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A ciência está mais inteligente ou mais artificial com a IA? Destaque

cienciaiaEm janeiro de 2026, a Nature publicou um estudo dos mais abrangentes e robustos sobre a influência da inteligência artificial (IA) na produção de ciência. Pesquisadores da Universidade de Tsinghua, na China, e da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, analisaram 41,3 milhões de artigos científicos publicados entre 1980 e 2025 em seis grandes áreas das ciências naturais: biologia, ciências dos materiais, física, geologia, medicina e química.

Os resultados são positivos para quem adota IA em seus estudos: pesquisadores desse grupo publicam, em média, 3 vezes mais artigos e recebem quase 5 vezes mais citações do que os demais. A prática também acelera a carreira dos cientistas, que assumem a liderança de projetos mais cedo. A conclusão mais simplória é a de que a IA torna os cientistas mais produtivos, mais visíveis e mais influentes.

No entanto, o estudo também mostra que a ciência, como construção coletiva, encolheu quase 5% em amplitude temática desde a disseminação da IA e gera 22% menos engajamento cruzado entre pesquisadores. Traduzindo: há mais cientistas publicando mais sobre menos assuntos, e esses trabalhos provocam menos conversas entre os pares.

“Fiquei surpreso com a menor probabilidade da IA gerar novos engajamentos”, afirma James Evans, professor de sociologia e ciência de dados na Universidade de Chicago, diretor do Knowledge Lab e um dos autores do artigo. “Pensei que essa tendência pudesse mudar ao longo do tempo que o estudo abrange, mas ela continua valendo para modelos recentes de IA.”

Veja mais: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-ciencia-esta-mais-inteligente-ou-mais-artificial-com-a-ia/

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