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Curiosidades que fazem o efeito placebo importante para pesquisas Destaque

remedioselupa fdpQuem nunca tomou uma água com açúcar para se acalmar? Essa crença popular já fez muita gente de fato ficar mais calma ao tomar o mais antigo placebo de que se tem notícia. A observação é da cirurgiã-dentista Lais Valencise Magri, funcionária da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP e entusiasta do placebo que ela estuda, inclusive, em seu pós-doutorado.

O placebo é um remédio que não é remédio, ou seja, tem todas as caraterísticas de um medicamento, mas é feito à base de farinha ou açúcar. No entanto, é uma peça fundamental nas pesquisas acadêmicas e usado em testes para avaliação e desenvolvimento de novos medicamentos, procedimentos e terapias, como explica a pesquisadora.

A importância do placebo é tão grande que ele, associado a alguns fatores, pode levar o paciente a ter resultados positivos. Lais explica que, entre esses fatores, estão a cor e o formato do comprimido placebo. “Cápsulas de placebo coloridas tendem a dar resultados mais positivos no tratamento.” Outro fator importante, segundo ela, é o enfermeiro ou médico usar jaleco branco na hora de dar o medicamento para o paciente tomar.

Outra curiosidade é que as crenças, a cultura de um povo, revelam maior ou menor eficácia do efeito placebo. “Há países da Europa em que a população tem um hábito maior de tomar remédios e sente mais o efeito placebo do que em outros,” explica.

Lais garante que até os animais sentem o efeito placebo e os que bebem além da conta também. “Existe a embriaguez placebo. Pessoas que acreditam ter tomado bebida alcoólica se sentem embriagadas sem ter ingerido a bebida.”

Ouça a entrevista no link:
https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2019/02/PLACEBO-REMEDIO-FERRAZ-JUNIOR.mp3

Por Ferraz Jr - Editorias: Atualidades, Rádio USP

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