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12 de maio é o Dia Nacional de Conscientização à Fibromialgia

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A fibromialgia é uma síndrome que se caracteriza por dores musculares generalizadas e crônicas, que podem durar mais de três meses, sem apresentar, no entanto, evidências de inflamação nos locais doloridos.

A doença é relativamente comum e, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, afeta cerca de 2,5% da população mundial, com uma maior incidência em mulheres do que em homens, sobretudo entre 30 a 50 anos de idade.
Os sintomas são vários, sendo a dor difusa

em músculos e articulações os mais evidentes,

geralmente associados a outros, como fadiga, distúrbios do humor, dificuldades de concentração, depressão, ansiedade e alterações do sono. A fibromialgia também pode aparecer em pacientes que apresentam outras doenças reumáticas, como artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico, o que, muitas vezes, dificulta uma completa melhora dos pacientes.

O diagnóstico de fibromialgia não pode ser feito por exames laboratoriais ou de imagem e é eminentemente clínico, com o médico analisando criteriosamente o histórico do paciente, exames físicos e outros que auxiliam a afastar condições que podem causar sintomas semelhantes.

A doença ainda não tem cura e suas causas não são totalmente esclarecidas. A hipótese mais provável, apoiada por estudos em que visualizam o cérebro dos pacientes em funcionamento, é que devido ao histórico de traumas e estresse emocional os pacientes passem a apresentar algum tipo de alteração neurológica que aumenta a percepção e sensação de dor pelo corpo.

O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas proporcionando ao paciente melhora na qualidade de vida. As medicações, embora tenham papel importante no alívio das dores e de sintomas diversos, devem ser apoiadas por cuidados do paciente consigo mesmo, principalmente atividades físicas. “Esta parece ser a melhor maneira de reverter a sensibilidade aumentada à dor na fibromialgia”, alerta o reumatologista Ricardo Xavier, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

“Além disso, é importante que o paciente entenda mais sobre a doença e, em alguns casos, a terapia psicológica pode ser bastante útil, principalmente para aprender a lidar com a dor crônica”, completa o reumatologista Fernando Augusto Chiuchetta, coordenador da Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Mole, da SBR.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)

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