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Reunião de hoje, 10 de dezembro

Notícias 10-12-2018 Lilian Russo

A reunião de hoje, segunda-feira, 10 de dezembro, acontece na Câmara Municipal de São Paulo. (Viaduto Jacareí, 100.) Vamos discutir: - Visão da CONEP sobre o PL 7082 (Pesquisa Clínica) (Jorge Alves Venâncio - Coordenador da Conep) - Características dos projetos de graduação e pós graduaçã...

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Teste sanguíneo pode ajudar a escolher tratamento para câncer de mama

Notícias 07-12-2018 Lilian Russo

Teste sanguíneo pode ajudar a escolher tratamento para câncer de mama

Um exame de sangue para detectar células tumorais poderia ajudar a escolher o tratamento mais adequado em alguns tipos de câncer de mama, e assim melhorar a sobrevida dos pacientes, de acordo com um ensaio clínico apresentado ontem, quinta-feira (6) em um congresso nos Estados Unidos."Este é o primeiro estudo que mostra que, usando essa informaç...

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Reunião Focep - 10 de dezembro

Notícias 03-12-2018 Lilian Russo

A última reunião do Focep deste ano será no 10 de dezembro, na Câmara Municipal de São Paulo. (Viaduto Jacareí, 100.) Vamos discutir: Visão da CONEP sobre o PL 7082 (Pesquisa Clínica) (Jorge Alves Venâncio - Coordenador da Conep) Características dos projetos de graduação e pós gradua&cce...

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Estudo busca desvendar os “superpoderes” das bactérias

Notícias 30-11-2018 Lilian Russo

Estudo busca desvendar os “superpoderes” das bactérias

A despeito de serem imperceptíveis na maioria das vezes, há milhões de bactérias vivendo no corpo de uma pessoa. E não apenas aí: bactérias estão em toda a parte, graças à sua capacidade de desenvolver ferramentas e mecanismos que acompanham suas especificidades e lhes garanta a sobrevivência, como se t...

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Datas das próximas reuniões do Focep

Notícias 28-11-2018 Lilian Russo

Datas das próximas reuniões do Focep

Nossas próximas reuniões do Focep serão nas datas: 10 de dezembro de 2018 (4ª reunião FOCEP)11 de março de 2019 (1ª reunião FOCEP) - Processos regulatórios da Pesquisa Clínica: pontos críticos, avanços e desafios futuros27 de março de 2019 – Programa InterCeps24 de abril de 2019 - Prog...

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Interação entre hormônio e gordura que aquece o corpo é chave da saciedade

obesidadeA conexão entre o estômago e o cérebro é conhecida por especialistas e alvo de investigações científicas. Um grupo internacional de estudiosos conseguiu desvendar um mecanismo sobre essa relação que pode ser extremamente útil no combate ao peso. Em experimento com ratos, os pesquisadores observaram que o hormônio intestinal secretina — que transmite sinais de saciedade ao cérebro — age em conjunto com a gordura marrom, que é responsável por aquecer o corpo. As descobertas foram publicadas na última edição da revista especializada "Cell".

Um dos objetivos principais da pesquisa era entender melhor o papel da gordura marrom no corpo humano. “Além da termogênese induzida pelo frio, existia a suspeita de que ela contribuía para a alimentação. O mediador molecular e o significado funcional da gordura marrom associada à refeição estão em debate há anos”, conta ao Correio Martin Klingenspor, um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha.

Os cientistas explicam que, durante uma refeição, os sinais codificados pelos hormônios intestinais chegam ao cérebro por meio do sangue ou de nervos ativados no intestino delgado. A secretina foi escolhida como alvo da pesquisa por ser um hormônio intestinal relacionado à saciedade.

Na primeira parte do experimento, ela foi injetada em ratos famintos com o objetivo de suprimir o apetite dos animais. O objetivo foi atingido, e a equipe observou que os camundongos também apresentaram aumento de quantidade de calor produzido pelo tecido adiposo marrom. Já em ratos com o tecido de gordura marrom inativado, a mesma supressão de apetite não foi detectada após a injeção da secretina.
Os pesquisadores também monitoraram os níveis de secretina em 17 voluntários. Nos humanos, o consumo de oxigênio dos tecidos marrons e a absorção de ácidos graxos foram medidos, por exame de sangue, depois de um jejum noturno e 30 a 40 minutos após uma refeição. Os pesquisadores descobriram que níveis mais altos de secretina no sangue dos participantes correspondiam à maior ativação metabólica da gordura marrom.

Para a equipe, os efeitos detectados nos roedores e nos humanos são provas da relação entre a secretina e a gordura marrom como mediadora da saciedade. “Nós demonstramos uma conexão entre o intestino, o cérebro e o tecido marrom, descobrindo uma faceta desconhecida do complexo sistema regulador que controla o balanço de energia”, frisa Klingenspor.

Dieta terapêutica
Os cientistas acreditam que as funções da gordura marrom e da secretina no controle da fome e da saciedade podem torná-las alvo atraente para novas abordagens no tratamento da obesidade. A equipe defende que futuras intervenções nutricionais ou farmacológicas contra o excesso de peso e doenças metabólicas podem ser desenvolvidas com base nas descobertas.

“Estamos planejando nos aprofundar para entender os mecanismos subjacentes. Com base em nosso trabalho, acreditamos que a visão da gordura marrom como um mero órgão aquecedor catabólico deve ser revista, e mais atenção deve ser direcionada para a função desse tecido no controle da fome e da saciedade”, defende Klingenspor.

O cientista acredita que um dia será possível descobrir como estimular a secretina por meio de uma dieta.“A estimulação sistêmica dos receptores de secretina por um agente farmacológico não é uma estratégia de tratamento viável, uma vez que isso, provavelmente, prejudicaria o pâncreas. No entanto, direcionar a secreção do hormônio secretina associada à refeição por intervenções nutricionais pode fornecer novas opções de tratamento para obesidade ou diabetes. A secreção desse hormônio é sensível aos nutrientes. Por isso, comer o alimento certo pode ser útil para promover a saciedade e resultar em redução do tamanho das refeições e da ingestão calórica”, explica.

Como o excesso de peso leva ao diabetes
Cientistas americanos descobriram como a obesidade causa doenças como a hipertensão e o diabetes. Células imunes residentes no tecido adiposo, que são consideradas benéficas, tornam-se prejudiciais quando há excesso de peso, causando inflamações e doenças diversas. As descobertas foram publicadas na revista "Procedências of the National Academy of Sciences" (Pnas) e podem ajudar a combater essas enfermidades crônicas.

“Todas essas doenças têm um denominador comum. Pode ser que tenhamos identificado o que inicia toda a cascata de inflamações e alterações metabólicas”, afirma, em comunicado, Vlad Serbulea, um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos.

Por meio da análise de tecidos de pessoas obesas e saudáveis, os investigadores observaram que radicais livres produzidos pelo corpo atacam lipídios que estão dentro do tecido adiposo, levando a inflamações, uma resposta imunológica natural. Esse processo é chamado de oxidação lipídica. “Os radicais livres são tão reativos que querem se dedicar a algo. Os lipídios são uma ótima fonte para esses radicais se combinarem”, resume Serbulea.

A equipe identificou que há lipídios oxidados que causam inflamações prejudiciais — reprogramando as células imunológicas para se tornar hiperativas — ou que ficam no tecido saudável. A quantidade deles em um indivíduo pode ser um indicador de maior vulnerabilidade a doenças crônicas.

Com essa informação, será possível pensar em abordagens médicas que reduzam essa fragilidade, como um medicamento que reduza o número de lipídios oxidados ou um que promova o aumento dos lipídios benéficos. “Algo que mostramos é que o metabolismo nas células do sistema imunológico é explorável. Isso já tem sido um alvo em doenças como o câncer. Agora, também para a obesidade.

Por Vilhena Soares
CorreioBraziliense

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