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Projeto usa biomarcadores para prevenir infecções e lesões em atletas paralímpicos

59508Durante um ciclo competitivo, um atleta paralímpico tem 20 vezes mais chance de contrair uma infecção e 11 vezes mais risco de ser hospitalizado por essas complicações do que um atleta olímpico. Além disso, 30% dos competidores paralímpicos sofrem com infecções no trato respiratório superior – área que compreende nariz, boca e garganta –, contra apenas 2% dos olímpicos. Já entre

os cadeirantes, até 30% enfrentam infecções urinárias recorrentes.

Para mitigar essa fragilidade imunológica e proteger a saúde dos competidores, pesquisadores vinculados ao Centro Multiprofissional de Estudos Paralímpicos e Paradesportivos (CMEPP) – um Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) financiado pela FAPESP – estão investigando como a resposta imunológica (a defesa do organismo) é alterada em cada modalidade esportiva e em cada tipo de deficiência, a exemplo de lesões medulares ou comprometimentos visuais e intelectuais.

O objetivo principal da equipe é substituir o controle tradicional de treino, baseado na percepção subjetiva de esforço relatada pelo esportista, por biomarcadores fisiológicos e metabólicos objetivos – indicadores biológicos mensuráveis analisados no sangue e na saliva –, detalhou José César Rosa Neto, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e coordenador do CMEPP, em palestra ministrada durante a FAPESP Week Países Baixos.

Veja mais: https://agencia.fapesp.br/index.php/projeto-usa-biomarcadores-para-prevenir-infeccoes-e-lesoes-em-atletas-paralimpicos/59508

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