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Exame de sangue acusa o início do câncer, diz revista Destaque

examesangueUm dos maiores complicadores do câncer é o diagnóstico tardio, que pode reduzir consideravelmente as chances de cura de um paciente. Pesquisadores apostam em uma tecnologia computadorizada de mapeamento genético para sanar o problema. Em testes usando a abordagem, conseguiram detectar mutações ligadas a diversos tipos de cancros, como o de mama e o de pulmão, em mais de 100 pacientes em estágios precoces das enfermidades. Para os autores do estudo, publicado na edição desta semana da revista Science Translational Medicine, o método também poderá ajudar a reduzir as ocorrências de resultados falso positivo.


tações relacionadas ao câncer possam ser desvendadas e agregadas às já conhecidas. Eles acreditam também que, futuramente, a tecnologia de sequenciamento utilizada se torne mais barata, o que facilitará o uso do método.

Michele Migliavacca, geneticista do Laboratório Exame, em Brasília, explica que o estudo aposta em uma técnica já utilizada na área médica, mas com outras finalidades. “Esse tipo de análise é amplamente explorada, é uma ferramenta usada durante o tratamento e o prognóstico do paciente, ou seja, em seu acompanhamento. Nesse estudo, foi usada com outro foco, para um paciente assintomático, o que poderia render um possível diagnóstico precoce, mostrando indícios da presença do tumor que nem exames de imagem mostrariam”, ressaltou.A geneticista também frisou que a parte financeira pode ser um obstáculo para a disseminação do método. “Hoje em dia, esse é um exame custoso, porque demora tempo para realizá-lo e também não é acessível a todos”, explicou.

Os autores do estudo darão continuidade à pesquisa e adiantam que, possivelmente, os primeiros beneficiados com o exame serão pacientes que sofrem com alto risco de câncer, como os fumantes (tumor de pulmão) e mulheres com mutações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2, ligadas a carcinomas na mama e no ovário. A expectativa é de que o exame comece a ser usado em até cinco anos.

Falhas na divisão

À medida que as células do sangue se dividem, existe a possibilidade de elas adquirirem erros ou mutações. Em um pequeno número de pessoas, essas mudanças estimularão uma célula sanguínea a se multiplicar mais rápido do que as células vizinhas, levando potencialmente a condições definidas como pré-leucêmicas. No entanto, na maioria das vezes, essas mutações derivadas do sangue não iniciam um câncer, mas podem levar a leituras equivocadas da condição do paciente.

Por Vilhena Soares
Correio Braziliense

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