos meses e envolveu uma boa quantidade de café”, disse ele à imprensa, na época da divulgação do plano. Uma das formas que tem usado para convencer as agências de fomento à pesquisa da Europa a financiar o plano é cotar um estudo segundo o qual a cada um euro investido em ciência e inovação, há um retorno econômico de 11 euros.
Até agora, 16 editores de revistas assinaram o plano, que deverá ser colocado em prática em 2020. Em uma mensagem à plataforma de publicação científica aberta brasileira Scielo, que comemorou duas décadas neste ano, Smits afirmou que o acesso livre à produção da ciência é um caminho sem volta. E também convidou o Brasil a participar do Plano S. “Esperamos que outras agências de fomento e partes interessadas da Europa e de todo o mundo assinem o Plano S e o apoiem. Eu também espero que o Scielo o faça”, escreveu.

Makoto Yoshikawa, perseguidor de asteroides
Em 27 de junho, a imprensa mundial anunciou o feito da espaçonave Haybausa2 que, depois de uma jornada de três anos, disparou seus propulsores para se mover em sincronia com um asteroide de 1km de largura, enquanto os dois orbitavam o Sol. Acompanhando cada segundo da delicada manobra estava Makoto Yoshikawa, astrônomo da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa), responsável pela missão. Ele passou as 24 horas anteriores acordado. Qualquer imprecisão poderia destruir a nave e jogar por terra — no caso, pelos ares — o objetivo da empreitada: pousar no asteroide Ryugu e coletar amostras para análise do corpo celeste, o que deve ser feito no ano que vem.

Esse não é o primeiro asteroide que Yoshikawa persegue. Em 2005, o astrônomo ajudou a recuperar o controle de uma missão espacial que quase deu errado. Na ocasião, a nave Hayabusa1 conseguiu tocar o asteroide Itokawa, mas logo depois o contato com o equipamento se perdeu. Yoshikawa restaurou a comunicação e conseguiu pilotar a sonda de volta à Terra. “Asteroides são objetos muito pequenos no Universo, mas muito importantes para o futuro da vida dos humanos”, contou à Nature.
O astronauta tem muitas horas de sono a perder. No próximo ano, tem início uma fase ainda mais desafiadora da missão. Para conseguir material de estudo suficiente, projéteis criarão centenas de explosões no asteroide, facilitando a retirada de material acima e abaixo da superfície do objeto. Essas amostras serão finalmente estudadas pela equipe do astrônomo a partir de 2020.
Quem é: diretor do Consórcio de Análise e Processamento de Dados da missão espacial Gaia

Por Paloma Oliveto
Correio Braziliense

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